Sporting 19/20 | Raio-X ao “leão” ⚽

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Não é fácil realizar a tipologia de uma equipa que leva quatro treinadores na época em curso. Mas, por outro lado, falamos do Sporting, um clube que leva 58 alterações de treinador desde o 25 de Abril de 1974, ou seja, habituado à mudança como regra.

Centrando a nossa atenção na Liga, e já após levarmos “dragão” e “águia” ao raio-x, encaminhamos agora para o gabinete um Sporting cuja liderança técnica se repartiu pelos seguintes protagonistas:

TreinadorJogosVitórias (%)PPJ*
Marcel Keizer42 (50%)1,75
Leonel Pontes20 (0%)0,5
Silas1710 (58,8%)1,82
Rúben Amorim11 (100%)3,0

PPJ – Média de pontos somados por jogo

Pelos números acima apresentados, resulta claro que o período de liderança de Silas é o mais determinante, na definição dos números que iremos conferir em seguida. Avancemos então para o raio-x colectivo da formação de Alvalade.

A radiografia ao “leão”

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O sumário estatístico leonino é um fiel espelho da época irregular protagonizada até agora, com poucos rankings comparados dignos de registo. O Sporting apenas faz jus ao seu estatuto em dois dos 12 rankings apresentados, em particular na circulação progressiva (segunda melhor equipa da Liga) e na quantidade de bolas que coloca, com eficácia, no último terço do campo (igualmente o segundo melhor desempenho). Tudo o resto são registos aquém do esperado num candidato ao título.

Os “leões” somam 37 golos, um valor coincidente com aqueles que justificaram estatisticamente nas contas dos expected goals (xG) – diferença de 0,7. Já no que toca aos golos sofridos, a concordância é ainda maior, mas nem por isso positiva: os 26 golos sofridos são muitos para um candidato, mas ficam apenas a meros 0,3 dos tentos que os “verde-e-brancos” deviam ter encaixado, segundo os xG calculados. O fraco desempenho defensivo não surpreende, se tivermos em conta que a turma agora liderada por Rúben Amorim surge apenas no sexto lugar em remates permitidos à sua baliza, em oitavo na circulação progressiva permitida aos adversários e no décimo posto no que concerne a remates enquadrados à sua baliza travados pelos seus guardiões.

No plano ofensivo o registo é, no máximo, mediano. Os “leões” concretizam apenas 10% dos cerca de 15 remates que fazem por jogo, o nono melhor registo da Liga. Contas somadas, é caso para encarar o actual quarto lugar ocupado pelos “leões” como justo, face ao futebol produzido, sendo que existem outros analytics, já aqui publicados, que confirmam como muito improvável a ambição leonina de ainda terminar a Liga no terceiro posto.

As figuras que ficam… depois de Bruno

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A grande figura leonina nesta Liga foi, e ainda é, Bruno Fernandes. O médio já não entra para as contas deste raio-x, mas ainda assim vale a pena recordar a sua influência, de modo a perceber o tamanho da peça do puzzle perdida pelo “leão”, em Janeiro. Dos seus números sobressai o facto de ainda reclamar, ao dia de hoje, influência directa ou indirecta em 41% dos golos do Sporting na Liga em curso.

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Com a partida de Bruno Fernandes, as atenções (e os ratings) recaíram num dos argentinos “verde-e-brancos”. Luciano Vietto protagonizou um arranque algo titubeante ao serviço dos “leões” – condizente aliás com as suas épocas recentes -, mas a verdade é que se foi assumindo, progressivamente, como o segundo elemento mais produtivo do plantel, sendo neste momento o “leão” com mais acções para golo (quatro golos e outras tantas assistências).

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Entre as escolhas leoninas mais habituais apenas dois jogadores de campo apresentam um rating superior a 6.0, ambos sul-americanos, tal como Vietto. O primeiro é Marcos Acuña, o patrão do flanco esquerdo, seja a lateral ou a médio mais ofensivo. O argentino conta apenas com três acções para golo, mas não deixa de ser dos elementos mais produtivos da equipa.

O outro é daqueles jogadores que divide os adeptos: Sebastián Coates. O central uruguaio viveu um início de época desastroso, com diversos erros com influência directa nos resultados menos conseguidos, mas a verdade é que o seu desempenho é muito superior aos créditos que lhe são atribuídos (central com números vistosos, é ainda um dos melhores marcadores da equipa), falhando aliás por centésimas uma presença no “onze” ideal GoalPoint Ratings da Liga em curso.

Por fim uma palavra para mais um sul-americano, o “olímpico” Wendel, que por centésimas não integra este lote de (poucos) jogadores com desempenhos acima da média, embora tenha fechado com “chave de ouro” (e recordes) a sua prestação na Liga 19/20 “pré-COVID”. O brasileiro é, aliás, o único destaque, ainda que ténue, numa área do campo onde o Sporting concentra boa parte da sua fragilidade, com consequências ofensivas e defensivas.

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Conseguirá Rúben Amorim encetar, nas últimas dez jornadas em aberto, o mesmo efeito positivo que incutiu nos “guerreiros”, com influência visível nos indicadores aqui partilhados? Aguardemos primeiro pela certeza de que voltaremos ainda a ver futebol de Liga NOS.

Como tem sido habitual nestes raios-X, terminamos com as fichas de desempenho dos restantes elementos destacados.

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