Sporting 4 – Schalke 2: “Leão” a todo o gás relança discussão

"Leões" ajustam contas de Genselkirchen, relançam a luta pelo apuramento e afastam a momentânea crise do último fim de semana.

Nani foi novamente figura em destaque em Alvalade (foto: J. Trindade infografia: GoalPoint)
Nani foi novamente figura em destaque em Alvalade (foto: J. Trindade infografia: GoalPoint)

Havia certamente muito em jogo no momento em que os “leões” entraram em campo. A situação na Liga dos Campeões não era fácil e a última jornada da Liga tinha feito soar o alarme em Alvalade. A isto acrescia um sentimento de injustiça decorrente do último jogo com os germânicos. Nada disto pareceu afectar o Sporting, que regressou aos bons indicadores que têm caracterizado a maioria das suas exibições nesta época.

Nani, Jefferson e William no comando das operações

Os “leões” entraram bem, dominaram a partida e nem um autogolo de Slimani aos 17 minutos, quando os germânicos pouco ou nada haviam feito no plano ofensivo, retirou à equipa lusa a determinação em levar de vencida o adversário. Numa exibição colectiva positiva há, no entanto, lugar para o destaque individual, começando por Nani. O extremo liderou a ofensiva leonina e traduziu essa liderança em produtividade, efectuando três remates, dois deles à baliza e um convertido em golo.

Nani fez ainda três passes para golo, um deles assistindo um remate portentoso de Jefferson, outro dos “leões” merecedores de destaque individual neste regresso à titularidade. O lateral brasileiro mostrou competência não só a atacar mas também ajudando a fechar as portas da baliza de Rui Patrício à ambição germânica. Jefferson foi um dos “verde-e-brancos” que mais passes interceptou (seis) efectuando ainda três entradas com sucesso.

O meio-campo leonino mostrou quase sempre superioridade perante os adversários e William esteve particularmente eficaz ao realizar 66 passes com cerca de 85% de eficácia. O médio-defensivo leonino não se limitou a recuperar posse (fez seis intercepções, tantas quanto Jefferson) como ainda se aventurou no remate, um deles numa situação de perigo que poderia ter contribuído para um resultado mais robusto.

Clique na infografia para ler em detalhe (infografia: GoalPoint)
Clique na infografia para ler em detalhe (infografia: GoalPoint)

Aogo não queria dar o jogo por perdido

Do lado dos alemães eram algumas as ausências de peso, com Draxler à cabeça, e na sua ausência acabou por ser Dennis Aogo uma das principais dores de cabeça para o Sporting: o médio do Schalke fez três passes para golo e marcou o segundo tento germânico, que iria lançar relativa incerteza no desfecho do jogo até Islam Slimani o sentenciar e redimir-se do autogolo com que havia complicado as contas leoninas bem cedo no jogo.

As estatísticas colectivas não oferecem razões de discussão face ao desfecho da partida. Apesar do equilíbrio na posse (52% vs 48% para os “leões”) e no número de passes efectuados (443 vs 416 novamente com vantagem para o Sporting) foram os de Alvalade quem claramente mais fizeram por importunar a baliza adversária, com oito remates enquadrados contra apenas dois dos germânicos, que levam desta partida apenas um ponto positivo: a eficácia demonstrada nos poucos remates efectuados.