TotoRating BannerA Liga NOS encaminha-se rapidamente para o seu final, com campeão anunciado. O FC Porto está a apenas um ponto de garantir o seu 29º título de campeão nacional, ponto esse que pode conseguir em casa, no grande “clássico” desta quarta-feira ente o Sporting, no Estádio do Dragão – o primeiro da História sem público. Um jogo que está a gerar grande expectativa, não só pela questão do título, mas porque frente-a-frente estarão duas das equipas em melhor forma neste retorno da Liga após a paragem devido ao Covid-19.

O Porto chegou a ter sete pontos de atraso em relação ao Benfica, mas alcançou a liderança ainda antes da interrupção. Ao mesmo tempo, o Sporting contratava Rúben Amorim. Na retoma, as coisas nem começaram bem para o Porto, com uma derrota e um empate aparentemente comprometedores. Porém, a equipa de Sérgio Conceição foi corrigindo as situações e começou a golear, chegando a esta fase numa situação confortável.

Por seu turno, o Sporting, com Rúben Amorim, ganhou seis dos oito jogos realizados, com apenas dois empates pelo meio, e chega a este encontro com quatro triunfos nos últimos cinco embates, um registo idêntico ao dos “dragões”. Se o Porto foi a segunda equipa mais concretizadora da última mão cheia de jornadas, com 13 golos (atrás apenas dos 15 do Sporting de Braga), e a melhor defesa, com somente um golo sofrido, os “leões” surgem, a par do Moreirense, como a segunda melhor retaguarda, com dois tentos consentidos.

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Depois há o efeito-Amorim. Após bater o FC Porto por duas vezes no curto período ao leme do Braga, o jovem treinador tem agora a possibilidade de voltar a desfeitear os portistas. Será que consegue? Vamos às estatísticas para percebermos onde poderá estar a chave deste encontro.

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Os principais números dos últimos cinco jogos levantam um pouco o véu sobre a face das duas equipas nos últimos tempos. Com resultados idênticos, a verdade é que ambas as formações conseguiram-nos de formas muito distintas. O Porto é, claramente, uma equipa mais acutilante ofensivamente, registando uma média de 14,0 remates por jogo, a terceira mais alta destas cinco rondas de competição, bem acima dos 11,6 do Sporting, que é sétimo neste parâmetro (e oitavo nos sete jogos da retoma).

Tendo em conta que o Porto é, no geral, uma equipa dominadora nos seus encontros (registou 62% de posse nesta fase, um pouco acima dos 59% do “leão”), não é de estranhar que tenhamos um “dragão” impositivo, rematador e um conjunto de Alvalade mais na expectativa, a tentar aproveitar ao máximo as situações que conseguir criar. Terá é que melhorar o registo de remates enquadrados (3,2), bem atrás dos do FC Porto (5,8). Na taxa de conversão de remates, o “dragão” tem vindo a recuperar a sua eficácia, com 18,6% nesta fase (segundo registo), contra os 14% do “leão” (quinto), e se olharmos para os expected goals (xG), vemos que os portistas estão bem mais perigosos, com 2,1, contra 1,4 dos visitantes. Será esse um factor decisivo na decisão do vencedor?

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A vantagem que o Sporting poderá apresentar neste jogo prende-se com a facilidade no passe de ruptura. Rematou pouco, não enquadrou muitos disparos, realizou apenas 6,6 por jogo nas áreas contrárias e tem em Andraz Sporar quase a única presença efectiva na grande área contrária, pelo que o aproveitamento das costas da defesa portista poderá ser uma arma a ter em conta. O “leão”, aliás, fá-lo bem, somando 1,8 passes de ruptura por jogo nesta fase, o mesmo registo, dos portistas e o mais alto da Liga. A diferença é que o Sporting poderá recuar no terreno, tornando inútil esta estatística para o lado anfitrião. Nesse caso o Porto pode sentir algumas dificuldades, pois é sabido que nem sempre se dá bem contra equipas que tapam bem os caminhos para a sua grande área. E os de Alvalade são peritos nisso, com 3,8 remates permitidos aos adversários, o valor mais baixo deste parâmetro.

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Várias ausências e garantias de qualidade

Este “clássico” ficará marcado, também, por algumas ausências. Do lado do FC Porto, Marcano e Sérgio Oliveira são baixas por lesão, enquanto Uribe e Tecatito Corona estão de fora por castigo. O mexicano era mesmo o jogador em melhor forma nesta fase – e quiçá em todo o campeonato – na equipa portista, pelo que será certamente uma baixa de peso. Mas os “dragões” têm outros nomes de relevo, os dois seguintes a liderarem os GoalPoint Ratings dos “azuis-e-brancos” entre os disponíveis.

Não nos cansamos de falar de Otávio Monteiro. O ala portista passa muitas vezes despercebido, mas o seu trabalho colectivo é impressionante. Um golo não é muito para um jogador com a sua qualidade técnica, mas esta é empregue no passe, com o brasileiro a registar seis assistências, fruto de uma média de 2,0 passes para finalização por 90 minutos. No drible é muito competente, com 67% de eficácia em 3,6 tentados, mas o destaque vai para o contributo defensivo. São 3,2 desarmes por 90 minutos, o máximo entre jogadores das duas equipas com mais de 1395 minutos de utilização. Poderá ser um dos jogadores decisivos do “clássico”.

Alex Telles não precisa de grandes apresentações. O lateral-direito é, a par de Moussa Marega, o melhor marcador da equipa, com dez golos, e tal como Otávio soma seis assistências e uma média de 2,0 passes para finalização. O brasileiro faz das incursões pelo seu flanco a sua grande força, com uma boa eficácia de 22% nos 4,2 cruzamentos de bola corrida que faz em média (o número mais alto entre todos os disponíveis). E entre as duas formações é o jogador com mais intercepções (1,9). Um perigo em todo o lado.

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Solidez e irreverência

Do lado leonino, as ausências de peso também se fazem sentir. Tirando o caso de Luiz Phellype, lesionado de longa duração, Rúben Amorim não poderá contar com Luciano Vietto, com problemas num ombro há algumas semanas, mas do qual se chegou a falar que poderia recuperar para o Dragão. Marcos Acuña, a cumprir castigo, é a maior dor de cabeça para a formação lisboeta.

Assim, são outros os nomes que poderão brilhar pelo Sporting neste jogo. Como referimos atrás, pelos números das duas equipas não seria de espantar que o Porto assumisse mais as rédeas do encontro e das acções ofensivas, com um “leão” mais recuado e competente a tapar os caminhos para a sua grande área. Sebastián Coates é o líder do trio defensivo sportinguista e, dos disponíveis, é o que regista um rating mais elevado. O uruguaio é muito certo no passe, soma já quatro golos e é fortíssimo nos duelos aéreos defensivos, com 77% ganhos.

O “irreverente” nesta história é Wendel. A influência do médio brasileiro nos “verdes-e-brancos” tem crescido, muito por culpa da grande área de terreno que percorre e da facilidade com que se integra no ataque. O Sporting é a equipa da Liga portuguesa que mais passes eficazes faz nos meios-campos adversários (78%) e Wendel, com 91%, é um dos responsáveis por esse número importante. E ainda soma três golos e duas assistências.

Factos e curiosidades

  • O Porto ganhou o jogo da primeira volta em Alvalade por 2-1, em Janeiro deste ano, e procura uma dupla vitória sobre os “leões” na Liga pela primeira vez desde 2002/03.
  • O Porto não perdeu com o Sporting na Liga nos últimos seis jogos (4V 2E), mas em todas as competições perdeu quatro dos últimos seis.
  • O “dragão” ganhou os três jogos em casa desde o recomeço da Liga, com dez golos marcados e nenhum sofrido. É a equipa com mais encontros caseiros sem sofrer golos esta época no campeonato luso (11).

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  • O Sporting ganhou apenas dois dos últimos 25 jogos fora de casa frente a Porto e Benfica (6E 17D).
  • O Sporting ganhou somente um dos últimos seis jogos fora de casa na Liga NOS (3E 2D), com um saldo de sete golos marcados e oito sofridos.
  • Quatro dos últimos oito golos do Porto ante o Sporting foram cabeceamentos, com Tiquinho Soares a fazer dois desses quatro tentos, incluindo um na partida da primeira volta.
  • Corona, que vai falhar este jogo por castigo, marcou ou assistiu em cinco dos últimos sete jogos do Porto na Liga (dois golos e três assistências). Apenas o benfiquista Pizzi (12) tem mais assistências na prova do que o mexicano (10).
  • Jovane Cabral esteve directamente envolvido em seis golos desde o regresso da Liga (cinco tentos e uma assistência). Nos primeiros 26 encontros na Liga pelos “leões” participou em sete (três golos, quatro assistências).

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