Reforços: Andreas Samaris, o polivalente grego

Como “6” ou “8”, Samaris poderá ser uma mais-valia no plantel do Benfica. Será que terá o mesmo sucesso de Katsouranis e Karagounis?

Samaris vêm aumentar o leque de opções no miolo "encarnado" (foto: Shutterstock)
Samaris vem aumentar o leque de opções no meio-campo “encarnado” (foto: Shutterstock)

Não é Sócrates e tão pouco Aristóteles mas certamente que colocará Jorge Jesus a pensar sobre a melhor forma de encaixar as suas características no plantel “encarnado”. Andreas Samaris tem 25 anos e é o mais recente reforço do Benfica, um médio grego que despontou para o futebol europeu na época passada, na qual realizou 47 jogos, actuando maioritariamente como médio-centro. Somou cinco assistências e apontou cinco golos, quatro no Olympiacos, sendo que dois deles foram de livre directo, uma das especialidades de Samaris.

Na selecção e no Olympiacos alinhou como pivot-defensivo num sistema de 4x2x3x1. O seu papel dentro de campo dependia do colega que tinha ao seu lado. Normalmente assumia o papel de médio de transição ou até mesmo box-to-box. Trata-se de um médio completo que pode actuar como “8” ou até mesmo “6”, onde a sua estatura física pode ser uma vantagem. A polivalência e inteligência táctica fazem com que seja uma contratação útil para o meio-campo “encarnado”, onde as opções válidas escasseavam.

Clique na infografia para ler em detalhe (foto: Shutterstock / Infografia: GoalPoint)
Clique na infografia para ler em detalhe (foto: Shutterstock / Infografia: GoalPoint)

Comparação com Matic e Fejsa

A jogar a “8” terá a seu favor a leitura de jogo, mobilidade, versatilidade, facilidade de chegar à área contrária e, sobretudo, a capacidade de passe, uma média de 73 passes por jogo com uma eficácia de 88%. Números impressionantes para um jogador que pisa terrenos onde a pressão é intensa e o espaço para jogar e pensar é limitado. Como “6” terá de melhorar o seu posicionamento defensivo e o poder de choque mas deverá ser nesta posição que Samaris se irá fixar. Jorge Jesus deu a entender esta situação quando comparou o grego com Matic e Fejsa. O técnico “encarnado” afirmou ainda que Samaris terá de passar necessariamente por um período de adaptação aos processos de jogo do Benfica, isto é válido para o momento defensivo e ofensivo. Mesmo actuando como “6”, o médio grego será responsável pela primeira fase de construção de jogo devido à sua qualidade de saída de bola e capacidade de progressão, um pouco à imagem daquilo que Matic fazia.

Os seus 1,89 metros permitem-lhe apresentar uma eficácia de 62% nos duelos aéreos. Uma característica que pode ser uma mais-valia nos lances de bola parada. Defensivamente acrescentará centímetros e ofensivamente será mais uma opção que poderá causar dificuldades às defesas contrárias, isto no caso de não ser ele o marcador das bolas paradas.

O perfil do novo reforço do Benfica indica que tanto a “6” como a “8” será um jogador interessante de acompanhar e perceber a dinâmica que irá imprimir ao meio-campo “encarnado”. Uma coisa é certa, a desempenhar um papel mais defensivo ou de organizador, Samaris não irá abdicar da sua identidade. Um jogador com uma elevada disciplina táctica e que se sente confortável a organizar as acções ofensivas da sua equipa. Aos 25 anos, e já com a experiência de ter jogado na Liga dos Campeões pelo Olympiacos, terá possibilidade de crescer muito no sistema táctico do Benfica, onde terá de assumir maiores responsabilidades.