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Os “guerreiros” entraram em Glasgow confirmando o impressionante momento que vão protagonizando. Aos 11 minutos, surgia o primeiro golo, numa “bomba” de Fransergio, mas esse era “apenas” o quinto (!) remate bracarense no jogo, com os escoceses a ver a bola passar, sem somarem qualquer disparo – golo esse obtido em inferioridade numérica (Wallace seria substituído logo a seguir, por lesão, dando o lugar a Galeno).

O primeiro remate dos da casa surgiria apenas aos 24 minutos, com Matheus a brilhar, no cara-a-cara com Morelos, isolado, situação que se iria repetir novamente aos 30. O domínio minhoto não se expressava apenas nos remates: perto dos 40 minutos o Braga reclamava 56% da posse e maior eficácia de passe (81% – 76%).

A segunda parte prometia um Braga a manter o nível: aos 50 minutos Fransergio soltava nova “bomba”, desta feita à trave escocesa, no primeiro disparo do reatamento. Aos 55 seria Bruno Viana a salvar o empate em cima da linha, no lance mais perigoso dos escoceses até então. Mas aos 59 minutos o Braga aumentaria a contagem (e o brilho): Abel Ruiz ampliava a vantagem, com assistência de Trincão, estreando-se da melhor forma.

Mas a história do jogo não terminaria aqui. Aos 67 minutos o romenos Ianis Hagi (filho do mítico Gheorge Hagi) rematava de fora da área, para mais um grande golo nesta partida, relançando a discussão do resultado. Discussão essa que seria levada até ao fim pelos da casa, com golos aos 75′ (Aribo) e 82′ (Hagi novamente), garantindo uma reviravolta por um lado injusta para os minhotos, mas meritoriamente reveladora de que do outro lado também existem “guerreiros”, dispostos a discutir a eliminatória em Braga, no que promete ser um grande jogo.

O “arsenalista” Fransergio 7.6, autor do primeiro golo e de outro disparo aos ferros, terminou a partida com o melhor rating, seguido de perto pelo “Braveheart” romeno que lhe estragou a noite, Hagi 7.4.