Portugal 🆚 Tunísia | Pontaria demasiado desafinada 🧐

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O campeão da Europa deu sequência à sua preparação para o Mundial 2018 com um empate, em Braga, ante a Tunísia, a duas bolas. Num encontro ainda sem Cristiano Ronaldo, Portugal dominou, rematou muito e até apresentou algum bom futebol no primeiro tempo, altura em que marcou os seus golos. Porém, aos poucos, foi perdendo clarividência e deixou-se empatar. Pelo meio, muitas ocasiões falhadas, algo que poderá ser fatal, na Rússia.

Num início de partida algo atabalhoado de parte a parte, Ricardo Quaresma teve nos pés o 1-0 aos dez minutos, ao recuperar um mau passe do guarda-redes Mouez Hassen antes de, isolado, atirar por cima. Ainda sem Cristiano Ronaldo, Portugal apresentou-se num 4-3-3 que lhe permitia transições rápidas, mas sem o domínio absoluto do encontro, como 54% de posse de bola verificados aos 20 minutos para os campeões europeus. Os quatro remates eram um bom prenúncio, embora nenhum fosse enquadrado. Enquanto isso, os tunisinos somavam dois, um com boa direcção.

Aos 22 minutos, a formação lusa marcou. Ricardo Quaresma trabalhou bem na direita, cruzou e André Silva cabeceou com sucesso para o 1-0. Um golo (o 1000º de Portugal) que surgiu ao terceiro disparo do jogador do Milan, primeiro enquadrado. O ex-FC Porto era dos mais esforçados da partida, mas por volta da meia-hora tinha já falhado uma ocasião flagrante.

O domínio nesta fase continuava a ser tímido, mas, aos 34 minutos, João Mário fez o 2-0, no segundo remate enquadrado de Portugal, num total de dez. Na sequência de um canto, a bola sobrou para o médio à entrada da área e este rematou forte e colocado para um tento de belo efeito. Respondeu, aos 39, a Tunísia, com Anice Badri a “fuzilar” Anthony Lopes para o 2-1, ao quarto remate tunisino.

Intervalo com vantagem curta de Portugal, fruto de um domínio tímido (56% de posse) e de uma maior acutilância ofensiva (11 remates, dois enquadrados). Mas faltava alguma clarividência no último terço. O melhor ao descanso era João Mário, com um GoalPoint Rating de 7.1, mercê de um golo (e que golo), 85% de eficácia de passe e sucesso nas duas tentativas de drible, uma delas na área contrária. Excelente jogo também de Ricardo Pereira, com um rating de 6.2 fruto de um passe para finalização e três dribles eficazes.

Reinício de partida com Portugal em cima do adversário e com um lance de golo feito aos 55 minutos. Bernardo Silva realizou um trabalho excepcional do lado direito, atirou ao poste e a bola sobrou para um isolado João Mário. No entanto, o médio permitiu a defesa de Hassen. O domínio português era evidente, com 57% de posse à passagem da hora de jogo (60% no segundo tempo) e já 16 remates, cinco enquadrados.

Mas a Tunísia mantinha-se firme e empatou aos 64 minutos, por Ben Youssef, a desviar só com Anthony Lopes pela frente. Um golo que, apesar de contra a corrente, não deixava de reflectir o rumo do jogo, pois a grande mobilidade dos africanos causava muitos problemas à defesa portuguesa, em especial aos centrais.

Aos poucos, as substituições começaram a ter efeito no jogo, que deixou de ter a mesma disciplina e discernimento. Muitas mudanças que acabaram por impedir Portugal de ser mais efectivo na busca da vitória, ao ponto de, entre o minuto 75 e o final, os campeões europeus terem registado apenas dois remates.

O empate final premeia a cabeça fria dos tunisinos nos momentos ofensivos e a sua boa eficácia no momento de finalizar, com dois golos em seis remates, três deles enquadrados. Em contraponto, Portugal terminou com 20 disparos, seis com boa direcção, mas quem desperdiça quatro ocasiões flagrantes arrisca-se a não vencer. João Mário, com um GoalPont Rating de 7.1, foi o melhor em campo, com um golo em quatro remates (três enquadrados), três dribles completos, mas uma ocasião flagrante falhada.

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Pedro Tudela
Pedro Tudela
Profissional freelancer com 19 anos de carreira no jornalismo desportivo, colaborou, entre outros media nacionais, com A Bola e o UEFA.com.