O SL Benfica ganhou (finalmente?) um jogo esta época frente ao Sporting CP (e frente a um “grande”, no geral), 1-0 no Estádio José Alvalade, e assumiu isolado o comando da Liga NOS, com mais dois pontos que o segundo classificado, precisamente o adversário deste sábado. Um golo de Kostas Mitroglou na primeira parte, na melhor fase do Benfica, foi suficiente para os três pontos, apesar da grande pressão leonina na segunda metade e das oportunidades flagrantes desperdiçadas, em especial por Bryan Ruiz.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 25 - Sporting vs Benfica
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Este foi um jogo muito disputado, intenso, nervoso, mais do que esclarecido. Valeu mais pela luta e empenho das duas formações do que pela qualidade colectiva e individual que se viu em campo. O maior exemplo disso mesmo a oportunidade desperdiçada por Bryan Ruiz em cima da linha de golo, aos 72 minutos, quando só precisava de empurrar. Maior exemplo porque, no fundo, reflecte a superioridade do Sporting no jogo, mas também, e como referimos, a falta de qualidade patenteada nesta partida. Outro dado: dos 17 cruzamentos de bola corrida do Sporting, nenhum teve eficácia – pobre Slimani. Já ao intervalo os “leões” mandavam, apesar do golo de Mitroglou aos 20 minutos: quatro remates a dois, 58% de posse de bola, três passes para ocasião contra nenhum de um Benfica com apenas 60% de passes certos – fruto da pressão sportinguista no “miolo”. E no segundo tempo a tendência acentuou-se, com o Sporting a correr atrás do prejuízo. No final, 65% de posse, nove disparos contra cinco, mas apenas dois enquadrados (Benfica um, mas deu golo).

A noite do “patinho feio”

Muitas vezes tem sido criticado pelas pobres exibições, em especial a nível defensivo. Este sábado, paradoxalmente, quando a sua equipa precisou de defender (muito) mais, o habitual “patinho feio” dos adeptos benfiquistas, Eliseu, subiu a fasquia grande altura e foi o jogador mais valioso desta partida. Surpreendido? Então confira os números: sete duelos ganhos em dez, 57 toques na bola (o terceiro benfiquista mais em jogo), quatro desarmes ganhos em quatro tentativas, cinco alívios e duas intercepções. Não alcançou uma nota extraordinária no nosso GoalPoint Ratings, mas o 6.5 é bem mais do que a média do lateral até este jogo, que se situava nos 5.26.

Uma palavra sobre Lindelof: o rating do central sueco poderá admirar quem, como nós, viu como esteve bem ao nível do posicionamento. Sucede que esse factor, não contabilizado pela estatística, não anula alguns indicadores negativos no desempenho quantitativo do sueco.

Lindelof acertou apenas 41% dos passes que efectuou (a média de um central “grande” na Liga NOS situa-se acima dos 80%) e seis dos passes que falhou aconteceram ainda no meio-campo do Benfica, exemplo de algumas dificuldades vividas pelos “encarnados” na primeira fase de construcção que não tiveram maiores consequências talvez devido à falta de eficácia leonina no último terço.

Curiosamente, o segundo melhor em campo nesta partida foi o sportinguista João Mário. Curiosamente porque o médio foi quem surgiu mais do lado de Eliseu, e também esteve muito bem nos duelos individuais (ganhou 71,4%). Acontece que João Mário esteve um pouco por todo o campo, inclusive em zonas mais centrais, pelo que os 27,3% de duelos ganhos por João Pereira explicam melhor a nota do benfiquista. João Mário, com 6.4 no GoalPoint Ratings (o mesmo de Ederson, que substituiu Júlio César e mostrou muita segurança), foi o mais esclarecido dos “leões”.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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