GoalPoint-Real Madrid-Liverpool-Champions-League-201718-Ratings
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O Real Madrid conquistou a sua 13ª Liga dos Campeões, a terceira consecutiva. Numa final acidentada em Kiev, os “merengues” aproveitaram da melhor forma as incidências da partida, nomeadamente a lesão madrugadora de Mohamed Salah e o jogo para esquecer do guarda-redes Loris Karius, responsável directo por dois dos golos da formação espanhola. Numa noite em que Cristiano Ronaldo passou ao lado do jogo, o Real Madrid dominou a partida e beneficiou da inspiração de Gareth Bale, autor de dois golos – um deles uma obra de arte.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Início de jogo muito movimentado, por culpa do Liverpool. A formação inglesa tentou impor um ritmo intenso pelas alas, por Sadio Mané e Mohamed Salah, mas o Real Madrid foi lidando bem com a pressão. Nos primeiros dez minutos, os “reds” registavam 55% de posse de bola e três remates contra nenhum dos espanhóis, embora não se registassem enquadrados.

  • Primeiro remate do Real apenas aos 15 minutos, e pelo suspeito do costume, Cristiano Ronaldo. Porém, a bola saiu por cima. Nesta altura os “merengues” registavam números de eficácia de passe perto dos 90% denotando tranquilidade e paciência, enquanto o Liverpool não passava dos 78%.
  • Um autêntico “tiro ao boneco”. Por volta dos 25 minutos o Liverpool somava já sete remates, seis deles bloqueados por jogadores do Real Madrid (dois deles por Casemiro).

  • Salah, com dois disparos, uma ocasião flagrante criada em dois passes para finalização, era o melhor em campo por volta da primeira meia-hora, com um rating de 5.7. Porém, precisamente nesta altura teve de sair, lesionado no ombro esquerdo, para dar lugar a Lallana. Um rude golpe para os “reds”.
  • Aos 37 minutos foi a vez de Dani Carvajal sair lesionado e, tal como Salah, lavado em lágrimas. Isto numa altura em que o Real já controlava as operações, com o seu habitual jogo de paciência e de trocas de bola – registava já 61% de posse, mas não passava dos quatro remates, todos desenquadrados, contra nove disparos contrários (um com boa direcção). O Liverpool caiu claramente de produção após a saída do egípcio e não rematou mais rematou até ao intervalo.

  • Intervalo Nulo na final da Champions, numa primeira metade bastante atribulada. Após um belo arranque do Liverpool, com muitos remates, quase todos bloqueados por defensores dos espanhóis, o Real Madrid começou a controlar as operações, algo que se acentuou após a saída da grande estrela dos “reds”, Mohamed Salah, por lesão. Pouco depois foi Carvajal a abandonar a partida com problemas físicos. Ao intervalo, os “merengues” dominavam, com 67% de posse de bola, 90% de eficácia de passe e apenas duas faltas cometidas. O Liverpool era melhor no remate, com nove, mas apenas um enquadrado (tantos quanto o Real em sete). O melhor em campo nesta fase era o lateral-esquerdo do Liverpool, Andrew Robertson, com um GoalPoint Rating de 5.8, com um passe para finalização e cinco acções defensivas.

  • Reatamento com Isco a atirar à barra, logo aos 48 minutos. E com o 1-0 para o Real, num momento verdadeiramente caricato. Karius recolheu uma bola fácil e, com Karin Benzema a apenas um metro, o guarda-redes alemão tentou colocar a bola rápido, com a mão, para um colega, mas Benzema esticou o pé, a bola embateu no francês e encaminhou-se lentamente para a baliza…
  • Os “reds” reagiram rapidamente. Após canto da direita, Dejan Lovren saltou mais alto que toda a gente e assistiu Sadio Mané, que foi mais rápido que toda a gente e emendou para o empate.
  • Porém, o domínio do Real era acentuado, chegando aos 78% de posse de bola nos primeiros 15 minutos do segundo tempo. O Liverpool, por seu turno, sentia dificuldades no passe, com somente 62% de eficácia no segundo tempo. Nada bom para um finalista da Champions.

  • Mas o grande momento da final – esse sim digno de um finalista, aconteceu aos 64 minutos. Marcelo centrou da esquerda e Gareth Bale (entrado minutos antes para o lugar de Isco), numa espécie de pontapé-de-bicicleta, fez o 2-1 para o Real Madrid. Um golo fantástico que surgiu ao 11º remate do Real, quarto no segundo tempo, terceiro enquadrado no total.
  • Aos 70 minutos, Mané atirou ao poste direito da baliza de Keylor Navas. O senegalês era o único jogador do Liverpool a assustar verdadeiramente os “merengues”, ao ponto de ser o melhor em campo nesta altura, com um rating de 6.8 – um golo em três remates, um passe para finalização, quatro dribles certos em seis tentativas.

  • O jogo ficou decisivo aos 83 minutos, em mais um erro clamoroso de Karius. Gareth Bale, que entrou verdadeiramente endiabrado, rematou muito forte, mas de longe… o guardião alemão tentou segurar a bola, mas deixou-a escapar das mãos e a bola aninhou-se no fundo das redes.

  • Estava tudo decidido, com o Real Madrid a conquistar a sua terceira Liga dos Campeões consecutiva, a 13ª do seu historial. A encaminhar-se para o fim, os “merengues” registavam 67% de posse de bola só no segundo tempo, bem como sete remates, quatro deles enquadrados. E apenas cinco faltas.

O Homem do Jogo 👑

O melhor em campo apenas entrou aos 61 minutos. Poucos esperavam, certamente que, Gareth Bale fosse a grande figura desta final da Liga dos Campeões 2017/18, mas foi isso mesmo que aconteceu. O galês demorou apenas três minutos para marcar, através de uma “bicicleta” espectacular, e fez o 2-1 num remate forte, que originou um “frango” de Karius. No final, Bale registou dois golos em dois remates, um passe para finalização, um drible completo e uma meia-hora que lhe valeu um GoalPoint Rating de 8.1 e um lugar na História da competição.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Sadio Mané 7.0 – O senegalês merecia mais. Sem Salah a maior parte do tempo, coube ao extremo carregar com o Liverpool nos ombros, e fê-lo com qualidade. Porém, apesar do golo, não foi o suficiente. No final registou três remates, um enquadrado, quatro dribles completos em sete tentativas, 14 duelos ganhos em 23 e o número máximo de desarmes na partida, nada menos que seis.
  • Karim Benzema 6.6 – O francês abriu o activo, sendo que o seu mérito foi o de ter aproveitado o demérito de Karius na reposição de bola. O ponta-de-lança terminou com quatro remates, dois deles enquadrados, e registou dois passes para finalização.
  • Cristiano Ronaldo 4.4 – Todos esperamos um Ronaldo no Mundial muito acima daquilo que conseguiu nesta partida. O português esteve desinspirado, com apenas um remate enquadrado em três, uma ocasião flagrante desperdiçada e cinco tentativas de drible, todas sem sucesso.
  • Marcelo 6.4 – O brasileiro é, tal como CR7, um jogador talhado para estes jogos. Acusado de não defender, desta feita o brasileiro registou 11 recuperações de posse e cinco acções defensivas. Foi dos mais interventivos da partida, com 95 acções com bola, e foi verdadeiramente decisivo pelas duas assistências que fez para os golos de Bale.
  • Loris Karius 3.6 – Aquele que poderia ter sido um jogo de sonho para o jovem guarda-redes de 24 anos do Liverpool acabou por ser um autêntico pesadelo. O guardião provocou o 1-0 de Benzema, mercê de uma péssima reposição de bola, e deu um “frango” de todo o tamanho no 3-1. Noite para Loris esquecer e para Klopp pensar.

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