O Real Madrid conquistou a sua 11ª Taça dos Campeões reforçando o estatuto de líder histórico incontestado da prova, e logo (novamente) à custa do Atlético de Madrid, tal como havia sucedido em 2013/14, em Lisboa.

Coube a Cristiano Ronaldo marcar a grande penalidade que sentenciou o triunfo. O português não esteve bem (será que teremos novamente um Ronaldo deficitário na selecção?), mas mesmo em baixa não deixou de fazer História, a sua e a do Real Madrid. CR7 soma agora 3 títulos de campeão europeu.

R. Madrid 1-1 Atlético (5-3) | Ronaldo para a eternidade
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Ao contrário do que sucedeu na final de Lisboa há dois anos, na qual o Atlético procurou defender uma vantagem no segundo tempo, desta vez coube ao Real colocar-se na frente bem cedo (pelo marcador das finais, Sérgio Ramos, embora se discuta se chegou a tocar na bola) e defender-se no segundo tempo.

O Real até manteve o registo ofensivo, com cinco remates em cada metade. A diferença esteve no Atlético. Simeone lançou Carrasco nos segundos 45 minutos e a diferença notou-se, embora com eficácia no momento certo: o extremo marcaria o golo do empate a 11 minutos do fim no… único de 10 disparos que saiu enquadrado à baliza de Navas no segundo tempo.

R. Madrid 1-1 Atlético (5-3) | Ronaldo para a eternidade
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Com um Real que já havia esgotado as substituições e com o Atlético com 2 opções ainda no “bolso”, muitos esperariam um maior ascendente “rojiblanco” no prolongamento, mas tal não veio a suceder, pelo contrário. O Real voltou à carga terminando os 120 minutos com 25 remates contra 17 dos “colchoneros” e o dobro na hora de contabilizar tiros enquadrados (8 a 4).

Quis o destino que a partida fosse decidida nas grandes penalidades e aí desapareceu um Oblak bem visível durante todo o encontro (6 defesas, algumas delas decisivas). Aliás, nem o guardião esloveno nem Navas travaram qualquer remate. Quem travou o sonho de Simeone foi o poste, a remate de Juanfran, deixando a passadeira aberta para a conclusão histórica de um Cristiano em “serviços mínimos”.

Um polvo brasileiro à solta

Num jogo muito combativo (162 duelos disputados, 34 faltas) sobressaíram alguns homens com missões… “bélicas”. Gabi pelo Atlético e, sobretudo, Casemiro pelos “blancos”. O ex-portista esteve imperial no miolo (o seu heatmap faz justiça à analogia fácil: um polvo), somando números absolutamente excepcionais na disputa e entrega de bola, sobretudo tendo em conta a forma viril como a mesma foi disputada.

R. Madrid 1-1 Atlético (5-3) | Ronaldo para a eternidade
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Homens como Modric (sete passes para ocasião), Bale (oito remates, uma assistência) e os já referidos Gabi e Oblak (para lá de Carrasco) expressam quantitativamente a importância que tiveram no desempenho das suas equipas, numa partida onde, à falta de arte (ninguém somou um rating excepcional como sucede nas exibições inesquecíveis) se exigiu muita fibra.

Talvez ninguém merecesse perder. No final ganhou… o Madrid de Ronaldo.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.