Uma das “novelas” do defeso chegou hoje ao fim: Maxi Pereira é jogador do FC Porto. O desfecho acaba, pelo arrastamento e sinais, por surpreender poucos, muito menos a nós, tendo em conta que o GoalPointer Pedro Sousa confirmou o negócio em primeira mão, a 17 de Junho na TVI. O abraço cúmplice que Maxi deu esta manhã a Antero Henrique, ao chegar ao local onde os “dragões” preparam a nova temporada, parece confirmá-lo: Maxi e FC Porto “prometeram-se” há algum tempo.

“AQUILES” RESOLVIDO

A saída de Danilo rumo ao Real Madrid abriu um problema ao FC Porto, habituado durante muito tempo a confiar na dupla Alex Sandro – Danilo como se de automóveis germânicos se tratassem, tal a fiabilidade com que cumpriram funções no Dragão. Se Alex Sandro continua a ser um problema (entra no seu último ano de contrato, é pretendido e ainda não há notícias de renovação), a saída de Danilo deixa de ser uma preocupação, com a entrada de Maxi Pereira. Para lá de solução desportiva Maxi, não deixa de protagonizar um golpe emocional sobre um rival directo e de aumentar (ainda mais) os índices de optimismo dos adeptos “azuis-e-brancos”, que vão testemunhando uma aposta sem precedentes que vai colocando o FC Porto na liderança do pelotão perante aquela que se espera uma das mais disputadas Ligas da era moderna do futebol português.

DESEMPENHO DE TOPO

O desempenho de Maxi Pereira dispensa grandes análises, ou não fosse ele um ex-símbolo “encarnado” com oito épocas cumpridas em Portugal. Ainda assim decidimos comparar o seu desempenho na Liga NOS 2014/15 precisamente frente a Danilo. O comparativo permite demonstrar as dificuldades que tivémos em seleccionar o nosso lateral-direito para o “Onze” do Ano GoalPoint, dada a elevada rotação e semelhança que ambos demonstraram na luta pelo título. Ambos competentes no capítulo defensivo, Maxi destacou-se na quantidade de ocasiões de golo que ofereceu aos colegas (36 contra 31 do brasileiro) e sobretudo pelo número de assistências (6, contra apenas uma do novo jogador do Madrid).

O custo e a idade de Maxi vão sendo o principal argumento utilizado pelos que criticam o “rapto” protagonizado pelo FC Porto. A próxima época demonstrará se Maxi inicia a sua queda ou se continuará apto a fazer o que fez na última: apresentar os melhores índices de produtividade da carreira.