Nunca iria a este Benfica-Sporting. Muito menos com a minha filha ou com alguma criança.

Prezo muito a minha saúde, o meu bem estar e não tenho nenhuma razão para me meter num “barril de pólvora”, devidamente atestado desde que a época se iniciou.

Vamos ser claros: neste processo ninguém pode colocar a auréola na cabeça e proclamar-se “anjo”. Há culpados. Do lado do Benfica e do lado do Sporting. Nem me atrevo a fazer uma cronologia dos factos, iniciados a 4 de Junho quando foi anunciado que Jorge Jesus seria treinador do Sporting até 2018.

O que eu gostava de saber é se os “incendiários” vão dar a cara se surgir alguma tragédia no próximo domingo. Espero que nada de mal aconteça e que sejam os jogadores e os treinadores a fazerem a diferença, mas não me recordo de um derby lisboeta tão polémico antes do seu início.

Quem podia fazer algo para travar a “rega de gasolina” ficou no seu canto, de forma discreta, quase sem respirar, para ver se ninguém se apercebia da sua presença. Nem o Governo, que pelo que se sabe ainda está em funções, nem a FPF, nem a Liga, que se conheça, tomou medidas em prol da “indústria”, palavra muito em voga quando dá jeito, chamando os intervenientes e aconselhando-os a calarem-se de uma vez por todas, para que as pessoas possam ir aos estádios em paz e sossego. Ninguém fez nada e a polémica foi levedando.

Está-se mesmo a ver o filme. Ou há um golpe de sorte, porque será preciso muita e diversificada, e tudo correrá sem incidentes ou, então, as culpas irão directamente para as forças policiais. E o mais certo é que as coisas terminem como sempre.

Os incidentes nos festejos do bicampeonato do Benfica foram arquivados por “insuficiência de indícios probatórios quanto à autoria dos crimes”. A “rixa” antes do FC Porto-Sporting de 2013/2014, à qual foram associados grupos organizados do Sporting caminha para o mesmo desfecho.

Basicamente, ninguém quer saber da segurança de quem vai ao estádio. Quem for à Luz é bom que esteja ciente de que está por sua conta e risco. Boa sorte!