SL Benfica, há cerca de um ano, preocupava os seus adeptos tendo em conta a quantidade de saídas de jogadores com peso directo (e mensurável) na conquista do título 2013/14, preocupações que o tempo demonstraria serem infundadas, com as “águias” a conquistarem o bicampeonato, Nessa altura realizámos uma análise objectiva do tema, calculando com exactidão o que haviam perdido os “encarnados”. Ensaiamos agora a mesma análise, desta vez incidindo num FC Porto em óbvia (e profunda, como veremos) transformação.

MEIO “DRAGÃO” DE PARTIDA

Conforme é hábito do GoalPoint nestas situações separámos claramente os dados de golos, assistências e passes para ocasião de golo criados pelo FC Porto na Liga NOS 2014/15. Os “dragões” fizeram 373 passes para golo, 49 deles assistências com um peso de 66% nos 74 golos concretizados.

Ponderando a influência de cada jogador nos golos obtidos (percentagem de envolvimento directo, através de concretização ou assistência), percebemos que Jackson, Óliver, Quaresma, Danilo e Casemiro estiveram envolvidos em nada menos do que 82,4% dos tentos “azuis-e-brancos”, com realce para Jackson, com uma percentagem de envolvimento de 33,8% (a seguir surgem Quaresma e Óliver, ambos com 16,2%). O número poderá assustar o adepto portista, mas a verdade é que o conjunto de jogadores que ainda se mantém no Dragão também esteve envolvido em 84% dos golos, embora apenas Cristian Tello em grau comparável com algumas das saídas (16,2%).

Ao somarmos golos e assistências num total conjunto de acções de golo, este equilíbrio entre o que o Porto já perdeu e o que ainda mantém fica percentualmente mais claro: os jogadores já transferidos realizaram 49,6% das acções de golo dos “dragões”, enquanto os que ainda permanecem no clube foram autores de 50,4% dos lances.

UM CÁLCULO POR ENCERRAR?

Embora o peso dos jogadores que ainda permanecem no “dragão” seja distribuído de forma mais democrática, ainda surgem nomes no mercado (Alex Sandro, Herrera?) que podem acentuar ainda mais o que esta análise esclarece: o FC Porto sofre, novamente, uma profunda revolução no plantel, com o nome de Jackson Martínez a surgir à cabeça (não só por estas contas mas também por ter sido não só o melhor marcador como também o goleador mais influente da Liga), que só não preocupa os adeptos “azuis-e-brancos” devido às vistosas incursões no mercado protagonizadas pela SAD portista.

No entanto, fica a certeza: chegaram novas “estrelas” mas, dada a extensão da reestruturação, Julen Lopetegui será novamente chamado a construir uma equipa. E isso demora tempo.