No ano passado publicámos, no final da primeira volta da Liga NOS, os rankings de desempenho de Benfica, Porto e Sporting, um dos conteúdos mais lidos e partilhados do primeiro ano de existência do GoalPoint. Sem prejuízo de regressarmos à abordagem por clube, logo que a profundidade dos dados o justifique, decidimos esta época oferecer uma perspectiva mais regular e diversificada do desempenho individual dos jogadores da Liga NOS.

Com três jornadas decorridas é caso para dizer que ainda a “procissão vai no adro”. Mas neste primeiro mês de competição existem já nomes que se destacam, sendo que entre eles iremos escolher o jogador do mês GoalPoint, a publicar nos próximos dias.

Iniciamos assim a análise dos “melhores” (ou nem por isso) da Liga NOS até ao momento, incidindo agora nos capítulos do remate (e finalização) e passe (e criação de oportunidades de golo) para, nos próximos dias, partilharmos também os rankings de outros temas relevantes, desde os que mais e melhor driblam aos que mais passes interceptam, recorrendo como sempre aos dados exclusivos OPTA.

DOS QUE MUITO REMATAM AOS “MATADORES”

Rankings Liga NOS 2015/16 - Jornada 3
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Ninguém rematou mais do que Jonas neste arranque de Liga. Ao todo o brasileiro atirou 16 vezes à baliza adversária, nos três jogos disputados, personificando assim uma tendência “encarnada” neste arranque: rematar muito, mas nem sempre com acerto. Se a Jonas somarmos os dez disparos que tanto Victor Andrade como Mitroglou acumularam em igual período, percebemos os números “gordos” acumulados. O jovem brasileiro é outro exemplo de desacerto: em dez tiros enquadrou apenas um. O grego acaba por ser a excepção, ao enquadrar cinco remates. Muito rematar para pouco acertar, como aliás já havíamos percebido no barómetro semanal GoalPoint.

No plano oposto surgem nomes como Sturgeon (Beleneneses), André Claro e Suk (Vitória FC) e o portista Aboubakar: remataram pouco mas mostraram não só pontaria (Sturgeon enquadrou sete remates dos nove efectuados) como instinto matador: André Claro rematou em quatro ocasiões, três delas enquadradas e resultando em golo. E sendo certo que um desses golos surgiu de penalty, convém recordar que até os maiores especialistas (como Adrien) não só falham como já o fizeram esta época.

Diz-nos a tradição que, com o passar do tempo, estes rankings serão ocupados por outros nomes. Dos “grandes” continuarão a surgir os mais rematadores e até os que mais atiram ao lado, fruto da frequência ofensiva dos candidatos. No entanto veremos que nomes “fora da caixa” se irão intrometer nestas variáveis essenciais porque sem golos… não há campeões.

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