O grande dérbi do futebol português joga-se este sábado no Estádio José Alvalade. Tal como no ano passado, o Sporting-Benfica de 16/17 é potencialmente decisivo para as contas do título. A grande diferença é que desta feita, o rival directo dos “encarnados” na corrida não é o adversário desta partida.

Os “leões” estão a oito pontos do líder, precisamente o emblema da Luz, mas estão a cinco do FC Porto, segundo classificado e um dos interessados no desfecho desde jogo. Dirá o senso comum que o Benfica entra em campo por cima em termos estatísticos, dada a classificação de ambos. Mas será mesmo assim?

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Antes de partirmos para a análise pré-dérbi, recordemos o que se passou na primeira volta. O Benfica venceu por 2-1, mas foi um Ederson inspirado, em especial na segunda parte, que acabou por segurar a vantagem das “águias”. Um jogo analisado por aqui com o detalhe habitual (link).

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No final desse dérbi da Luz, o Sporting saiu por cima em termos estatísticos, nos remates, na eficácia de passe, na posse de bola e nos passes para finalização. O Benfica terminou com mais golos. Será que este jogo espelha o desempenho as duas equipas na presente temporada?

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O Sporting entra em campo a liderar alguns dos principais indicadores de jogo. Se é verdade que o Benfica remata mais (e com mais pontaria) e constrói mais passes para finalização (com Pizzi em destaque), os comandados de Jorge Jesus têm mais eficácia de concretização (16%) e convertem 67% das ocasiões flagrantes criadas (contra apenas 51% dos benfiquistas). Bas Dost é, sem dúvida, o grande responsável por estes valores.

Em contraponto, o Benfica é a equipa da Liga NOS com mais posse de bola (65% de média, contra 64% do Sporting e 60% do Porto), algo que, tendo em conta os últimos embates entre as duas equipas em Alvalade, não deverá ser a tendência do jogo de sábado. De certa forma o Benfica poderá abrir mão desta sua característica dominadora, e fazer valer uma outra, a da capacidade de travar os remates enquadrados.

É redutor afirmar que a diferença poderá estar nos guarda-redes, porque tudo depende da forma como os remates enquadrados são permitidos, mas é facto que o Benfica é superior neste capítulo, pois apesar de permitir o mesmo número de disparos à sua baliza, em média, que o Sporting – 4,7 por jogo dentro da sua grande área, contra 3,7 dos “leões” -, a verdade é que consegue travar 84% deles, para os 67% do Sporting. Poderá Ederson voltar a brilhar?

Consiga o Sporting manter a sua capacidade concretizadora e os “leões” têm boas hipóteses neste dérbi. Tenha o Benfica a capacidade de realizar o mesmo número médio de passes para finalização e poderá aproveitar a menor eficácia de Rui Patrício na baliza.

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