O Sporting CP não quis ficar atrás do FC Porto (que ganhou 4-0 ao Belenenses) e goleou na recepção ao V. Guimarães. O 5-1 final é justo e apenas poderá pecar por escasso, naquela que terá sido a melhor exibição leonina da época, num jogo sob o signo do número 3.

Jorge Jesus surpreendeu nesta recepção à equipa de Sérgio Conceição. Em relação ao jogo de quinta-feira com o Besiktas, e perante a “necessidade” de dar minutos a William Carvalho, o treinador leonino apostou em Adrien no meio e João Mário descaído no lado direito. Uma aposta de risco mas que resultou em pleno em praticamente todos os aspectos.

Realce também para os regressos de Jefferson e Ricardo Esgaio para as laterais, e Tobias Figueiredo no eixo defensivo, ao lado de Naldo. Mas o destaque vai mesmo para o lado direito do meio-campo, que ajudou o conjunto da casa a entrar com grande ímpeto e a nunca deixar o Vitória construir jogo. Depois, a esquerda da defesa e a ponta da “lança” leonina fizeram o resto.

ENTRADA DE “LEÃO”

A presença de João Mário na direita, com facilidade e tendência natural para fechar no meio (a dada altura fez lembrar a missão que Ramires teve na sua passagem pelo Benfica e sob ordens de Jesus), e a de William a libertar o “miolo” ajudaram sobremaneira o Sporting a vulgarizar o V. Guimarães no arranque da partida. O 1-0 logo aos 12 minutos, numa cabeçada de Slimani, foi o corolário de um começo de “leão” dos homens da casa, que aos 20 minutos somavam 74,6% de posse e haviam criado inúmeras ocasiões de golo.

O 2-0, de Teo Gutiérrez, surgiu como natural perante o desnorte do Vitória e a pressão intensa da formação leonina, que à meia-hora ultrapassava os 75% de posse e havia marcado os seus golos nos dois únicos remates enquadrados (em sete) até então. O Guimarães chegou ao descanso apenas com 29,1% de posse, três disparos e muita timidez.

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