Sporting 3 – V. Setúbal 0: Domínio total do “leão”

Equipa da casa entrou com um sistema alternativo e determinados em marcar cedo, mas foi na segunda parte que resolveu a partida.

O argelino Slimani abriu e fechou o marcador a favor dos "leões"
O argelino Slimani abriu e fechou o marcador a favor dos “leões”

Marco Silva apresentou uma novidade este sábado, ao alinhar de início com Montero e Slimani, com o avançado colombiano a assumir o papel de avançado mais recuado, aproveitando os espaços que o argelino lhe concedia.

Domingos Paciência voltou a Alvalade mas desta vez como técnico do Vitória de Setúbal. Os sadinos entraram em 4x3x3 na tentativa de surpreender o Sporting com um ataque móvel e veloz.

Os “leões” não permitiram ao Vitória qualquer tipo de iniciativa ofensiva, impondo desde cedo o ritmo de jogo e uma intensidade elevada. Logo nos primeiros minutos, o Sporting fixou-se no meio-campo adversário, pressionando o Vitória.

Sentido único

A formação sadina tentou fechar o lado esquerdo do Sporting com Advincula e Pedro Queirós na marcação a Jefferson e Nani, respectivamente, deixando o lado direito do ataque do Sporting com espaço para criar e desequilibrar. As movimentações de Cédric, Mané ou Nani e Montero baralharam as contas ao Vitória, que foi incapaz de arranjar uma estratégia para os travar.

Montero tinha liberdade para baixar no terreno e lançar o ataque pelo corredor direito, aparecendo depois em zonas de finalização, junto de Slimani. Assim, 38% dos ataques leoninos ocorreram pelo corredor direito, contra 32% no esquerdo e 30% no corredor central.

O Vitória só por uma ocasião conseguiu sair em transição rápida, mas sem sucesso. Perante o controlo de jogo do Sporting, Domingos decidiu tirar João Schmidt aos 28 minutos e fazer entrar Ericson, médio de cariz mais defensivo, com o intuito de travar as investidas dos “leões” e diminuir o ritmo de jogo.

Apesar do domínio no primeiro tempo e com lances nítidos de golo, o jogo foi para o intervalo com um nulo. O Sporting teve 64% de posse de bola, 77,8% de eficácia de passes de um total de 207 e 60% de duelos ganhos.

Clique na infografia para ler em detalhe (foto: J. Trindade infografia: GoalPoint)
Clique na infografia para ler em detalhe (foto: J. Trindade infografia: GoalPoint)

Goleadores

Na segunda parte o Sporting conseguiu concretizar as oportunidades que desperdiçou no primeiro tempo.

A equipa baixou a produção e a intensidade de jogo mas com as entradas de João Mário e Carrillo para os lugares de Adrien e Carlos Mané, aos 61 minutos, a equipa despertou de forma quase automática e, no minuto seguinte, Slimani apontou o primeiro golo da partida e o quinto no campeonato, na sequência de um cruzamento largo de Jefferson.

Ainda alguns espectadores se voltavam a sentar e já Montero ampliava a vantagem. O Sporting pressionou o Vitória logo na saída de bola e o “10” do Sporting arriscou o remate fora da área para fazer o 2-0 aos 63 minutos, decidindo a partida.

O Vitória ainda tentou entrar na disputa do resultado e abanar a equipa com as entradas de Lupeta e Pelkas, aos 70 minutos, saindo Manú e Pedro Queirós. As alterações não surtiram efeito e foi mesmo o Sporting que chegou ao golo.

Capel entrou aos 75 minutos e esteve nos pés o 3-0. O extremo espanhol não conseguiu concretizar com sucesso, mantendo o 2-0 no resultado. O golo acabaria por surgir aos 93 minutos com Slimani outra vez como protagonista. O argelino estabeleceu o resultado final em 3-0 com um golo de cabeça, aumentando para seis o número de tentos na Liga. O “9” leonino rematou por sete vezes durante os 90 minutos, com quatro a encontrarem o caminho da baliza.

Em pouco menos de 30 minutos, João Mário demonstrou a sua importância no modelo de jogo do Sporting. O jovem médio fez 29 passes e apresentou uma eficácia de 89,7% contra 27 e 92,6% de Adrien. Com os “leões” instalados no meio-campo do Vitória, foi mesmo João Mário o jogador com maior capacidade de acerto, pois 87,5% dos 16 passes no meio-campo adversário tiveram o destino desejado.

William Carvalho também foi uma das figuras do jogo pela capacidade de acerto e número de passes feitos. No total, 82 entregas, com 82,9% de eficácia.

Do lado do Vitória, Paulo Tavares, com 82,8% de 29 passes certos, esteve em destaque, mas foi no momento defensivo que a equipa mais teve de intervir, com Ricardo Batista a ser considerado o melhor jogador dos sadinos com quatro alívios, 16 bolas ganhas e oito defesas.

Números que demonstram o poder ofensivo do Sporting e a falta de capacidade do Vitória para travar a estratégia adoptada por Marco Silva. Os “leões” terminaram o jogo com 66% de posse de bola, 80% de eficácia de passe e 59% duelos ganhos. O Vitória somou 70% de eficácia de passes e ganhou 41% dos duelos disputados. Os 19 passes para ocasião do Sporting contra três da equipa comandada por Domingos Paciência reflectem o domínio dos “leões” durante toda a partida.

Com esta vitória, o Sporting ascende ao sexto lugar, somando agora 20 pontos. O Vitória de Setúbal permanece no 11º posto com 11 pontos.