PSG 🆚 Bayern | 11 contra 11 e no final… ganham os bávaros

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Está encontrado o sucessor do Liverpool. Na noite deste domingo no Estádio da Luz, o Bayern Munique venceu o PSG por 1-0 e conquistou a edição 2019/20 da Liga dos Campeões. Decorria o minuto 59 quando a cabeça de Kingsley Coman – extremo formado na academia parisiense – valeu ouro e o sexto título na prova para o emblema germânico, o primeiro desde 2013. A final foi vibrante, intensa, bem jogada e acabou por pender para o lado da equipa mais consistente e com maior experiência nestes palcos. Numa época de sonho, os alemães fizeram o “treble”, juntando a Champions à Bundesliga e à Taça da Alemanha. Ainda não foi desta que os franceses venceram uma prova que todos desejam, mas que apenas 22 emblemas sabem o que é vencer.

O jogo explicado em números 📊

  • Das escolhas iniciais de Thomas Tuchel, realce para o regresso de Keylor Navas à baliza, rendendo Sergio Rico, que tinha sido titular ante o RB Leipzig (3-0). Do lado germânico, Hans-Dieter Flick apostou em Kingsley Coman na vaga de Ivan Perisic. De resto, manteve os mesmos elementos que iniciaram o triunfo ante o Lyon (3-0).

  • Intensidade ao máximo no relvado do Estádio da Luz. Nos primeiros 15 minutos, o Bayern de Munique tinha mais posse de bola (53%) e assumia as rédeas do encontro, no entanto pertenceu aos parisienses a oportunidade mais clara nesta fase. Após dois avisos de Mbappé, Neymar perdeu, por duas vezes, no frente-a-frente com Neuer soberana ocasião para inaugurar o marcador, naqueles que foram os primeiros remates enquadrados do duelo, decorria o minuto 18.

  • A resposta alemã foi quase imediata. À passagem do minuto 21, Lewandowski, dominou a bola, girou o corpo, atirou e viu o esférico acertar no poste direito da baliza defendida por Navas. Numa fase supersónica, Neymar arrancou, passou a bola a Di María, que combinou com Ander Herrera, o argentino arriscou e por escassos centímetros não foi feliz. Foi o quarto remate do PSG, que tinha o dobro de tentativas relativamente ao adversário.
  • Boateng, que esteve em dúvida, acabou por apenas aguentar 25 minutos, saiu do encontro lesionado e foi substituído por Sule. Aos 28 minutos, um tiro de fora da área de Herrera levou perigo e saiu um pouco ao lado do alvo contrário. Os bávaros começavam a soçobrar e a expor as dificuldades já esmiuçadas no controlo da profundidade, cometendo alguns erros posicionais e falhando, ainda, na reacção às bolas longas colocadas por Ander Herrera, Paredes e companhia nas costas do eixo defensivo.

  • Após a fase de maior ascendente gaulês, o Bayern suspirou por breves instantes. Ao minuto 31, Lewandowski cabeceou, Navas foi lesto e respondeu com uma defesa apertada e decisiva. À quinta tentativa, os alemães alcançaram o primeiro remate enquadrado no encontro.

  • Sempre em alta voltagem, em cima do intervalo a pressão alta francesa resultou quase na plenitude, Ander Herrera recuperou o esférico, assistiu Mbappé que, com tudo para marcar, rematou fraco e à figura de Neuer. Ataque, contra-ataque e Gnabry, num cruzamento/remate, obrigou Keylor Navas a defesa atenta, e no último suspiro, Coman ficou a reclamar falta de Kehrer já no interior da área do PSG, mas nada foi assinalado pela equipa de arbitragem liderada por Daniele Orsato.

  • Intervalo Nenhum dos conjuntos deixou os créditos por pés alheios. Assistimos a uma primeira parte vibrante, bem jogada e com diversos motivos de interesse, uma espécie de jogo de xadrez jogada ao mais alto nível. O Bayern iniciou o embate “mandão” e foi assumindo as rédeas da partida. Paulatinamente, o critério de Ander Herrera, o equilíbrio de Paredes e o jogo de sombras de Marquinhos começaram a libertar o trio maravilha, que foi fazendo “diabruras” em catadupa. Porém, a pontaria de Neymar, primeiro, e depois de Mbappé não foi a mais certeira. Pelo meio, Lewandowski ameaçou fazer aquilo que melhor sabe. Ao intervalo, o nulo imperava, mas aguçava o apetite para uma etapa final que prometia (ainda) mais espectáculo e golos. Nesta primeira etapa, o melhor elemento em cena foi Lewandowski, com um GoalPoint Rating de 6.1. O polaco finalizou por três vezes – Expected Goals (xG) de 0,5 -, acertou um passe para finalização, falhou um passe dos quatro tentados e teve 12 acções com a bola. Além de tudo isto, foi o farol que guiou a equipa no período de asfixia do PSG. Do lado oposto, Neymar tinha o pior rating, com apenas 4.3, muito devido às 13 vezes em que perdeu a bola nas 19 acções em que teve o esférico em posse.

  • Havia maior volume de ataques do PSG no reinício da partida, que fizeram com que Di María e Neymar fossem apenas travados em falta.

  • Porém, sorrateiramente, o Bayern ergueu-se e marcou. O relógio marcava o minuto 59: Kimmich subiu no terreno, centrou com precisão para o segundo poste onde Coman – formado no emblema gaulês – foi mais assertivo e voraz do que Kehrer, e cabeceou de forma triunfal apontado o golo inaugural. Num lance quase a papel químico do tento, valeu, aos 62 minutos, a atenção de Thiago Silva, que travou o remate do omnipresente Coman.

  • Numa fase em que Coman e Gnabry saíram de cena e foram substituídos por Perisic e Philippe Coutinho, respectivamente, os franceses ficaram próximos do empate, no entanto o muro chamado Neuer ergueu-se e defendeu o remate de Marquinhos, decorria o minuto 69, e foi o lance de maior perigo gizado pelos comandados de Tuchel no período final. 

  • Em vantagem no marcador, o Bayern ia gerindo o ritmo de jogo, seguindo as directrizes do maestro Thiago, continuava a pressionar alto e dominava a posse de bola – 63% versus 37% -, desta forma, os parisienses não conseguiam com que a bola chegasse “limpa” a Neymar e a Mbappé, não criavam perigo e iam sendo penalizados pelo nervosismo e pela falta de discernimento. Na única excepção a esta regra, Mbappé, em posição irregular, não conseguiu ludibriar os reflexos do gigante Neuer. 

  • Em períodos de descontos, os campeões franceses voltaram a pecar no capítulo da finalização. Num lance de ataque rápido, Mbappé desmarcou Neymar, que fez um cruzamento/remate e, por muito pouco, Choupo-Moting, em óptima posição, não conseguiu desviar para o fundo da baliza germânica. 

  • Foi o canto do cisne gaulês. Segundos depois, a frase proferida por Gary Lineker no Mundial de Itália em 1990 fez todo o sentido. “O futebol é um jogo simples: 22 jogadores perseguem a bola e no final ganha a Alemanha” -, neste caso não foi a Nationalmannschaft a vencer, mas sim o Bayern Munique, que fez a festa no relvado do Estádio da Luz, alcançou o 11º triunfo, em outras tantas partidas nesta edição da competição, marcou 43 golos, consentiu oito e alcançou o sexto título do seu historial, alcançando o Liverpool e ficando apenas atrás de AC Milan (sete conquistas) e Real Madrid (13 taças). Na primeira final em que marcou presença, o PSG não logrou levar o troféu para Paris. 

O melhor em campo GoalPoint👑

Talvez tenha sido o último jogo que fez com as cores bávaras, mas foi uma despedida de sonho para Thiago Alcântara. O filho de Mazinho foi genial em quase todas as suas acções e liderou a armada alemã até à vitória final. Com pés de veludo nas investidas de ataque, vestiu a pele de gladiador quando foi necessário defender e brilhou com alta intensidade. Com um GoalPoint Rating de 6.8, os números não mentem: dois passes para finalização, 11 passes progressivos certos, 95 acções com a bola, três desarmes e duas intercepções atestam toda a qualidade do internacional espanhol, que aos 29 anos é um dos médios mais influentes e completos da actualidade. 

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Coman 6.8 – A novidade no “onze” deste domingo, justificou a aposta de Hansi Flick. Colado ao lado esquerdo, foi uma espécie de “diabo” à solta que atormentou a cabeça de Kehrer. Letal na finalização – um remate e um golo apontado -, gizou cinco cruzamentos, falhou apenas dois dos 14 passes tentados e escreveu o seu nome para a eternidade.
  • Lewandowski 6.5 – Não precisou de marcar para ser o terceiro jogador com a melhor nota da final. Óptima exibição do polaco, que foi o primeiro defesa da sua equipa e soube sempre assumir a responsabilidade nas diversas vezes em que a equipa mais precisou dele. Uma das figuras desta edição da prova. 
  • Ander Herrera 6.4 – Um remate, dois passes para finalização, apenas um passe falhado em 21 tentados (95% de eficácia), três dribles certos em quatro feitos e 40 acções com a bola. Esteve 69 minutos em campo, mas foi o melhor jogador dos gauleses. 
  • Mbappé 6.3 – Veloz que nem uma flecha, sempre que teve espaços foi uma dor de cabeça para Davies. Mas não foi apenas no ataque deu sinais de vida, pois foi estoico a defender – cinco recuperações – e só não teve uma nota mais elevada porque não teve o “killer instinct” a funcionar.
  • Neuer 5.5 – Aos 34 anos, continua a ser soberano. Excelente com a bola nos pés – cinco falhados em 30 tentativas, oito passes longos completos em 12 tentados e nove progressivos eficazes –, foi ainda herói com três defesas que impediram a glória do PSG, todas a remates na sua grande área.
  • Neymar 3.9 – Este domingo o “papai” esteve em modo “offline” e não conseguiu exibir-se ao mesmo nível que apresentou nas vitórias ante a Atalanta e Leipzig. Desperdiçou uma excelente oportunidade para marcar e, além de não ter sido assertivo no momento da finalização, poucas vezes conseguiu criar perigo a jogar entre linhas. É certo que foi “caçado” e sofreu com a agressividade alemã – seis faltas sofridas -, mas não teve o génio que se esperava. Dos nove dribles tentados, apenas quatro tiveram êxito e, nas 57 acções que protagonizou, em 17 perdeu a bola.

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