Depois de termos apresentado o melhor treinador do ano em da Liga NOS, chegou a altura de premiar…

…o melhor treinador português… lá fora

Numa altura em que muito se discutem os possíveis regressos de alguns ao nosso campeonato, a época foi globalmente positiva para os técnicos que andam lá por fora a defender aquilo que já se pode chamar de um selo de garantia, o rótulo de treinador português.

a 14º Mourinho, pois claro

Dos seis treinadores que terminaram a época com pontos negativas, apenas quatro foram despedidos antes do final da época. À cabeça (ou aos pés) deste grupo está José Mourinho. Aquele que é o principal embaixador da “marca” do treinador português e também o mais titulado de todos, teve em 2015/16 a sua pior época de sempre e acabou demitido em Dezembro quando o Chelsea estava a apenas um ponto da zona de despromoção. Uma elevadíssima percentagem de resultados negativos (50%), não deixaram outra opção a Abramovich e apenas a caminhada europeia foi positiva para o agora treinador do Manchester United.

O 2º pior pontuado foi Nuno Espírito Santo que, nos 20 jogos que fez ao comando do Valência, foi capaz do melhor e do pior. Boas vitórias em Lyon e os 5-1 em Vigo quando a cadeira já tremia, não apagaram um início de época globalmente negativo e em que entrou em conflito até com alguns jogadores. O desfecho foi inevitável.

Paulo Sousa, que caiu a pique depois de andar nos primeiros lugares da Serie A e André Villas-Boas, foram os dois treinadores portugueses que fizeram toda a época mas acabaram-na com pontuação negativa. O treinador campeão pelo Porto até fez uma boa campanha na Champions, ficando em 1º num grupo com Valência e Lyon, mas ficou apenas em 3º no campeonato local atrás do surpreendente Rostov.

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a  Pereira, Jardim e uma boa surpresa

Apesar de não terem ganho nada, Vítor Pereira e Leonardo Jardim acabaram por fazer épocas positivas. O último treinador a ser campeão pelo FC Porto esteve envolvido até ao fim nas duas provas internas. Disputou um total incrível de 59 jogos ao longo da época mas falhou nos momentos decisivos, não conseguindo nenhum resultado muito positivo. Já Leonardo Jardim, fez um campeonato tranquilo no Mónaco, acabando no 3º lugar, mas falhou nas outras provas, daí a pontuação abaixo dos mil pontos.

José Morais, que era adjunto de José Mourinho até Dezembro, e Toni Conceição, entraram nos seus clubes a meio da época e tiveram impactos positivos, subindo ambos vários lugares na classificação.

Mas quem esteve em grande na sua estreia como treinador principal foi Rui Almeida, ex-adjunto de Jesualdo Ferreira. O lisboeta de 46 anos pegou numa equipa recém-promovida à segunda divisão francesa e quase cometeu o milagre de subir à Ligue 1, ficando em 5º a apenas um ponto dos lugares de subida. Grande trabalho que merecia ter sido alvo de maior atenção em Portugal.

 Pedro Emanuel

Aventurando-se no estrangeiro pela primeira vez, depois de ter estabilizado o Arouca na Liga NOS, Pedro Emanuel teve uma excelente prestação no Apollon do Chipre. Se no campeonato ficou em 3º lugar, crónica classificação do clube de Limassol, a época terminou em glória para o treinador português, depois de vencer a Taça Cipriota.

Com a preciosa ajudar de Bruno Vale e João Pedro como titulares, e de muitos outros jogadores que passaram por Portugal, a caminhada do portuense na Taça incluiu a eliminação da grande potência do país – o APOEl, numa 2ª mão épica vencida nas grandes penalidades.

 Carlos Carvalhal

Carlos “had a dream”, que não se concretizou no último jogo do play-off, mas a caminhada do histórico Sheffield Wednesday, um grande adormecido do futebol inglês, merece todos os louvores para Carlos Carvalhal.

Não estando à partida no grupo de favoritos à subida, o Sheffield foi fazendo uma época em crescendo, que ganhou alavancagem depois da magnífica goleada sobre o Arsenal na Taça da Liga. Esse feito, que já tinha sido precedido pela eliminação do Newcastle em pleno St. James Park, valeu mesmo a Carvalhal o prémio de melhor treinador dessa competição, atribuído oficialmente pela Federação inglesa.

Só ficou mesmo a faltar a cereja no topo do bolo, que teria sido a promoção à Premier League. A continuar assim, é uma questão de tempo.

Marco Silva

Ganhar no Olympiakos não é difícil, dirão os mais cépticos, mas o que é certo é que Marco Silva conseguiu-o em grande estilo. Uma sequência de 17 vitórias seguidas no campeonato configurou mesmo um novo recorde local. Mais, o ex-treinador do Sporting já era campeão nacional quando ainda estávamos em… Fevereiro!

A época foi ainda salpicada por uma boa campanha europeia, em que Marco Silva conseguiu, por exemplo, uma vitória por 3-2 no Emirates Stadium, frente ao Arsenal, a contar para a Champions League.

Será certamente um dos treinadores portugueses mais desejados, não apenas cá, mas na Europa e a vitória neste ranking é apenas mais um feito a juntar ao seu já preenchido currículo.

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