O SL Benfica regressou ao comando a Liga NOS, ao vencer por 1-0 em casa do Rio Ave FC. Tal como o resultado o demonstra, não foi um triunfo fácil para as “águias”, que apenas marcaram aos 73 minutos, num lance confuso devidamente aproveitado pelo mexicano Raúl Jiménez, cada vez mais um talismã para o Benfica quando salta do banco de suplentes – já havia dado os três pontos a Rui Vitória perto do fim, em Coimbra. Um resultado que se ajusta ao que se passou em campo pois, apesar de não terem realizado uma grande exibição colectiva (ou individual) os homens da Luz foram os únicos a causar perigo.

Rio Ave vs Benfica - Liga NOS 2015/16
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Perigo esse que surgiu logo no primeiro minuto, quando Jardel acorreu a um canto da esquerda e apenas Pedrinho evitou o 1-0 em cima da linha de golo. Demorou até o Benfica ter mais ocasiões claras, mas o seu domínio foi constante. No primeiro tempo terminou com sete remates, mas só um enquadrado, o que se pode explicar pelo facto de cinco dos disparos terem sido efectuados de fora da área. Isto foi fruto da boa organização defensiva do Rio Ave, mas também da desinspiração benfiquista. Nos primeiros 45 minutos, 46,4% dos ataques benfiquistas foram canalizados pelo lado esquerdo, onde esteve Gaitán um pouco apagado, apesar de muito em jogo – à meia-hora o capitão benfiquista tinha apenas 58,8% de passes certos, 53,3% dos realizados para o meio-campo contrário e apenas um duelo individual registado.

O Benfica entrou bem no segundo tempo e Jonas, primeiro, e Gaitán, a seguir, atiraram à figura de Cássio quando tinham tudo para marcar. A eficácia de passe continuou baixa (77,2% no global), em especial no derradeiro terço do terreno, e os “encarnados” terminaram o encontro com 14 remates, somente quatro enquadrados, mas três deles nesta etapa complementar. O Rio Ave quase nunca permitiu que o Benfica conseguisse rematar em situação vantajosa, e foi preciso um lance em que Vilas Boas desviou a bola para a sua própria barra para Jiménez aproveitar para facturar.

Não foi por Cássio…

O Benfica demorou a marcar, por culpa própria, mas também da boa organização defensiva dos anfitriões. E por Cássio. O experiente guarda-redes foi, apesar da derrota da sua equipa, o mais valioso elemento em campo, com 6.7 no GoalPoint Ratings (GPR). Realizou duas defesas, teve três saídas pelo solo e duas a soco. E, pasme-se, fez um dos dois únicos passes para ocasião dos vilacondenses ao longo da partida.

O jovem Renato Sanches demonstrou alguma intranquilidade a espaços, visível em alguns passes errados que provocaram transições rápidas para o Rio Ave. Porém, no global foi mesmo o melhor do Benfica, com 6.5 no GoalPoint Ratings. No ataque fez apenas um remate (desenquadrado) e um passe para ocasião, e foi no último terço do terreno que o jovem esteve menos assertivo – em 23 passes nesta zona apenas acertou 69,6%. Mas esteve bem no conjunto da distribuição de jogo, com 82,6% de 86 passes certos (81% para o meio-campo adversário). Tocou 103 vezes na bola (o máximo na partida), ganhou 61,5% dos 13 duelos que disputou e recuperou nove vezes a bola.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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