O Sporting CP esteve à beira de perder terreno para o FC Porto, mas fez questão de guardar para o minuto 86 – tal como os “dragões” haviam feito frente ao SL Benfica, no domingo – para bater o CD Nacional por 1-0, golo de Fredy Montero.

Liga NOS 2015/16: Sporting CP vs CD Nacional, Jornada 5 - Onzes
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Jorge Jesus regressou ao seu figurino preferido deste início de temporada, apesar de nem sempre consensual, mas ainda sem a sua “jóia da coroa”. André Carrillo continua fora das opções do Sporting, devido ao diferendo relativo à renovação de contrato, e o treinador leonino não tem hesitado em apostar em Gelson Martins do lado direito do ataque. Bryan Ruiz voltou ao flanco esquerdo, onde nem sempre tem sido feliz, e Teo Gutiérrez à frente de ataque, onde não tem tido propriamente exibições de gala. Ricardo Esgaio continua a ser opção a lateral-direito.

O Nacional reforçou o “miolo”, mas a verdade é que quase nunca conseguiu fazer valer a superioridade numérica naquela zona. A turma leonina lidou com essa estratégia através da grande mobilidade de Adrien Silva e João Mário no meio e à velocidade na circulação de bola durante a construção de jogo.

DOMÍNIO ESTÉRIL

O Sporting foi dono e senhor do primeiro tempo. O Nacional quase nunca conseguiu travar o meio-campo leonino, apesar de ter terminado a etapa inicial com 50,8% de duelos ganhos, mas esses aconteceram na sua maioria no seu sector mais recuado, esse sim capaz de anular as tentativas de golo dos atacantes leoninos. Até à zona de decisão o Sporting esteve sempre superior, muito seguro no passe e com boas desmarcações de Islam Slimani, mas o último passe raramente saía com qualidade e, quando aconteceu, Gelson teve duas excelentes perdidas – uma vez escorregou, isolado, outra atirou cruzado ao lado.

Liga NOS 2015/16: Sporting CP vs CD Nacional, Jornada 5 - 1º Tempo
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Já nesta altura Adrien Silva se estava a destacar com as suas movimentações a meio-campo e combinações com João Mário e a superioridade leonina assentava precisamente aí, na qualidade de trabalho e construção e passe. Faltou melhor decisão na última etapa de construção e as coisas não melhoraram com a expulsão de Nuno Sequeira aos 32 minutos. Apenas territorialmente os “leões” beneficiaram com essa situação – 73,9% de posse, sete remates, mas apenas um enquadrado (a eficácia de remate foi um problema do Sporting neste jogo).