Após uma passagem pelo Rio Ave (desde 2012) Diego Lopes regressa a uma casa que conhece bem, o Benfica. Diego começou a carreira nos brasileiros do Palmeiras, mas com idade de juvenil mudou-se para o Benfica (onde sentou Bernardo Silva no banco de suplentes). Retorna agora à casa que contribuiu em grande parte para a sua formação enquanto jogador de futebol, abrindo um novo leque de características passíveis de ser usadas na Luz.

O médio brasileiro realizou um total de 49 jogos em todas as competições, com nove golos marcados e uma assistência. Conseguiu impor esta época uma qualidade exibicional assinalável. Realizou prestações de nível alto e, sobretudo, mostrou finalmente regularidade ao longo dos jogos, nos quais somou uma média de 67,7 minutos em 49 jogos distribuídos entre provas internas e Liga Europa.

Na ausência de dados integrais de análise, e tendo conta o destino de Diego (SL Benfica) analisámos com particular atenção os sete jogos (de campeonato) que disputou frente aos quatro primeiro classificados da Liga NOS.

TÉCNICA

Diego actua preferencialmente no corredor central como médio-ofensivo pelo centro (“10”), mas pode também jogar mais recuado como médio-centro. Não é um jogador muito rápido, mas tem classe na forma de jogar. É dotado de uma técnica acima da média relativamente ao drible e controlo da bola, usando estas duas armas para ludibriar os adversários sempre que pode. O brasileiro tem uma eficácia de drible de 33,3% e de remate de 30%.

Não é um “10” muito vertical por si só, ou seja, não é um jogador que arrisque muito o remate – apenas o faz cerca de 1,6 vezes por jogo -, prefere antes conduzir a bola ou ainda tentar desmarcar, quer o extremo, quer o avançado da sua equipa. Fez cerca de dez passes para ocasião e tem uma eficácia de 81,6% no capítulo do passe. Nas entregas para o último terço consegue-se evidenciar com uma eficácia de 74,4%.

É um jogador que aguenta razoavelmente o choque do adversário e que tem melhorado cada vez mais a nível posicional, sobretudo na fase defensiva. Sofre uma média de 1,5 faltas por jogo e ganha cerca de 35,4% dos duelos, perdendo 13,4 vezes a bola por jogo.

PASSO CERTO

Com a transferência para o SL Benfica, Diego Lopes tem uma oportunidade de ouro para explodir no clube que o viu despontar em escalões formação. Teria, com Jorge Jesus, a desvantagem de os “encarnados” não jogarem com um médio-ofensivo centro, contudo a saída do treinador para o Sporting e a chegada mais que provável de Rui Vitória, que costuma actual com três médios, pode garantir-lhe mais oportunidades para brilhar. Este pode ser o organizador de jogo e o cérebro que o meio-campo precisa, dando assim outras tarefas, mais verticais, aos extremos.

Este talento brasileiro tem a qualidade imediata e também o potencial para singrar no Benfica caso existam as condições tácticas necessárias para o fazer brilhar.

Nome: Diego Lopes
Clube: Benfica
Nacionalidade: Brasileira
Nascimento: 1994-05-03 (21 anos)
Posição: Médio-ofensivo
Pé preferencial: Direito
Altura: 1,71m
Peso: 63 kg
Valor de mercado:1,5M-3M euros
Contrato até: Junho de 2020