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O Sporting venceu o Santa Clara, nos Açores, por 2-1, ultrapassou outro dos candidatos ao título (Benfica) e ascendeu ao segundo lugar da Liga, à condição. A formação de Alvalade esteve a perder, mercê de um golo sofrido no primeiro tempo, mas surgiu na segunda parte completamente transfigurada, com domínio, remates, intensidade e golos. Bastaram dois para dar a volta a uma turma da casa que apenas nos últimos instantes ameaçou a baliza de Renan Ribeiro.

Resumo💻

O Jogo explicado em Números 📊

  • Primeiro quarto-de-hora algo confuso, com o Sporting, em 4-4-2, a assumir o domínio das operações (57% de posse de bola) e a registar o único remate do encontro – um potente disparo de Bruno Fernandes de fora da área para grande defesa de Marco Pereira. O médio leonino, aliás, estava a beneficiar de muito espaço no meio-campo ofensivo.
  • Muita luta pela posse de bola e algumas entradas ríspidas marcaram o jogo na fase até aos 30 minutos, com Rodrigo Battaglia a sair lesionado aos 28, no joelho direito, quando registava o melhor rating leonino. Nesta altura apenas se registavam três remates, dois para os “leões”, e apenas um enquadrado – os expected goals (xG) das duas equipas nesta altura eram de… 0,0.

  • Porém, a contrariar o marasmo ofensivo, o Santa Clara marcou, aos 32 minutos. Osamah Rashid com um passe por alto isolou Zé Manuel e este, perante Renan Ribeiro, não desperdiçou. Um tento ao segundo remate dos açorianos, numa altura em que os da casa registavam 42% de posse de bola.
  • Apenas aos 42 minutos a bola regou em condições a Bas Dost na grande área, na sequência de um canto da direita, e o holandês aproveitou para realizar o seu primeiro remate da partida, de cabeça, com a bola a sair perto do poste. Os “leões” reagiram ao golo sofrido e, perto do intervalo, aumentaram a posse de bola para cerca de 63%, e cinco remates, dois enquadrados. Mas tirando o lance de Dost, sem grande perigo.
  • Intervalo Jogo pobre nos Açores, com a equipa da casa a chegar ao descanso em vantagem pelo facto de ter aproveitado a sua única verdadeira ocasião de golo, contra um “leão” que podia ter marcado por Bas Dost, mas mostrou poucas ideias e dinamismo nos entendimentos ofensivos. O Sporting teve mais bola no primeiro tempo, mais qualidade de passe e mais remates, mas não foi acutilante e eficaz o suficiente na frente. Bruno Fernandes era, nesta altura, o melhor sobre o relvado, com um GoalPoint Rating de 6.4 fruto, entre outros pormenores, de dois remates, um passe para finalização, seis recuperações de posse, sete acções defensivas e o máximo de acções com bola do encontro, 47.

  • O segundo tempo arrancou com o Sporting a pressionar bastante à procura do golo, com 72% de posse nos primeiros 15 minutos. E aos 62 chegou mesmo ao golo. O árbitro assinalou falta sobre Bas Dost na grande área e o ponta-de-lança leonino não desperdiçou o castigo máximo, ao 11º remate, quarto enquadrado. Na sequência do lance, e por protestos, Patrick Vieira viu vermelho directo.
  • O Santa Clara estava praticamente desaparecido do jogo. Por volta dos 70 minutos registava apenas três acções com bola na grande área leonina, apenas uma na segunda parte, e o único remate enquadrado acontecera aos 32 minutos, o tal que deu o golo. Muito pouco.
  • Não espantou, portanto, que o Sporting chegasse ao 2-1. Aos 75 minutos, acorreu a um cruzamento de Jovane Cabral da esquerda e, ao segundo poste, Marcos Acuña cabeceou com sucesso. Nesta altura os “leões” registavam incríveis 78% de posse de bola no segundo tempo.

  • O jogo estava nas mãos do Sporting, dominado e controlado, com muita bola e dez remates no segundo tempo por volta dos 85 minutos, quatro deles enquadrados. Destaque para a grande quantidade de cruzamentos de bola corrida por parte dos “leões”, com a presença de Bas Dost na área “puxar” por estes lances. O Santa clara, por seu turno, só reagiu nos últimos instantes, mas sem a melhor pontaria no momento do remate.

O Homem do Jogo 👑

Este foi um jogo de muita luta e, quando é assim, Marcos Acuña dá sempre a cara. E foi o que o argentino fez nos Açores, sendo o melhor em campo numa partida muita disputada, de grande intensidade no segundo tempo e duelos individuais em todo o relvado. Este domingo a médio-esquerdo, com Lumor nas costas, Acuña fez um golo, precisamente o 2-1, que deu o triunfo ao “leão”. O seu GoalPoint Rating de 8.1, contudo, reflecte outros detalhes positivos do seu jogo, como os cinco remates (máximo do jogo), três deles enquadrados, duas ocasiões flagrantes criadas em três passes para finalização e sete cruzamentos, três deles eficazes.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Osama Rashid 7.4 – Excelente jogo do médio iraquiano, o melhor em campo do lado do Santa Clara, segundo melhor na partida com base no nosso rating. Autêntico “patrão” dos açorianos, Rashid fez a assistência para o tento de Zé Manuel e terminou com três passes para finalização, quatro dribles eficazes (em quatro tentativas) e outros tantos desarmes.
  • Bruno Fernandes 7.4 – O melhor da primeira parte, em especial pelo que trabalhou para o colectivo, o médio terminou com números de “todo-o-terreno”. Três remates, três passes para finalização, 92 acções com bola (máximo do jogo), dez recuperações de posse e dez acções defensivas mostram bem a entrega do internacional luso.
  • Bas Dost 6.8 – O holandês está de volta à titularidade em jogos na Liga e, após um primeiro tempo discreto, acabou por ser fundamental para os três pontos leoninos. O ponta-de-lança sofreu a falta que deu grande penalidade e que o próprio converteu no empate, somando três remates e quatro duelos aéreos ofensivos ganhos em seis.
  • Marco Pereira 6.4 – O guarda-redes do Santa Clara bem remou contra a maré, mas não conseguiu evitar a derrota da sua equipa. No total somou cinco defesas, uma delas a remate na sua área e uma outra a um disparo a um dos ângulos superiores da sua baliza.
  • Jovane Cabral 6.0 – O extremo entrou para o lugar do inconsequente Diaby e agitou o jogo, dando-lhe intensidade. Dos seus pés saiu a assistência para o 2-1, de Acuña, tendo somado ainda três passes para finalização e realizado sete recuperações de posse.

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