O treinador português é cada vez mais respeitado por essa Europa fora, e os resultados continuam a mostrar porquê. “Ressuscitando” uma rúbrica que já tinhamos feito anteriormente, aplicámos a fórmula do nosso já bem conhecido RTG (Ranking de Treinadores GoalPoint) aos “misters” lusos espalhados pelo “velho continente” e o balanço foi bastante positivo.

O RTG tem por base as odds atribuídas pelas casas de apostas a cada jogo disputado pelos treinadores, pontuando o resultado de cada jogo de acordo com o seu grau de dificuldade. No final, 11 dos 18 técnicos avaliados tiveram nota positiva, numa temporada em que o mais pontuado pode ser surpresa… para alguns.

13º a 18º Em França não houve bons casamentos

RTG-1819-LeonardoJardim-MiguelCardoso

O campeonato francês é tradicionalmente uma Liga onde os treinadores portugueses são bem-sucedidos. Bem recentemente, Leonardo Jardim tinha vencido esta rubrica numa temporada em que espantou tudo e todos ao bater o poderoso Paris SG e sagrar-se campeão francês. Na altura foram 4.862 os pontos RTG que acumulou, uma pontuação nunca vista, quer a nível externo quer interno.

Talvez a expectativa criada por essa conquista ajude a explicar um pouco o fracasso que foi esta época para os monegascos. Um início terrível, quer no campeonato quer na Liga dos Campeões, fez com que Leonardo fosse mesmo demitido à passagem da 9ª jornada, quando se encontrava na 18ª posição, para retomar o cargo cerca de quatro meses depois. No regresso as coisas correram ligeiramente melhor, e o português acabaria por subir uma posição e salvar o Mónaco da descida.

Expectativa tinha também o Nantes com Miguel Cardoso, após o sucesso que foi a passagem de Sérgio Conceição pelo clube. No entanto, os resultados seriam bem diferentes, e o percurso de Miguel Cardoso em França durou apenas oito jogos, com somente uma vitória. O antigo treinador do Rio Ave acabaria por assumir o Celta de Vigo em Novembro, mas as coisas não correram muito melhor, perdendo dez dos 15 jogos que disputou até voltar a ser dispensado do cargo. Segue-se o AEK de Atenas.

O terceiro menos pontuado foi Paulo Sousa, que também passou pela Ligue 1. O técnico português chegou no final da temporada e fez apenas dez jogos, tendo agora a oportunidade de preparar melhor a temporada que aí vem.

Outro grande nome desta lista é o de José Mourinho que, como se sabe, fez apenas a primeira fase da época no Manchester United. As coisas não estavam a correr bem e o muito titulado treinador deixou o clube em Dezembro após derrota com o Liverpool, com 524 pontos negativos no RTG.

a 12º Vários na rampa de lançamento

RTG-1819-PauloFonseca

Neste lote de nove treinadores com temporadas positivas estão vários que aproveitaram para lançar o seu nome para outros patamares. Desde logo Paulo Fonseca, que ficou a escassos 65 pontos do pódio, mas que voltou a ser campeão na Ucrânia e vai agora assumir a Roma na próxima temporada. Os 1.355 pontos que acumulou são um registo bastante positivo, mas Paulo Fonseca acaba por ser prejudicado pelo baixo nível de dificuldade atribuído a vários dos seus jogos no campeonato ucraniano.

Na quinta posição ficou José Gomes. Um bom início de época no Rio Ave colocou-o na rota de Inglaterra e as coisas dificilmente podiam ter corrido melhor no Reading. Chegou com a equipa no 23º posto e acabou em 20º, salvando o Reading de uma descida que parecia anunciada.

Pela Eslováquia, o Senica teve dois técnicos portugueses, ambos com nota positiva. Frederico Ricardo começou a temporada e acumulou 249 pontos, tendo sido substituído em Fevereiro por Ricardo Chéu, que fez ainda melhor (791 pontos). A boa impressão que deixou já lhe valeu um convite do mais poderoso Spartak Trnava.

Uma palavra ainda para a boa campanha de Cláudio Braga no Dordrecht, da segunda divisão holandesa. A equipa estava no último posto aquando da chegada do ex-treinador do Marítimo, tendo subido três lugares e conseguido uma brilhante vitória no terreno do campeão Twente.

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