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Portugal sofreu a primeira derrota no Mundial de Sub-20, a decorrer na Polónia. Perante uma formação argentina muito competente no ataque, a equipa das “quinas” dominou, em especial na segunda parte, rematou mais, mas não mostrou a qualidade suficiente na finalização para marcar um golo, perante um guarda-redes argentino muito inspirado. A derrota por 2-0 apura a Argentina e deixa tudo em aberto para os portugueses na terceira jornada, no confronto do a África do Sul.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Portugal sentiu algumas dificuldades para ter bola no primeiro quarto-de-hora, com o posicionamento argentino a permitir aos sul-americanos ganharem muitas das segundas bolas. Assim, nesta fase a Argentina registou 59% de posse de bola e os únicos dois remates da partida, desenquadrados.

  • Contudo, o jogo mudou de feição a partir desse momento, com a formação lusa a equilibrar as operações em termos de posse de bola e a mostrar-se muito perigosa no ataque, com sete remates à passagem da meia-hora, três deles enquadrados, contra quatro disparos argentinos, todos sem a melhor direcção.
  • Contra a corrente de jogo, porém, a Argentina fez golo, aos 33 minutos. Julián Álvarez trabalhou bem na direita, cruzou rasteiro e na grande área surgiu Adolfo Gaich a desviar com sucesso para o fundo da baliza.

  • A formação lusa pegou no jogo em busca do empate, com Jota, na esquerda, e Diogo Dalot, na direita, a tentarem rasgar a defensiva argentina, mas faltava presença portuguesa na grande área contrária.
  • Intervalo Desvantagem lusa na primeira parte com sabor a injustiça. Os primeiros 15 minutos pertenceram à formação das Pampas, mas aos poucos os portugueses foram subindo e eram a equipa mais rematadora e perigosa quando, aos 33 minutos, sofreram o golo contrário, no único disparo enquadrado que os argentinos registaram até ao intervalo. O melhor em campo nesta fase era o guarda-redes argentino Roffo, com um GoalPoint Rating de 6.8, dono de quatro defesas, três a remates na sua grande área, um a remate ao ângulo. O melhor português, com 5.8, era o central Diogo Leite, curiosamente com dois remates, um passe para finalização e cinco alívios.

  • Portugal dominou amplamente o primeiro quarto-de-hora da segunda parte, com 72% de posse. Contudo, continuava sem colocar homens na área contrária, pelo que à passagem da hora de jogo somente a Argentina somava um remate (desenquadrado).

  • O golo só não surgia na baliza argentina por manifesta inoperância ofensiva lusa ou pela acção do guardião Roffo. Aos 70 minutos, Portugal registava dois remates enquadrados em três na segunda parte, todos em lances de grande perigo, com Jota a ser um quebra-cabeças. Os sul-americanos não conseguiam sair para o ataque e apresentavam apenas 60% de eficácia de passe.
  • Aos 84 minutos, porém, a Argentina ampliou. Livre da esquerda e Nehuén Pérez, na grande área, desviou para o fundo da baliza. Um rude golpe para a formação portuguesa, que dominava com 69% de posse de bola, seis remates, três enquadrados na segunda parte e claramente as melhores ocasiões da partida. Tudo para decidir na terceira jornada, ante a África do Sul.

O Homem do Jogo 👑

Esta foi uma partida madrasta para Portugal. De nada valeu o domínio e as muitas jogadas de perigo que criou, pois não conseguiu finalizar, por culpa própria, ou do melhor em campo. Manuel Roffo esteve praticamente intransponível na baliza das Pampas, terminando o jogo com um GoalPoint Rating de 8.2. Ao todo realizou sete defesas, cinco a remates dentro da sua grande área, uma a disparo ao ângulo e ainda somou duas saídas pelo ar eficazes e duas a soco.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Jota 6.9 – O extremo luso foi o principal dinamizador do futebol ofensivo de Portugal, embora nem sempre tenha mostrado a melhor clarividência no momento de finalizar. Ao todo registou cinco remates, quatro enquadrados (ambos máximos do jogo), fez dois passes para finalização e concluiu seis de 11 tentativas de drible.
  • Gedson Fernandes 6.4 – O médio do Benfica foi o mais esclarecido do “miolo” português, na luta defensiva – sete recuperações de posse e três desarmes -, mas também no transporte de bola – dois dribles em quatro tentativas -, e no ataque – três passes para finalização e outros tantos remates.
  • Diogo Dalot 6.0 – Qual extremo, o lateral-direito português foi dos que mais desequilíbrios criou junto da defesa contrária. Em cinco tentativas de drible completou três, registou um passe para finalização e, na retaguarda, ganhou quatro de seis duelos aéreos defensivos e somou 11 acções defensivas, com destaque para três intercepções.
  • Diogo Leite 5.8 – O central do FC Porto esteve bem a defender e a atacar. Para além de dois remates e um passe para finalização, Diogo ganhou os dois duelos aéreos defensivos em que participou e somou dez alívios.
  • Francisco Ortega 6.6 – O segundo melhor argentino foi o seu lateral-esquerdo. Trincão pouco ou nada fez perante Ortega, que recuperou nove vezes a posse de bola e somou 11 acções defensivas, com destaque para três desarmes e quatro intercepções.