Ao quarto “clássico” da época entre Porto e Sporting é quase caso para dizer que já não restam surpresas. Quase. Cada jogo é um jogo, quanto mais um entre estas equipas, e o penúltimo duelo da época entre “dragões” e “leões” (fica a faltar a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, em Abril) reserva a curiosidade de vir a revelar quem lidará melhor com as muitas prováveis ausências em ambos os emblemas.

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Os números do “clássico” da primeira volta. Clique aqui para ler mais sobre o duelo

A história dos três jogos já disputados entre Porto e Sporting em 2017/18 caracteriza-se por duas tendências: poucos golos e domínio estatístico “azul-e-branco”. Tenha a isso sido obrigado ou por tal optado, Jorge Jesus e seus pupilos submeteram-se a um ascendente ofensivo portista nos três encontros já disputados. Mas a verdade é que só perderam um dos encontros (para a Taça de Portugal) e até saíram por cima no único que era decisivo (Taça da Liga).

Comparando o que produziram os rivais na Liga NOS até agora, o cenário não se altera:

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A superioridade “azul-e-branca” é transversal, mas nos “leões” sobressaí aquilo que os caracterizou durante toda a época e justifica, em larga medida, a proximidade pontual da liderança: a elevada taxa de aproveitamento dos remates que faz (fazendo menos que o rival) e, lá atrás, a segurança com que Rui Patrício vai travando um maior número de remates enquadrados com a sua baliza (mais um por jogo do que os “dragões”).

Tudo acaba por dizer pouco, perante um jogo especial como o é um “clássico”, sobretudo um que poderá ficar marcado pelo que farão aqueles que marcam presença, face às esperadas ausências de peso de ambos os lados.