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Após quatro empates consecutivos, o Benfica regressou às vitórias na Liga NOS e alcançou o FC Porto no topo da tabela classificativa. Na difícil deslocação ao terreno do Rio Ave, os “encarnados” venceram por 2-1, mas estiveram a perder, golo de Mehdi Taremi no primeiro tempo, e tiveram de esperar pelas expulsões de Al Musrati e Nuno Santos (Diogo Figueiras também seria expulso aos 90’+2), bem como pelos golos de Haris Seferovic e finalmente Julian Weigl, para conseguirem chegar ao triunfo. Com este resultado, o Benfica evitou a pior sequência de resultados da sua História (fixou esse registo em uma vitória em dez jogos oficiais).

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • Grande curiosidade para ver como o Benfica reagia ao empate do FC Porto no dia anterior. No que toca a opções, e tirando as mexidas no quarteto defensivo, a grande novidade foi mesmo a titularidade de Dyego Souza no eixo de ataque.

  • Os campeões nacionais entraram melhor na partida, com mais bola e acutilância ofensiva. No primeiro quarto-de-hora os “encarnados” registavam 56% de posse e os únicos remates do encontro, mas nenhum com a melhor direcção. Contudo, os vilacondenses pareciam confortáveis com a situação e gizavam alguns contra-ataques venenosos.
  • E foi numa fase em que os da casa pareciam assumir o controlo do jogo que acabaram mesmo por inaugurar o marcador. Livre da direita, confusão na área, a bola chegou a Mehdi Taremi (26′), vinda de Dyego Souza, e só precisou de encostar de cabeça para o 1-0. Um remate para o Rio Ave, um golo. Nesta altura já os anfitriões tinham mais bola (53%) e uma apreciável eficácia no passe (85%).

  • Muito perigo aos 35 minutos, com diversos lances de insistência do Rio Ave, perante um Benfica que parecia desorientado e colectivamente partido, sem frescura física para recuperar posições. Após centro da esquerda, a bola chegou de novo a Taremi na grande área, mas o avançado, sem marcação, atirou ao lado.
  • Estava o Rio Ave por cima, quando o Benfica marcou. Aos 42 minutos, Adel Taarabt cruzou rasteiro e Rafa Silva, sem marcação, só teve de empurrar, mas o golo foi invalidado por fora-de-jogo de Dyego Souza, que se fez ao lance. Nada corria bem aos “encarnados”. Nem a Dyego Souza, que não só esteve na origem do golo contrário, num corte deficiente de cabeça, como acabou por invalidar um tento da sua equipa.

  • Intervalo Mais 45 minutos de má qualidade do Benfica, que até começou a mandar no jogo, mas cedo mostrou incapacidade ofensiva e uma impotência colectiva para evitar ataques perigosos por parte do Rio Ave. Os “encarnados” remataram mais do dobro do homens da casa (8-3), mas não enquadraram qualquer tentativa, enquanto os vilacondenses marcaram no único disparo que fizeram à baliza. O melhor em campo nesta fase era Mehdi Taremi, com um GoalPoint Rating de 6.4, pelo golo que fez em dois remates, mas também por ter sido o primeiro jogador a defender da sua equipa, com um registo de três bloqueios de passe.

  • Seferovic foi lançado ao intervalo e na sua primeira intervenção cabeceou ao ferro da baliza contrária. O Benfica tentava, no primeiro quarto-de-hora do segundo tempo, reagir ao infortúnio, mas fazia-o de forma algo atabalhoada, com um só remate e pouca organização. Contudo, aos 62 minutos, Al Musrati viu o segundo amarelo e foi expulso. Previa-se uma reacção mais forte do Benfica, e pouco demorou, com Haris Seferovic a fazer golo após cruzamento de Nuno Tavares, decorria o minuto 64.

  • Os “encarnados” ganharam confiança com o golo e a superioridade numérica e começaram a criar diversos lances de perigo, numa altura em que tinham já Seferovic e Carlos Vinícius no eixo de ataque. Por volta dos 70 minutos somavam quatro remates, um enquadrado, para um só disparo dos homens da casa, bem como 55% de posse. E melhor ficaram aos 73 minutos, quando Nuno Santos viu o vermelho directo, por entrada sobre Pizzi, e deixou o Rio Ave reduzido a nove jogadores.
  • A pressão era grande, muitos cruzamentos, até que aos 87 minutos, o Benfica marcou mesmo. Canto da direita de Pizzi e Julian Weigl, de cabeça, atirou colocado, sem hipóteses para Pawel Kieszek. Foi o primeiro golo do alemão de águia ao peito e, curiosamente, o primeiro que fez de cabeça em toda a carreira – e que surgiu ao oitavo remate benfiquista na segunda parte, quarto com boa direcção. Estava feito o resultado.

O melhor em campo GoalPoint👑

O jogo foi muito complicado para o Benfica. E apesar de a reacção propriamente dita ter começado logo após o intervalo, com a entrada de Seferovic, a verdade é que as “águias” só se começaram a sentir verdadeiramente confortáveis após a primeira de duas expulsões anfitriãs. Foi após a segunda que Julian Weigl marcou e fixou o resultado, ajudando a destacar-se como melhor em campo com um GoalPoint Rating de 7.3. O alemão esteve muito certo no passe, com 88% de eficácia, recuperou sete vezes a posse de bola, ganhou os dois duelos aéreos ofensivos em que participou (um deu golo) e registou oito acções defensivas, entre elas três desarmes

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Haris Seferovic 6.7 – O homem que abanou com o jogo. O suíço entrou ao intervalo e mostrou desde logo uma vontade forte de fazer a diferença. Cabeceou à barra na sua primeira intervenção, fez o golo do empate, somou três remates, um passe de ruptura, e só não teve melhor nota porque desperdiçou uma ocasião flagrante.
  • Pizzi 6.4 – Digam o que disserem, a sua influência é notória no futebol benfiquista. Mais uma vez esteve em bom plano, com uma assistência – para o golo de Weigl -, cinco passes para finalização (máximo do jogo) e seis recuperações de posse.
  • Mehdi Taremi 6.3 – O iraniano estava a fazer um bom jogo, fez um golo e foi o melhor do primeiro tempo. Mas acabou prejudicado pelas incidências da partida, “desaparecendo” quando o Rio Ave se viu reduzido a nove elementos. Para além do tento, ganhou três de cinco duelos aéreos ofensivos e fez quatro bloqueios de passe.
  • Ferro 6.0 – O central benfiquista desta vez não comprometeu, ele que atravessava uma fase menos conseguida. No ataque fez dois remates, ambos desenquadrados, na construção somou 13 passes progressivos eficazes e lá atrás registou sete recuperações de posse e cinco alívios.
  • Lucas Piazón 5.7 – O brasileiro foi um dos melhores da turma da casa. Para além de ter completado duas de três tentativas de drible, ganhou dois de quatro duelos aéreos defensivos e ainda fez cinco desarmes, máximo do encontro a par de Diogo Figueiras.
  • Nuno Tavares 5.5 – O lateral-esquerdo benfiquista acabou por ter um jogo positivo, mais pelo que fez no processo ofensivo do que no defensivo. Fez a assistência para o 1-1 – a terceira na Liga -, criou duas ocasiões flagrantes em três passes para finalização, teve sucesso em duas de quatro tentativas de drible e em quatro de oito cruzamentos (máximo da partida).