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Portugal entrou no Grupo B do Mundial 2018 com um empate (3-3) que, no fim, acabou por ter sabor a vitória. A formação lusa esteve por duas vezes a ganhar, mas deixou o adversário dar a volta ao resultado no arranque do segundo tempo. Frente a um adversário com grande qualidade no passe e muita posse de bola, valeu aos campeões da Europa a inspiração de Cristiano Ronaldo, que marcou os três golos da sua equipa – o último num espectacular livre directo – e foi a grande figura da partida. Para a História fica um espectacular jogo de futebol em Sochi.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Excelente entrada de Portugal na partida. Logo aos quatro minutos, a Selecção nacional colocou-se na frente, de grande penalidade, sofrida e convertida pelo capitão Cristiano Ronaldo (falta de Nacho). Foi o quarto golo de CR7 em fases finais de Mundiais, o primeiro que apontou à Espanha em toda a carreira.

  • A formação das “quinas” começou a partida com intensidade e muita bola, chegando aos 63% de posse à altura do golo. Porém, em desvantagem, Espanha começou a assumir a partida e, pelos dez minutos, já registava 55%, Curiosamente, era Portugal a equipa com melhor eficácia de passe, 91%, contra 85% de “la roja”.
  • Desde logo se percebeu que, a partir daquele momento, e enquanto Portugal estivesse na frente, Espanha iria dominar a posse de bola e a equipa lusa apostar nas transições. Aos 20 minutos já os espanhóis registavam 67% de posse, mas, nos “entretantos”, já Gonçalo Guedes havia fugido em velocidade com muito perigo, num dos lances com Portugal em superioridade numérica. Mas não decidiu bem, o jogador do Valência.
  • No entanto, a grande capacidade de Diego Costa acabaria por dar o empate. O ponta-de-lança trabalhou bem à frente da defesa portuguesa e rematou colocado para o 1-1, ao terceiro remate para nuestros hermanos, primeiro enquadrado, exactamente os mesmos números ofensivos de Portugal.

  • Espanha começava a ser muito perigosa e a ameaçar o segundo golo – como demonstram as oito bolas colocadas na grande área portuguesa. À meia-hora já o tradicional “carrossel” espanhol mostrava qualidade, com 92% de eficácia de passe, dois cruzamentos eficazes de bola corrida, ambos de Isco, em três tentativas.
  • Mas Ronaldo estava endiabrado e voltou a colocar Portugal na frente, aos 44 minutos. Transição rápida, Guedes controlou a bola e deixou-a para Ronaldo à entrada da área. O atacante rematou rasteiro e David De Gea deixou fugir a bola por entre as mãos. Um “frango” daqueles… ao segundo remate enquadrado da formação lusa, em quatro disparos.
  • Intervalo Portugal na frente ao descanso, graças a um golo muito cedo de Ronaldo, na sequência de uma entrada intensa do campeão da Europa, e de um tento mesmo ao cair do pano da primeira parte, pelo capitão luso. Pelo meio, Espanha dominou intensamente a posse de bola, registando 68%, e criou bastante perigo, com nove remates, três com boa direcção. O melhor em campo nesta fase era, naturalmente, Cristiano, com um GoalPoint Rating de 7.8, fruto do bis (em três remates), de um passe para finalização e três duelos ofensivos ganhos, em quatro. Mas vinha aí uma segunda parte de muita luta.

  • Mau arranque de segunda parte, com Espanha a empatar cedo, aos 55 minutos. Livre de David Silva marcado para a área, Sergio Busquets saltou mais alto e serviu Diego Costa de cabeça para o 2-2. Um tento que surgiu ao décimo remate espanhol, quarto enquadrado. E aos 58 minutos o 3-2, por Nacho, num grande remate à entrada da área, após uma jogada colectiva com muitos passes e os portugueses a verem jogar.
  • Apesar da desvantagem no marcador, Portugal não conseguia ter bola. Aos 65 minutos, Espanha registava uns ainda impressionantes 76% de posse, relativa à segunda parte, e apresentava muita eficácia ofensiva (dois golos em dois remates). Os 92% de eficácia de passe não espantavam, face à facilidade com que a equipa trocava o esférico.

  • Alguns jogadores lusos, como Bruno Fernandes 4.3, Gonçalo Guedes 4.2 e Bernardo Silva 3.9, mostravam-se muito aquém do habitual, não conseguindo lidar com o “tiki-taka” contrário. O primeiro e o último acabaram substituídos por João Mário e Ricardo Quaresma.
  • Perto do fim, apesar das alterações de Fernando Santos, era patente a dificuldade de Portugal para contrariar o jogo espanhol de passe e domínio. Uma ligeira redução na posse espanhola (67%) nos últimos dez minutos reflectia apenas a ténue reacção lusa. E, ao contrário da eficácia de remate da primeira parte, Portugal não enquadrou nenhum dos três disparos que realizou no segundo tempo até esta fase. Espanha apenas precisou de dois. Só um “milagre” salvava Portugal. E este surgiu.

  • Aos 88 minutos, livre à entrada da área, em zona frontal. Ronaldo, com um “tomahawk” colocado ao ângulo esquerdo da baliza de De Gea, deu o empate  aos campeões da Europa. Um grande jogo de futebol!

O Homem do Jogo 👑

Esta foi fácil. Muito se falava que Cristiano Ronaldo não marcava a Espanha, muitos dos nossos “vizinhos” diziam que CR7 não o iria fazer neste jogo. A resposta foi clara. Cristiano fez um “hat-trick” e impôs um empate que parecia impossível. Quase sozinho esteve ao nível de uma equipa inteira de 11 jogadores, merecendo claramente a distinção de melhor em campo. O GoalPoint Rating de 9.1 reflecte os golos, mas também o facto de sobre ele ter sido cometida a falta do penálti para o 1-0. No final, o atacante luso registou quatro remates, três com a melhor direcção, um passe para finalização, 94% de eficácia na distribuição, cinco duelos aéreos ofensivos ganhos em sete e até quatro recuperações de posse. Uma exibição portentosa para mais tarde recordar. E aquele livre directo?

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Diego Costa 7.5 – O melhor de Espanha. O ponta-de-lança foi uma dor de cabeça para a defesa portuguesa e marcou dois golos em apenas três remates (dois enquadrados). E ainda teve sucesso nas duas tentativas de drible. Um perigo à solta, com um grande sentido de oportunidade.
  • Ricardo Quaresma 5.9 – A entrada do “Mustang” ajudou à ténue reacção portuguesa. Parecia pouco, mas foi o suficiente para Espanha recuar e permitir que Ronaldo ganhasse a falta que deu o empate. O extremo esteve apenas 24 minutos em campo, mas o suficiente para fazer dois remates e completar as duas tentativas de drible.
  • David Silva 6.6 – Belo jogo do atleta do Manchester City. O espanhol esteve muito bem, em especial no último passe, registando três passes para finalização. Teve sucesso nas duas tentativas de drible e acertou 86% dos passes que realizou.
  • José Fonte 3.8 – Jogo difícil para o central português. Fonte ganhou apenas um de três duelos aéreos defensivos e somou somente três acções defensivas, sendo driblado duas vezes.
  • David De Gea 3.3 – O pior em campo. O guardião espanhol deu um “frango” enorme no 2-1 de Portugal, terminando o jogo sem qualquer defesa e três golos encaixados.

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