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O Sporting conquistou a sua segunda Taça da Liga consecutiva (segunda também do seu historial), ao bater o FC Porto na final, após grandes penalidades. As duas equipas empataram 1-1 no final do tempo regulamentar, golos de Fernando Andrade para os “dragões” aos 79 minutos e de Bas Dost, de penálti, já nos descontos. Num jogo em que os “azuis-e-brancos” foram quase sempre superiores, foram os homens de Marcel Keizer a serem mais felizes na “lotaria” das grandes penalidades, dando ao técnico holandês o primeiro título da carreira.

Resumo💻

O Jogo explicado em Números 📊

  • O jogo começou em toada morna, com o Porto a tentar assumir o domínio territorial, com 64% de posse de bola no primeiro quarto-de-hora, mas sem conseguir traduzir esse facto em remates. A apostar claramente nas transições, o Sporting chegou a esta fase com tantos remates quanto o seu adversário (um, igualmente desenquadrado).

  • A meia-hora chegou com o aprofundar dessa tendência. Os “dragões” mantinham o domínio, o Sporting rematava, chegando aos três disparos contra um do seu adversário. Contudo, nenhuma das equipas enquadrara ainda qualquer tentativa, muito por culpa de apenas uma ter acontecido dentro da grande área (neste caso a defendida por Vaná). Os sectores recuados não davam espaços aos avançados.
  • Perto dos 40 minutos, e apesar dos quatro remates contra dois do Porto, os “leões” somavam somente três acções com bola dentro da grande área contrária, contra dez dos “dragões”, muito mais afoitos no ataque – mas com poucos espaços. Bas Dost não passava das sete acções com bola, sendo que nesta altura registava cinco passes, mas apenas um com sucesso.

  • O primeiro e único lance de verdadeira emoção na primeira parte aconteceu já nos descontos. Na cobrança de um livre directo perigoso, Bruno Fernandes rematou em jeito, com a bola a sair rente ao poste direito da baliza de Vaná.
  • Intervalo O descanso chegou trazendo com ele uma sensação de quase alívio. A primeira parte desta final da Taça da Liga esteve longe de bem jogada, com muitas faltas, defesas fechadas, ataques desinspirados que somaram poucos remates, nenhum enquadrado com as balizas. O Porto dominou em termos de posse de bola, mas o Sporting tentou o remate mais vezes, mas a falta de competência era total. Aliás, os expected goals (xG) das duas formações eram reflexo do que se passava em campo, ou seja, muita luta, pouca ou nenhuma emoção. O melhor em campo ao intervalo era Nemanja Gudelj, com um GoalPoint Rating de 6.1, fundamentalmente pelas seis acções defensivas, com destaque para três desarmes.

  • Nada melhorou no arranque do segundo tempo. O Porto aprofundou o domínio, chegando à hora de jogo com com 74% de posse de bola desde o intervalo e o único remate do segundo tempo, desenquadrado.

  • E aos 61 minutos, “aleluia”, o primeiro disparo enquadrado, um cabeceamento de Felipe na sequência de um canto da esquerda, que Renan Ribeiro parou com a primeira defesa da noite.
  • No segundo tempo, o Sporting não se conseguia libertar da pressão portista, chegando aos 70 minutos sem qualquer remate realizado desde o descanso. Aliás, nesta fase, e do lado dos “leões”, apenas Wendel conseguira uma acção com bola na grande área portista, o que denota uma total incapacidade da formação lisboeta em soltar-se para o ataque. Os 48% de eficácia de passe do Sporting no segundo tempo explicam essa inabilidade.

  • Até que aos 79 minutos, o domínio portista acabou por dar frutos. Herrera rematou forte de fora da área, Renan Ribeiro não conseguiu segurar o disparo e, na recarga, Fernando Andrade foi mais lesto que a defesa do Sporting e atirou para o fundo da baliza. Um tento ao sétimo remate portista, terceiro enquadrado. O Sporting reagiu de pronto, realizando de imediato o primeiro remate do segundo tempo, de cabeça, por Bas Dost, mas muito torto.

  • E no processo de procura pelo empate, os “leões” acabaram por beneficiar de uma grande penalidade, aos 91 minutos, assinalado pelo árbitro após consulta do VAR, a castigar falta de Óliver Torres sobre Diaby. Dost não falhou, no primeiro remate enquadrado da formação leonina no jogo.
  • No desempate por grandes penalidades, Éder Militão, Hernâni e Felipe desperdiçaram os seus pontapés, com Renan novamente a brilhar, do lado do Sporting somente Coates falhou, pelo que o “leão” conquistou a Taça da Liga pela segunda época consecutiva.

O Homem do Jogo 👑

O FC Porto continua sem ganhar a Taça da Liga, mas nesta final com o Sporting, o “dragão” dominou quase sempre os acontecimentos, apesar da derrota final. Não espanta, portanto, que o melhor em campo seja “azul-e-branco”. Héctor Herrera terminou com um GoalPoint Rating de 6.5, essencialmente pelo protagonismo que teve na partida em termos de organização de jogo. O mexicano foi o mais interventivo, com 70 acções com bola, esteve na origem do lance do primeiro golo do jogo, na sequência de um seu remate forte, e somou dez acções defensivas, um número relevante para um médio – entre elas quatro intercepções e dois bloqueios de remate.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Nemanja Gudelj 6.0 – O sérvio era o melhor ao intervalo, mas o recuo leonino no segundo tempo e o facto de ter saído logo a seguir ao golo portista, acabou por retirá-lo da luta pelo melhor em campo. Contudo, foi o melhor do Sporting, mercê de nove acções defensivas, com destaque para quatro intercepções.
  • Éder Militão 6.1 – O brasileiro foi um dos desafortunados que falhou uma grande penalidade no desempate. mas no jogo jogado não deu hipóteses a quem surgiu pelo seu flanco. Destaque para os cinco alívios, os três duelos aéreos defensivos ganhos nos três em que participou e para os dois dribles completos.
  • Fernando Andrade 6.1 – O brasileiro jogou apenas 29 minutos, mas pouco tempo depois de entrar em campo fez o 1-0, numa jogada de puro oportunismo. Pouco mais fez, mas a sua marca no jogo estava lá.
  • Bruno Fernandes 5.7 – Apesar de o Sporting pouco ou nada ter atacado no segundo tempo, o médio acabou por ser o jogador com mais passes para finalização no jogo, nada menos que três, um deles para ocasião flagrante, desperdiçada por Raphinha. A estrela leonina ainda somou quatro desarmes
  • Bas Dost 5.7 – O holandês esteve discreto e apagado em quase todo o jogo. Contudo, nos momentos certos, apareceu e foi fundamental. Bas Dost registou apenas dois remates, mas não vacilou no penálti do empate nem no desempate da marca dos 11 metros, terminando a partida com oito duelos aéreos ofensivos, três deles ganhos, e um passe para finalização.
  • Renan 4.4 – Não estranhe o rating, pois o que sucede no desempate das grandes penalidades não conta para o “campeonato”. A verdade é que o brasileiro quase deu a vitória aos “dragões” com a falha cometida aos 79 minutos, mas acabou por se redimir nos decisivos penátis, fazendo justiça ao protagonismo que já havia tudo no apuramento para a final.