RTG™ | Os melhores treinadores de Portugal 21/22 👑

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Após uma época em que Rúben Amorim não deu hipótese à concorrência, até pelo factor-surpresa associado às conquistas leoninas em 20/21, a disputa pelo melhor treinador RTG da temporada 21/22 foi bem mais animada. Se, numa primeira fase, Bruno Pinheiro ainda se intrometeu na luta, a partir de meio da época ficou claro que, tal como na luta pelos principais troféus de clubes, a luta pelo título de melhor treinador da temporada seria entre Rúben Amorim e Sérgio Conceição. O técnico do Porto, curiosamente, nunca havia vencido qualquer prémio de Treinador do mês, mas a consistência fez com que assumisse o primeiro lugar em Janeiro e o mantivesse, praticamente sem interrupções, até ao final, sucedendo assim ao “mister” com quem disputou taco-a-taco o prémio.

Esta foi a oitava edição do RTG que, curiosamente, nunca repetiu um treinador premiado no final do ano, se nos cingirmos à Primeira Liga.

Do 19º ao 28º 

Entre os dez maiores “underachieveres”, apenas três completaram a época no seu todo. Destaque para o 19º, Paulo Sérgio, que atravessou uma época de grande flutuações. O técnico do Portimonense foi, entre os 28 que jogaram o principal escalão, aquele que obteve resultados mais extremados, tanto pela positiva (cinco), como pela negativa (oito). A vitória conseguida no Estádio da Luz em Outubro valeu-lhe a maior pontuação individual da época (374 pontos), num jogo em que a odd média da vitória do Portimonense era de 14.76.

Neste grupo, logo de seguida (20º), ficou Lito Vidigal, o técnico principal com a estadia mais curta (apenas cinco jogos), dos quais 80% tiveram resultado negativo.

Destaque ainda para Pako Ayestarán (23º), que no momento em que foi demitido tinha a melhor pontuação da época na Taça de Portugal, e foi, algo cruelmente, impedido de jogar a final para a qual tão bem trabalhou. O Tondela acabaria por descer de divisão.

Na última posição ficou Ivo Vieira, que não conseguiu estar ao nível das ambições do Famalicão, sobretudo no campeonato.

Do 11º a 18º

Neste grupo encontramos os oito técnicos que terminaram com pontuações dentro do que era esperado e que, na sua maioria, cumpriram os objectivos que estavam traçados. Dos oito, apenas Bruno Pinheiro (Estoril) e Pêpa (Vitória SC) cumpriram a época completa.

O estorilista foi um caso curioso, pois começou muito bem, mas teve queda abrupta a partir de Dezembro, passando de lutar pela Europa e pelo prémio de treinador da época, para acabar a terminar com pontuação ligeiramente negativa, fruto das expectativas criadas versus o resultado final alcançado.

Também de assinalar foi a curta passagem de João Pedro Sousa (11º) pelo Boavista. Nos 16 jogos que esteve ao leme dos “axadrezados” as coisas não correram particularmente bem no campeonato, mas as três vitórias em três jogos na Taça da Liga, com um plantel ainda em formação e com muitos jogadores jovens, valeram-lhe a melhor pontuação nessa prova. O vencedor do RTG em 19/20 foi ainda aquele a terminar com maior percentagem de resultados extremamente positivos (25%).

Franclim Carvalho (12º) e Filipe Cândido (13º) passaram pela Belenenses SAD e, apesar da descida, acabaram por mostrar competência, porque as condições foram sempre muito parcas em relação à concorrência e as odds foram reflectindo isso mesmo.

Destaque ainda para o 16º lugar de Nélson Veríssimo, que fez 25 jogos na sucessão a Jorge Jesus e acabou por registar resultados razoáveis, sobretudo nas competições europeias.

Do 10º a 4º

Os sete lugares pré-pódio são ocupados por treinadores com épocas positivas e, tendo em conta as odds atribuídas a cada jogo, acima do esperado.

O caso que, provavelmente, criou mais celeuma será o de Jorge Jesus, que acabou mesmo por terminar na 4ª posição, apesar de ter sido demitido a meio da temporada. O ex-treinador do Benfica conquistou o prémio de treinador do mês em Agosto e Setembro. Na altura, Jesus não tinha derrotas e a época do Benfica parecia lançada após alguns grandes jogos europeus, mas a derrota com o Portimonense (a maior surpresa da época) precipitou a derrocada. O novo treinador do Fenerbahçe manteve ainda assim um pontuação razoável, muito por culpa dos pontos e apuramento conseguidos na Champions League.

Vasco Seabra, que já tinha sido terceiro na época anterior, ficou desta vez num honroso quinto lugar, após assumir o comando do Marítimo. Chegado para o lugar de Julio Velázquez à passagem da jornada 12, quando os madeirenses ocupavam lugares de descida, o pacense acumulou 43% de resultados positivos e o Marítimo terminou num tranquilo 10º lugar.

Vencedor de dois prémios mensais (Janeiro e Fevereiro), Ricardo Soares conseguiu um sensacional quinto lugar com o Gil Vicente e chegou a ser o principal candidato a fechar o pódio, mas acabou por descer algumas posições após ter conseguido apenas um vitória nos últimos sete jogos.

Carlos Carvalhal foi outro dos timoneiros a passar por uma temporada de altos e baixos. Ao fim de 51 jogos sobressai o facto de ter tido o maior número de jogos com resultados positivos (20), mas também o maior número com resultados negativos (17).

Destaque ainda para Mário Silva (8º), o treinador com menor percentagem de resultados negativos (11%), e para Rui Pedro Silva (10º), o com maior percentagem de resultados positivos (45%). Sem surpresa, ambos continuarão ao leme de Santa Clara e Famalicão, respectivamente.

3º César Peixoto

Após uma curtíssima passagem pelos bancos de Primeira Liga em 20/21 (sete jogos ao serviço do Moreirense), César Peixoto foi aposta do Paços para suceder a Jorge Simão e transformou por completo a época dos castores. A equipa já tinha sido afastada de todas as provas a eliminar (recorde-se que começou na Liga Conferência) e restavam 20 jogos de campeonato para salvar a temporada.

O Paços tinha 11 pontos e apenas duas vitórias ao fim de 14 jornadas, passando de uma média de 0,79 pontos por jogo com Jorge Simão para 1,35 com o novo técnico, média que daria o sétimo lugar.

Nos 20 jogos de Peixoto ao leme dos castores só em cinco deles o Paços partiu como favorito de acordo com as casas de apostas, mas foram apenas sete as derrotas averbadas por César, seis delas contra equipas do top 6.

Veremos do que será capaz César Peixoto, agora com tempo para preparar a temporada a seu gosto.

2º Rúben Amorim

Seria sempre difícil superar o registo de 20/21, mas a verdade é que Rúben Amorim não ficou assim tão longe. Depois dos 1314 pontos em meia época em 19/20 e dos 3180 da primeira temporada completa, o treinador do Sporting fechou 21/22 com 2466 pontos que lhe deram, pelo terceiro ano consecutivo, direito a terminar entre os dois melhores treinadores da temporada na Primeira Liga.

A época 21/22 trouxe mais dois títulos (Supertaça e Taça da Liga) e a confirmação de que Rúben é muito mais do que um “one hit wonder”. A campanha europeia teve momentos de brilhantismo, com a passagem aos “oitavos” da Champions num grupo que tinha o Borussia Dortmund.

A vitória (1-3) na Luz em Dezembro teve a melhor pontuação positiva, enquanto a derrota (3-2) nos Açores, frente ao Santa Clara, valeu a pior pontuação individual da temporada.

1º Sérgio Conceição

Como já foi revelado na introdução, Sérgio Conceição foi o melhor treinador da época 2021/2022. Nenhum outro superou tanto e tantas vezes as probabilidades de vitória atribuídas à sua equipa em cada jogo e as duas medalhas que adicionou à sua vitrine no final da época comprovam o sucesso da temporada.

O Porto fez a “dobradinha” e, apesar da campanha europeia não ter tido o sucesso de outras recentes, os pontos acumulados internamente foram suficientes para Sérgio Conceição ser o oitavo destinatário do nosso galardão.

A vitória (1-2) em Alvalade para a Taça de Portugal acabou por ser emblemática e decisiva. De acordo com as odds, foi esse o resultado mais difícil atingido pelo Porto de Conceição, num jogo em que o triunfo tinha odd média de 3.12.

Curiosamente, a maior surpresa pela negativa foi também uma derrota (3-1) nos Açores. Até nisso fica reflectido o pouco que separou Sérgio Conceição e Rúben Amorim, mas a vantagem final caiu mesmo para o lado “azul-e-branco”.

Parabéns, Sérgio Conceição!
Na próxima página: os melhores da Liga 2 Sabseg, os pódios e o quadro de honra.

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