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GoalPoint-Portugal U21-Spain U21-U21-EURO-2017-90m
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A Selecção Nacional de Sub-21 sofreu o seu primeiro desaire no Europeu da categoria, ao perder diante da “super favorita” Espanha por 3-1. Os comandados de Rui Jorge tiveram bons períodos ao longo da partida, alguns até de domínio claro, mas acabaram por ser apanhados na teia montada pelos espanhóis. Com esta derrota, Portugal já não depende apenas de si para seguir em frente, uma vez que só o melhor segundo classificado da prova se junta aos vencedores dos grupos nas meias-finais.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Início auspicioso por parte da Selecção, que levou perigo à baliza espanhola pela primeira vez aos 11 minutos, num remate rasteiro de Podence que bateu no poste. Terminado o primeiro quarto-de-hora, o conjunto lusitano levava já dois remates (contra zero do adversário) e somava 57% de posse de bola.

  • Com o passar dos minutos, a Espanha foi crescendo no jogo e com mais posse, acabando por chegar ao golo aos 21 minutos, no seu primeiro remate no jogo. Saúl Ñíguez, numa jogada individual, passou por quatro adversários e, perante a oposição de Edgar Ié, rematou para o fundo das redes. Segundo golo na prova do médio do Atlético Madrid, que já havia marcado na goleada à Macedónia.
  • À entrada para a meia-hora de jogo, o cenário era preocupante para Portugal. Juntos, Gonçalo Guedes, Bruno Fernandes e Podence tinham apenas sete passes, sendo que o médio da Sampdoria ainda não tinha feito qualquer distribuição bem-sucedida. O grande motor da equipa liderada por Rui Jorge era… Edgar Ié, que levava dois passes para finalização, mais do que qualquer outro jogador em campo.

  • A Espanha esteve ainda às portas do 2-0 aos 37 minutos, quando Asensio descobriu Bellerin isolado na direita. Valeu Bruno Varela, a negar com as pernas o golo ao lateral do Arsenal.
  • Intervalo No final da primeira parte, Portugal somava mais remates do que o adversário (9-5), ainda que, em matéria de disparos enquadrados, as duas equipas estivessem igualadas (dois). A Espanha apresentava mais posse (52%-48%) e maior eficácia de passe (85%-83%), mas a nível de pontapés de canto Portugal era rei e senhor (3-0). Saúl Ñíguez liderava de longe os GoalPoint Ratings, com nota 7.5. A somar ao golo apontado, o médio espanhol tinha ainda uma eficácia de passe de 91%, dois dribles eficazes e oito acções defensivas. O melhor de Portugal era o lateral Kévin Rodrigues 5.7, com um passe para finalização, seis recuperações e quatro desarmes.

  • Recomeço electrizante da partida, com excelentes oportunidades de parte a parte. Nos primeiros cinco minutos, Bruno Fernandes e Daniel Podence tiveram nos pés oportunidades para igualar o desafio. Aos 52 minutos, Asensio só não marcou porque Edgar Ié fez de guarda-redes e cortou a bola quase em cima da linha de golo.

  • Volvidos 60 minutos desde o início da partida, Gonçalo Guedes continuava a ser um mero “espectador”. O jogador do Paris Saint-Germain era, dos titulares, aquele que tinha menos passes (8) e menos toques na bola (13). Não somava qualquer acção defensiva e o único remate seu tinha sido bloqueado.
  • E foi então que a Espanha desferiu um duro golpe nas aspirações portuguesas com o segundo golo da noite, desta vez de Sandro Ramírez, a adiantar-se a Edgar Ié no meio da área antes de desviar o cruzamento de Deulofeu para o fundo das redes. Apesar do golo sofrido, a Selecção Nacional não baixou os braços, acabando por chegar ao 2-1 naquele que será um sério candidato a golo da prova, da autoria de Bruma, que disparou uma “bomba” de fora da área, sem hipóteses para o guardião espanhol.

  • Portugal partiu com tudo à procura do golo do empate, chegando ao minuto 90 com 13 remates no decorrer da segunda parte, mais nove do que a Espanha. E foi por isso com um enorme amargo de boca que os jogadores lusitanos viram o adversário marcar o terceiro golo, novamente num lance rápido de ataque. Desta vez, o vilão foi Iñaki Williams, que deixou Rúben Semedo pelo caminho antes de bater Bruno Varela.

  • Terminada a partida, Portugal apresentava números esmagadores em remates (22-10) e pontapés de canto (7-2). Ainda assim, ficava a imagem de uma equipa perdida em campo, especialmente na primeira parte. Resta agora uma partida, diante da Macedónia, na qual Rui Jorge não poderá contar com Bruno Fernandes nem com Rúben Semedo, que terão de cumprir castigo depois de verem o segundo cartão amarelo na prova.

 O Homem do Jogo 👑

Saúl Ñíguez abriu o caminho da vitória espanhola e foi um dos elementos em destaque na equipa espanhola. Não é, por isso, de admirar que o jogador do Atlético Madrid tenha terminado a partida como o homem do jogo nos  GoalPoint Ratings, com nota 7.7. Para além do golo, Saúl foi feliz nos cinco dribles que protagonizou, acertou 52 dos 57 passes que fez, tocou na bola 83 vezes e venceu 12 dos 19 duelos que disputou. Para além disso, teve tempo de ajudar nas tarefas defensivas, contabilizando três desarmes, 2 intercepções e seis alívios. Uma exibição de luxo.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Bruma 7.3 – Mexeu no jogo nos 33 minutos que passou em campo. Marcou um belíssimo golo, somou dois dribles eficazes e venceu os quatro duelos que disputou.
  • Podence 6.2 – A sua substituição, quando era o melhor de Portugal, causou muita estranheza. Rematou três vezes, uma delas à baliza, e acertou dez dos 11 passes que fez, um deles para finalização.
  • Kepa 5.8 – Esteve em destaque ao fazer quatro defesas. Fez 41 passes longos na partida, sendo que 21 deles foram eficazes.
  • Renato Sanches 5.0 – Fez três remates, todos eles de fora da área, obrigando Kepa a fazer uma boa defesa. Não contabilizou nenhuma acção defensiva e falhou o único desarme que tentou executar. Disputou oito duelos, vencendo apenas dois.
  • Rúben Semedo 4.2 – Foi o pior da noite. Teve a melhor eficácia de passe do jogo (95%), é certo, mas cometeu um erro resultante em golo e somou apenas cinco acções defensivas.