A deslocação do Benfica a Vila do Conde não lhe correu bem. O campeão nacional perdeu dois pontos que estiveram perto de ser três, mas, acima de tudo, fez uma das exibições colectivas mais pobres de que há memória nos tempos recentes.

Se é certo que, no futebol, muitas vezes é o colectivo que enaltece o individual, diga-se que é recorrendo à qualidade individual dos seus jogadores que o Benfica resolve grande parte dos seus jogos. Com Pizzi algo apagado este sábado, sobravam Jonas (que conquistando o penálti que posteriormente marcou, fez a parte dele) e Seferovic, de entre o trio que tem estado em destaque neste início de época. No entanto, os números do suíço em Vila do Conde entram para a história… pela negativa.

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Mínimo de 45 minutos jogados ao serviço de um dos “três grandes” desde 2014/2015

 

Seferovic jogou os 90 minutos, esteve pouco em jogo, e nas 23 vezes que teve a posse da bola, desperdiçou 15 delas. Este registo equivale a 65% de perdas de posse, algo nunca atingido por um jogador dos “três grandes” desde que há dados Opta para a Liga NOS. Só Ola John, num jogo de grau de dificuldade bem maior (contra o Sporting, em Alvalade) conseguiu um registo parecido.

A acrescentar a este número, desastroso por si só, refira-se que o “número 14” foi ainda apanhado quatro vezes em posição de fora-de-jogo e não ganhou nenhum dos sete duelos que disputou.

O verdadeiro Seferovic estará provavelmente entre o de Vila do Conde e o das primeiras jornadas, mas recorde-se que o suíço já trazia da Alemanha alguns indicadores preocupantes.