Quando Ronaldo era mais Messi que o próprio

Estávamos a 16 de Agosto de 2003/04. Cristiano Ronaldo era ainda um miúdo franzino, muito longe do portento físico que optou por se tornar com o passar dos anos. No entanto, era também mais ágil, igualmente desconcertante. Igual? Apenas a ambição estampada no olhar, desde o primeiro minuto, quando entrou a substituir Nicky Butt aos 30 minutos, estreando-se assim pelo Manchester United, disposto a  mostrar ao mundo que, uma vez chegado à alta roda do futebol, não vinha brincar.

 

 

Há quem prefira, justificadamente, o Ronaldo posterior, mais físico, mais eficaz, uma máquina de decidir jogos. Mas há também quem olhe com saudade esta versão “cobra” de Cristiano, mais enganador, fugidiu e futebolisticamente provocador. No fundo Ronaldo conseguiu mais uma coisa que poucos futebolistas conseguem: ser dois tipos de jogador diferentes, igualmente admiráveis e tremendamente produtivos, ao longo da sua carreira.