Análise: Quem mereceu ser campeão?

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DIZ-ME COMO CRIAS, DIR-TE-EI COMO MARCAS

Focamos a nossa atenção agora nas diferenças entre Benfica e Porto na hora de construir jogo e criar oportunidades de golos e desde logo sobressaí um dado curioso: “águias” e “dragões” criaram precisamente o mesmo número médio de passes para ocasião de golo por jogo, 11 (10,9 para sermos mais exactos). As diferenças entre ambos surgem na forma como atingiram estes números e que benefícios retiraram dos mesmos. E é precisamente aqui que se começa a desenhar a clara superioridade do Benfica neste campeonato.

O Porto foi, indubitavelmente, e como fomos aliás referindo ao longo da época, a equipa que mais posse manteve. O carrossel “azul-e-branco”, por vezes a fazer lembrar uma partida de andebol, remetia regularmente os adversários para posses iguais ou inferiores a 30%. Seria de esperar portanto que os “dragões” registassem até um número sensivelmente maior de passes para ocasião de golo do que as “águias”, o que não sucede. Aliás, os da Luz não só igualam esse registo, como pulverizam a produtividade portista em golos obtidos após assistência (62 do Benfica, 47 do Porto).  Até na hora de cruzar para a área a maior eficácia é pertença dos “encarnados”, apesar da exuberância e riqueza de soluções do Porto nas alas, tanto no ataque como no apoio defensivo.

Os “dragões” acabam por ser uma equipa de posse, com assinalável eficácia na hora de “brincar na areia” (drible), mas produzindo bem menos, nas variáveis objectivas, do que o Benfica foi capaz de atingir.

CONCLUSÃO DO COMPARATIVO CRIATIVO:  SLB 1 – FCP 1

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