Sporting 🆚 Benfica | Antevisão e dicas de betting

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TotoRating BannerO ano de 2020 já havia arrancado com um “clássico” entre Sporting e FC Porto, e passadas apenas duas jornadas, Alvalade volta a ser palco de um jogo grande, o dérbi entre “leões” e “águias”, a contar para a Liga NOS. O líder Benfica visita o reduto leonino numa fase da época de contraste entre as duas equipas, separadas por 16 pontos na tabela classificativa. Os actuais campeões nacionais registam somente uma derrota no campeonato – em casa com o FC Porto – e nenhum empate, cenário bem diferente do verificado com os “verdes-e-brancos”, que registam já cinco desaires e duas igualdades em 16 jornadas.

Olhando para o passado recente deste escaldante embate, a realidade não é agradável para os anfitriões. O Sporting não ganha em casa ao rival benfiquista desde Janeiro de 2012, altura em que venceu por 1-0. Desde então realizaram-se mais sete partidas, com quatro empates e três triunfos para os “encarnados”, sendo que a formação leonina fez seis golos e sofreu 11 neste período.

Mas a verdade é que a História vale o que vale, ou seja, muito pouco quando o jogo de sexta-feira começar, por volta das 21h15. É assim com qualquer jogo e mais ainda com partidas deste calibre, dérbies ou “clássico”. Mas olhemos os números dos dois conjuntos.

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Este é o cenário dos últimos cinco jogos. O Sporting averbou duas derrotas neste período, enquanto o Benfica entra nesta partida embalado por 13 vitórias consecutivas. E as estatísticas mostram porquê. Olhando para os principais números acumulados, vemos um “leão” que até teve mais posse de bola em média que as “águias” e que até a aproveitou para rematar ligeiramente mais, mas a competência nos dois extremos do terreno tem sido diferente.

O Benfica fez mais golos (3,0 contra 2,0 por 90 minutos), muito por culpa da qualidade das suas ocasiões, expressa em 2,4 expected goals (xG) para os visitantes e 2,0 para os anfitriões. Mas também devido à eficácia de remate, com o Benfica a enquadrar 7,4 disparos contra 4,8. Números ofensivos que fazem toda a diferença. Será fonte de decisão no grande dérbi?

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Se olharmos um pouco mais para trás na prova, vemos que não são muitos os momentos em que o conjunto leonino mostra superioridade estatística em relação às “águias”. Mas há alguns. A começar pelos passes de ruptura, com o Sporting a registar o segundo valor mais elevado da Liga (1,3), bem acima dos 0,4 dos benfiquistas – que apostam bem mais no ataque posicional -, mas também na própria eficácia de passe, com os comandados de Silas a registarem vantagem marginal (84%-83%). Por outro lado, os da casa convertem 48% das ocasiões flagrantes de que dispõem, mais do que os 41% dos rivais lisboetas.

O “leão” soma ainda mais acções defensivas no último terço (5,3-4,9), sendo a segunda melhor equipa neste parâmetro, o que poderá servir de aviso para os benfiquistas perante a capacidade de pressão contrária em terrenos adiantados.

Tirando isso, o Benfica domina em diversos números, em especial nos ofensivos: mais remates (15,3-14,9), equipa com mais ocasiões flagrantes (2,8 contra 1,8 dos “leões”) e, acima de tudo, uma taxa de conversão de remates bem superior, sendo as “águias” a melhor equipa neste pormenor, com 15% (era 16% antes do Benfica-Aves), bem mais que os 11% dos homens da casa. Por outro lado, nenhuma equipa recupera mais a posse de bola que os “encarnados” (58,9 contra 50,9 por 90 minutos).

Os números colectivos são diversos e para todos os gostos, com vantagem benfiquista nos ofensivos, mas no dia do jogo será a forma de jogar de cada emblema e a aplicação das respectivas estratégias a definir se estas estatísticas se vão destacar ou diluir, numa noite quente de futebol.

Um “leão” desfalcado

O Sporting estará (muito provavelmente) desfalcado de peças importantes para esta partida. A começar por Luciano Vietto, que se lesionou na partida com o Vitória de Setúbal, mas também Sebastián Coates, por castigo. O melhor jogador leonino nas duas últimas épocas, Bruno Fernandes, é alvo de uma análise em paralelo com Pizzi, do Benfica, num artigo dedicado (link aqui), pelo que o nosso olhar recai sobre outros dois jogadores que têm mostrado qualidade neste “leão”.

Marcos Acuña foi o melhor em campo no “clássico” com o Porto, tendo mesmo marcado o golo leonino, e tem estado em bom plano esta temporada. Utilizado na grande maioria das vezes a lateral-esquerdo, Acuña não vacila em nenhum momento do jogo, somando dois tentos em 13 jogos, consistência a defender, expressa em 2,8 desarmes a cada 90 minutos, e assertividade a atacar, como demonstram os 2,1 passes para finalização. Será, certamente, um elemento a acompanhar com atenção.

A secundar Bruno Fernandes no meio-campo, o brasileiro Wendel não tem mostrado regularidade, mas não raras vezes tem sido foco de desequilíbrio para os adversários leoninos. Dois golos em 12 jogos pode não ser um número relevante, em especial por não ter qualquer assistência, mas a sua qualidade no passe (90% em média até ao momento) e a capacidade para romper (1,8 dribles eficazes) podem fazer de Wendel um factor de ligação no futebol leonino.

Um “patrão” e um desequilibrador

Pizzi fica de fora da análise aos jogadores em foco no Benfica, pelo motivo expresso anteriormente. Assim, a nossa atenção estatística vira-se para o brasileiro Gabriel e para o espanhol Álex Grimaldo, por razões, obviamente, bem diferentes.

Gabriel tem sido uma espécie de “patrão” do meio-campo benfiquista, importante a atacar e a defender, garante dos equilíbrios colectivos. No último jogo do campeonato, com o Aves, o médio ganhou 18 duelos aéreos defensivos, novo máximo da Liga, e esteve em todo o lado, aliás, como tem acontecido ao longo da época. Até ao momento soma apenas um golo e uma assistência em dez jogos, mas as 4,0 acções defensivas completas por 90 minutos, bem como os 3,0 desarmes, as 2,1 intercepções e as 7,8 recuperações de posse fazem de Gabriel um verdadeiro pêndulo.

Na esquerda, o lateral Grimaldo tem sido um dos motores ofensivos da equipa “encarnada”. Não tão exuberante a defender (ainda assim regista 2,4 desarmes por jogo), soma já seis assistências neste campeonato, 2,3 passes para finalização por 90 minutos e apresenta uma invejável eficácia de 25% nos cruzamentos.

Factos e curiosidades

  • Para o grande dérbi lisboeta, em casa do Sporting, realizaram-se já 85 jogos, com 32 vitórias para cada lado e 21 empates. Caso o Benfica vença, torna-se no primeiros dos “grandes” a ter mais triunfos na casa de outro “grande” do que derrotas.
  • O Sporting marcou sete dos seus 12 golos caseiros nas primeiras partes e permitiu sete dos nove sofridos nos segundos tempos (78%). Como visitante, o Benfica fez 75% dos seus golos (12) e sofreu dois (de três) nas etapas complementares.

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  • O Sporting marcou em todos os jogos em casa e sofreu golos em cinco dos sete jogos que fez perante o seu público, enquanto o Benfica marcou sempre na condição de visitante, registando vitórias em todos os embates disputados como forasteiro.
  • Na condição de visitado, 69% dos jogos dos “leões” tiveram golos das duas equipas, enquanto no caso dos “encarnados” como forasteiros, apenas 25% dos seus jogos tiveram tentos de ambos os lados.

Ambas as Equipas Marcam @ 1.64 👉 Apostar!

  • Somando os golos marcados e sofridos por Sporting como anfitrião e Benfica como visitante esta época na Liga, e fazendo média, os jogos entre estas duas equipas produziram 2,9 golos.

Mais/Menos Golos 👉 Apostar!

  • Cerca de 28% dos golos sofridos pelo Sporting na Liga aconteceram nos primeiros 15 minutos de jogo, enquanto do outro lado, as “águias” permitiram 67% dos golos contrários nas primeiras partes.
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