Sporting 3 – Maribor 1: Um Nani de fazer corar Van Gaal

Nani foi mais uma vez o maestro de uma orquestra que teima em mostrar a sua maior afinação na Liga dos Campeões.

Nani fez provavelmente o seu melhor jogo desde que regressou aos "leões" (foto: J.Trindade infografia: GoalPoint)
Nani fez provavelmente o seu melhor jogo desde que regressou aos “leões” (foto: J.Trindade infografia: GoalPoint)

Os “leões” partiam para o confronto com os eslovenos do Maribor sabendo que apenas a vitória interessava perante o objectivo europeu de duas faces possíveis: continuar a sonhar na Liga dos Campeões ou “migrar” o sonho para a Liga Europa. Não admira por isso que, recorrendo ao “onze” habitual tendo como única surpresa a presença de Carlos Mané no lugar de Carillo, o Sporting atacasse com determinação a baliza adversária desde o primeiro minuto.

Ascendente total… mas vantagem magra

E seria precisamente Carlos Mané (um remate, um passe para ocasião durante os 67 minutos que esteve em campo) a desbloquear bem cedo (dez minutos) o marcador, encostando a passe de Jefferson e permitindo ao Sporting enfrentar os primeiros 45 minutos com uma tranquilidade que apenas os instantes finais do primeiro tempo colocariam em causa, com um autogolo de Jefferson, que surgia assim no melhor e pior momento dos “leões” no primeiro capítulo desta partida no único lance de perigo criado pelos eslovenos. Pelo caminho Nani acrescentaria a mais uma exibição afirmativa (sete remates, sete passes para ocasião, uma assistência e um golo) a execução do golo da noite (35 minutos), confirmando o papel de “galáctico” da turma leonina.

Os “verde-e-brancos” terminavam a primeira parte vencendo pela margem mínima apesar do claro ascendente ofensivo (nove remates contra um, 66% duelos ganhos contra 34%), confirmando mais uma vez a fragilidade defensiva que tem caracterizado a época dos “leões”.

Clique na infografia para ler em detalhe (infografia: GoalPoint)
Clique na infografia para ler em detalhe (infografia: GoalPoint)

A luz trouxe a tranquilidade (e o desperdício)

A longa espera pelo início da segunda parte (motivada pela ocorrência de problemas técnicos com a iluminação) aumentou certamente a ansiedade dos adeptos, a qual não terá sido atenuada por uma entrada em jogo do Maribor a mostrar vontade em discutir os preciosos pontos (e prémio UEFA) em disputa. O alerta “amarelo” dos eslovenos seria efémero, pois o Sporting foi retomando o controlo da partida com o terceiro golo, da autoria de Islam Slimani, a sentenciar a partida.

Até final o Sporting iria dispor de inúmeras jogadas de perigo (no total os “leões” fizeram 15 remates dentro da área adversária), com Nani sempre no comando das operações, mas a sorte, o acerto e Handanovic (seis defesas efectuadas) nada quiseram com um eventual resultado mais volumoso a favor dos “leões”. O Sporting terminaria a partida com 23 remates (nove deles enquadrados) contra apenas quatro dos eslovenos, transportando para Londres (com os ouvidos postos em Maribor) o sonho da continuidade na Champions mas garantido desde já, no mínimo, o acesso à Liga Europa.