O SL Benfica somou a quinta vitória consecutiva na Liga NOS, num animado jogo realizado no Estádio do Bonfim. O 4-2 final frente ao V. Setúbal reflecte com fidelidade o que se passou em campo, pelo desempenho das duas equipas, mas também pela emoção e oportunidades criadas ao longo do jogo.

Os seis golos são fruto de um total de 39 remates realizados em conjunto pelas duas formações, 14 deles enquadrados com as balizas. E no fim venceu a equipa que, no cômputo geral, dominou e criou mais ocasiões de golo, e também a que teve o melhor em campo (Jonas) – um nome já habitual nestas andanças. Agora, para os “encarnados”, é esperar para ver o que fazem Sporting e FC Porto, este domingo.

Liga NOS 2015/16 - J13 - Setúbal vs Benfica - MoM - Ratings
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

O maior domínio do Benfica nas contas finais teve como base a exibição dos comandados de Rui Vitória nos primeiros 45 minutos. Perante um V. Setúbal que tentou, mas raramente saiu da zona frontal à sua grande área, as “águias” empurraram o adversário através do bom posicionamento dos seus elementos, o que lhe permitiu ganhar inúmeras segundas bolas. O aglomerado de sadinos na defesa complicou a tarefa benfiquista de marcar e foi preciso uma má intervenção do guarda-redes Ricardo (35′) para Pizzi inaugurar o marcador. Logo a seguir, Jonas (39′) fez um dos mais fáceis golos ao serviço do Benfica e o jogo chegou ao descanso com 2-0 para os visitantes, que dominavam com 63% de posse de bola, 16 remates e 56,6% de duelos ganhos.

No segundo tempo o V. Setúbal reagiu, conseguiu aumentar a posse de bola para um total de 42% e rematou mais que o Benfica (11 contra 7 – 5 enquadrados para 4). Foi aqui que residiu o melhor rendimento dos da casa – o que lhe permitiu marcar por duas vezes e criar vários lances de perigo. Insuficiente, porém, para fazer perigar o triunfo “encarnado”. Vasco Costa (59′) reduziu, Ricardo (79′) fez autogolo após remate de Mitroglou, com Suk (88′) a fixar o resultado em 4-2 e assim permanecer no encalço de Jonas na tabela de melhores marcadores da prova.

O suspeito do costume

Num jogo do Benfica, perguntar quem foi o homem do jogo começa a ter uma resposta previsível. Mais uma vez, e com base no GoalPoint Ratings, Jonas foi o melhor, com 7.8. O brasileiro não só marcou um golo como fez cinco remates, três deles enquadrados, uma assistência e três passes para ocasião. E saiu aos 70 minutos. Destaque, também nas “águias”, para o autor do primeiro golo, Pizzi, que somou 7.3 no GoalPoint Ratings e esteve um nível acima dos demais. O internacional português esteve incansável a atacar (3 remates, 3 passes para ocasião), a distribuir (62 entregas, 80,6% de eficácia) e a defender (5 desarmes, 7 recuperações, 2 alívios).

No Vitória, Vasco Costa – 6.8 no GoalPoint Ratings – entrou ao intervalo para revolucionar o futebol sadino. O avançado fez um golo em três remates, arrancou uma assistência e ainda três passes para ocasião. E depois há Suk Hyun-jun. O coreano marcou, precisou de seis remates (3 enquadrados) para o conseguir, e só não termina com uma pontuação mais elevada porque em 23 duelos individuais apenas conseguiu levar a melhor em seis.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

> NA PRÓXIMA PÁGINA: O JOGO COMO O VIMOS