O FC Porto foi a Setúbal fazer o que já é tradição: vencer. A margem foi curta e o jogo longe de ser muito interessante, com o relvado a não permitir outras fantasias pelo que se destaca sobretudo o domínio tranquilo que os “dragões” mantiveram sobre o adversário durante quase toda a partida, perante um Vitória longe do fulgor da primeira volta.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 26 - Setúbal vs Porto
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Os “azuis-e-brancos” entraram a fazer o que raramente deixariam de fazer neste encontro: dominar. Com 10 minutos decorridos a posse era 80% do FC Porto e aos 30 a equipa da casa ainda só acertava… 34 passes. Os vitorianos estão claramente longe da forma evidenciada na primeira metade da prova e seria com naturalidade que os visitantes chegariam ao golo, através o “reforço” Sérgio Oliveira, que vai aproveitando da melhor forma as oportunidades tardias que vai tendo na época em curso, oferecidas por José Peseiro. O marcador não mais seria alterado, mesmo com os Vitorianos a recuperarem um pouco da iniciativa no segundo tempo, ainda assim não levando Casillas a somar mais do que duas defesas, apesar das 13 tentativas. Vitória tranquila dos “dragões”, que apenas foram obrigados a fazer o suficiente para atingir o objectivo: não fugir o “dueto” da frente.

Robocop do Sado

A chegada de José Peseiro ao FC Porto trouxe oportunidades a jogadores que pareciam “encostados” no Dragão. Sérgio Oliveira é um deles e hoje o médio foi não só fundamental pelo golo como também liderou em passes para ocasião, a par de Maxi Pereira (quatro cada um). Nem um nem outro tiveram sorte (assistência), mas o médio português somou ainda quatro remates, assumindo-se também como o segundo portista mais rematador, logo atrás de Brahimi, que apesar de manter a habitual iniciativa não vai patenteando a influência de outros tempos.

Mas o melhor em campo GoalPoint Ratings foi outro, e por uma décima. Miguel Lourenço travou quase todo o jogo portista que lhe passou à frente, somando um total generoso de acções defensivas e tivessem os colegas acompanhado (para lá de William Alves, que sozinho interceptou cinco passes) e o jogo talvez tivesse terminado… empatado já que na frente ninguém soube replicar a produção elevada do central vitoriano.

 

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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