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Portugal concluiu a série de três jogos de preparação antes do Campeonato do Mundo com uma vitória clara sobre a Argélia, por 3-0. A selecção das “quinas” realizou uma exibição que, a espaços, chegou a deslumbrar o Estádio da Luz. Futebol rápido, intenso, fluído, entendimento entre os jogadores e muita vontade. O resultado acabou por ser escasso, pois Portugal terminou o jogo com seis ocasiões flagrantes criadas. Mas ficou a certeza de que Fernando Santos tem muitas e boas opções, em especial do meio-campo para a frente.

O campeão da Europa entrou com grande ímpeto na partida, com velocidade e vontade de marcar, não se deixando afectar pela muita chuva. O 1-0 surgiu com naturalmente aos 17 minutos, por Gonçalo Guedes, a “fuzilar” Abdelkader Salhi de primeira, após um passe longo amortecido com categoria por Bernardo Silva. Foi o corolário de um domínio intenso, que garantia 68% de posse de bola, quatro remates, dois deles enquadrados, e impressionantes 92% de eficácia de passe em 122 entregas. A Argélia não passava do meio-campo.

Aos poucos a Argélia começou a equilibrar as operações, com Yacine Brahimi na esquerda, Islam Slimani no eixo de ataque e Riyad Mahrez a colocarem alguns problemas à defesa lusa. À meia-hora já a formação argelina havia recuperado posse de bola até chegar aos 43%, mas continuava sem rematar, contra cinco disparos lusos, dois com boa direcção. No passe, Portugal continuava muito bem, com eficácia de 91%, e por esta altura registava já 12 cruzamentos de bola corrida, contra três apenas dos visitantes.

Portugal chegou ao 2-0 aos 37 minutos, golo de Bruno Fernandes, de cabeça, a cruzamento da esquerda de Cristiano Ronaldo. Um tento ao sexto disparo português, terceiro enquadrado, na 17ª vez que a Selecção nacional colocou a bola na área contrária.

E o intervalo chegou com vantagem confortável, mas perigosa, para Portugal, assente numa bela exibição na primeira parte, dominadora no arranque, mas com capacidade para mudar o “chip” para um jogo de transições rápidas quando a Argélia tentou reagir. Mas essa reacção, apesar de ter equilibrado a posse de bola, não foi efectiva, muito por culpa da boa organização defensiva de Portugal, pelo que os argelinos só remataram uma vez, e para fora. O tridente composto por Cristiano Ronaldo, Gonçalo Guedes e Bruno Fernandes esteve em grande nível, com o último a ser mesmo o melhor em campo ao intervalo, com um GoalPoint Rating de 6.8. Um golo num só remate, um passe para finalização e ainda dois desarmes (máximo do jogo) eram números, certamente, do agrado de Fernando Santos.

A segunda parte de Portugal começou ainda melhor. A parceria de Ronaldo e Guedes na frente, conjugada com o talento de Bruno Fernandes e Bernardo Silva, abria autoestradas na defesa argelina, através de jogadas extraordinárias, que empolgavam o Estádio da Luz. As oportunidades surgiam em catadupa e o 3-0 aconteceu aos 55 minutos, de novo por Guedes, de cabeça, após centro de Raphäel Guerreiro da esquerda. Uma delícia de futebol.

Nos primeiros 20 minutos da etapa complementar Portugal rematou nove vezes, quatro delas enquadradas, registando 55% de posse de bola e seis ocasiões flagrantes. A Argélia nem se aproximava da baliza de Rui Patrício. Isto numa altura em que as substituições começavam a deixar marca no ritmo e fluidez do encontro.

O primeiro remate enquadrado da Argélia surgiu apenas aos 73 minutos, por Baghdad Bounedjah, no melhor período argelino. Mas o jogo era luso, apesar de não terem acontecido mais golos.

No total, Portugal fez 18 remates, sete deles enquadrados, 14 na grande área contrária – só na segunda parte registaram-se 11 disparos. Várias foram as boas exibições da equipa das “quinas”, mas a melhor foi mesmo a de Bruno Fernandes. O médio terminou com um GoalPoint Rating de 7.9, fruto do golo que marcou em dois remates, mas também de duas ocasiões flagrantes criadas em quatro passes para finalização.

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