Sporting 3 – Estoril 0: Três “tiros” na pressão

O Sporting venceu o Estoril de forma surpreendentemente calma face ao histórico existente e ao conturbado interregno da Liga que viveu recentemente.

Clique na infografia para ler em detalhe (infografia: GoalPoint)
Clique na infografia para ler em detalhe (infografia: GoalPoint)

O Sporting defrontou o Estoril com a História e o momento a pesar sobre as costas do “leão”. A História definia o Estoril como um adversário tradicionalmente difícil, sobretudo sob o comando do agora treinador leonino, que havia vencido em Alvalade no fecho da época 2013/14. O momento esse apresentava as questões internas dos “verde-e-brancos” e os dez pontos de distância face como factores que podiam “enervar” o Sporting. Nada disso se confirmou, em campo, a partir do momento em que se ouviu o apito de Soares Dias.

Eficácia versus “apagão”

Sem realizar um dos seus melhores jogos, o Sporting fez, apesar de tudo, uma partida mais tranquila do que seria de esperar fruto das circunstâncias. Para isso muito contribuiu, na primeira parte, o acerto defensivo leonino e o surpreendente “apagão” ofensivo estorilista (apenas dois remates, nenhum deles enquadrados). Se os “leões” não conseguiram uma primeira parte particularmente rematadora (cinco, apenas dois enquadrados), seriam, porém, eficazes e até “artísticos” por intermédio de Adrien Silva que, aos 20 minutos, marcaria um golo de belo efeito conferindo ainda maior tranquilidade ao conjunto de Marco Silva.

Goleada calma

O segundo tempo traria um Estoril mais voluntarioso (seis remates) mas pouco feliz ofensiva e defensivamente, com excepção do guarda-redes Kieszek (três defesas), que evitou um resultado ainda mais pesado para os estorilistas. Já os “leões”, após 25 minutos de calmaria, conseguiriam 20 minutos finais mais próximos do fulgor ofensivo que os caracterizou até agora na Liga, fechando o segundo tempo com cinco remates, quatro deles enquadrados com a baliza, dois deles resultando em golo, primeiro por Slimani (57 minutos, assistência de Jefferson), e depois por Adrien Silva (85 minutos), na sequência de uma grande penalidade cometida sobre André Carrillo.

Os números da partida (vide infografia) acabam por sugerir algum equilíbrio que não se verificou nos indicadores fundamentais do encontro: apesar de os “leões” não terem acossado a área adversária com a determinação de outros encontros, alguns dos quais com resultados caseiros menos positivos, a verdade é que o Estoril nunca soube complementar o equilíbrio que soube manter até aos 75 minutos com uma verdadeira ameaça aos “verde-e-brancos”, enquanto estes mostraram-se tremendamente eficazes (60% de remates enquadrados e 30% de aproveitamento) nas opções ofensivas que tomaram, determinando assim um resultado pesado mas justo a favor do Sporting.

Adrien de regresso

A “quebra” que Adrien vinha registando nos últimos jogos de 2014 parece ser coisa do passado. Para lá dos dois golos marcados o médio leonino realizou 53 passes com 85% de eficácia, revelando-se também particularmente activo no plano defensivo, com seis passes interceptados e seis entradas realizadas. Os próximos jogos servirão de barómetro de confirmação do regresso de Adrien ao seu melhor.