Scouting: Dez promessas mundiais em Sub-17

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SAMUEL CHUKWUEZE (Nigéria)
Extremo-Direito
Sem clube

Chukwueze foi um autêntico diabrete à solta pelo corredor direito da Nigéria, sempre em alta velocidade e com fintas improvisadas que o faziam chegar até à linha de fundo ou mesmo à área adversária. Foi nessas chegadas à área que Samuel conquistou, por exemplo, três penalties para a sua equipa ao longo da competição.

O número 8 nigeriano é um extremo que também percebe o jogo colectivo, tentando sempre que possível fazer passes de ruptura para os colegas e terminou o torneio com uma média 2,4 oportunidades de golo criadas por jogo. Rapidez, inteligência ofensiva, visão de jogo e uma qualidade técnica com bola tremenda, são estes os adjectivos que melhor descrevem Samuel Chukwueze, a “bala” nigeriana.

 

PERVIS ESTUPIÑAM (Equador)
Lateral-Esquerdo
LDU Quito

Aos 16 anos já era titular do seu clube na Liga equatoriana, e por isso mesmo já deve fazer parte de muitas “shortlists” por essa Europa fora. Neste mundial só veio confirmar as suspeitas, revelando-se um lateral todo-o-terreno, com tudo para dar cartas muito brevemente na Europa. Dono e senhor de todas as bolas paradas da sua equipa, Estupiñán marcou dois golos de grande penalidade (um deles à Panenka) e muitos livres cobrou, quase sempre com qualidade técnica. Mas as qualidades de Pervis não se esgotam aqui, e se a defender é muito eficaz na antecipação, a atacar impressiona a sua qualidade de drible, invulgar para um lateral. Temos jogador, resta saber quando embarca e para que destino.

 

VITALY JANELT (Alemanha)
Médio-Defensivo
Red Bull Leipzig

Dois golos em três jogos para um médio-defensivo não são um mau cartão-de-visita. Janelt é um centro-campista esquerdino que joga sempre de cabeça levantada e que possui uma muito boa chegada à área contrária, onde gosta de tirar partido do seu preciso remate de canhota.

Mas apesar da classe que transporta nos pés, Janelt não se coíbe de trabalhar e é um exímio desarmador, tendo terminado o torneio com o impressionante número de 4,2 roubos de bola por jogo. Nenhum outro médio conseguiu tantos.

 

DYLAN ANDRADE (Honduras)
Defesa-Central
Platense FC

Dylan Andrade

As Honduras estavam num “grupo da morte”, com Mali, Bélgica e Equador, portanto os seus defesas estavam condenados a dar nas vistas. Mas se alguns deram pelas piores razões, o capitão Dylan Andrade impressionou e de que maneira por bons motivos.

Não sendo muito alto, Dylan destaca-se sobretudo pela velocidade e capacidade de antecipação, e terminou mesmo o torneio como o jogador com mais passes interceptados por jogo, oito. Mas se a ler o jogo é irrepreensível, também na marcação Dylan Andrade deu nas vistas, desarmando constantemente os bons avançados que teve pela frente com uma impressionante eficácia de 93% de tentativas de desarme certas. Faz lembrar Gary Medel em muitas das suas acções e seria uma excelente opção para entrar já numa das nossas equipas B.

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