Sporting 🆚 Benfica | Os Top 10 dos mais influentes 🔥

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Onze para cada lado e alguns no banco prontos a saltar. Por mais que os treinadores preparem o jogo e gritem lá para dentro, após o apito inicial serão eles a definir o desfecho do um Sporting – Benfica tão ou mais aguardado que o que teve lugar também em Alvalade há cerca de um ano, mesmo que num contexto diferente.

Leia também: A radiografia colectiva de Sporting e Benfica (link)

Que homens chegam ao grande jogo com as credenciais de quem faz objectivamente a diferença no marcador? E que “craques” mais oferecem ocasiões para fazer a dita aos colegas? Quem é mais castigado por faltas? Respondemos a estas e mais algumas questões, nas próximas páginas de uma forma ligeiramente diferente do habitual: mostrando-lhe o “Top-10” de jogadores aptos para o dérbi que lideram algumas das variáveis mais importantes, pelos (poucos ou muitos) minutos de jogo que levam em média até se envolverem numa determinada acção de jogo.

Vamos a isto, esperamos que goste e garantimos-lhe que irá ser surpreendido, ao comparar o que lhe dizem os seus olhos e que resulta da verdade dos números.

Os mais defensivos

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Contabilizando todas as acções defensivas realizadas por um jogador (desarmes, intercepções, etc.) conseguimos perceber o quão activos foram defensivamente os eventuais protagonistas do próximo dérbi e aqui surgirão algumas das primeiras surpresas.

O espanto não residirá certamente no facto de encontrarmos homens como Coates ou Luisão no topo, nem sequer por vermos uma predominância de homens com missões parcial ou totalmente defensivas neste “top”, mas mais pela intromissão de um jovem extremo argentino irrequieto (Cervi), associado às ausências de homens como Lindelöf, Adrien ou William Carvalho. E se no caso do central sueco e do “trinco” campeão europeu a coisa não nos surpreende (são jogadores estatisticamente pouco “generosos” no somatório destas acções e não apenas nesta época), já o caso do capitão leonino é mais atípico, ainda que possa ter explicação fácil: Adrien não só somou várias lesões na época em curso como também ficou isento de substituir uma ausência prolongada de William, como sucedeu na Liga 15/16, período durante o qual foi chamado a assumir as suas qualidades defensivas com maior empenho.

De qualquer forma falamos de distâncias curtas para este “top 10”: 16 minutos até completar uma acção defensiva para Adrien e Lindelöf, um pouco mais (19) para William.

Os mais castigados

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Que “leões” e “águias” sofrem faltas em menos minutos de jogo na Liga? Eis a resposta, com alguns dos protagonistas mais desconcertantes a surgirem em evidência, sobretudo aqueles que, pelo drible, velocidade ou influência no processo ofensivo, são naturalmente encarados como mais perigosos pelos adversários.

Nem mesmo os dois laterais que encerram a lista deverão surpreender o leitor, tendo em conta a sua propensão ofensiva, ainda que a ausência de homens como Dost, Pizzi ou Salvio possa causar estranheza em alguns, mas de facto é no “miolo” e nas alas que a “falta útil” é mais apetecível.

Os mais faltosos

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A lista dos dez homens que levam menos tempo até cometer uma falta surpreenderá logo à cabeça, pela posição destacada de Alan Ruiz, mas os números não enganam e não se trata sequer de uma média: mesmo com consideravelmente menos minutos que os mais utilizados por Sporting e Benfica, o argentino entrará em campo, caso seja titular, como o jogador das duas equipas com mais faltas cometidas na Liga até agora, 51, seguido por Gelson (outra surpresa não é?) com 29, mas com pouco menos do dobro dos minutos jogados de Ruiz. Não admira assim também que Alan seja o 12º jogador com maior media de cartões amarelos a cada 90 minutos, com 0,47 (praticamente um cartão a cada dois jogos).

O extremo Zivkovic é outra surpresa, tal como Salvio, mas a verdade é esta: os extremos ajudam bem mais no processo defensivo do que o senso comum aponta, e isso também se reflecte no número de faltas. E sendo que nem sempre a falta faz parte de um momento defensivo, aqui fica uma “pepita” extra-clássico que arruma conclusões de senso comum: o jogador com mais faltas na Liga NOS 16/17 não é um defesa ou sequer um médio defensivo… é Soares, avançado do FC Porto, com 89, mais 19(!) que o segundo mais faltoso (Mateus da Silva, Paços de Ferreira).

Os mais criativos

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Um passe para finalização nem sempre é prenúncio de perigo mas, quando registado pela nossa “máquina”, significa um passe que permitiu um remate à baliza contrária, independentemente da sua perigosidade/qualidade de execução. É deste tipo de lance que nascem as assistências, que nada mais são do que passes para finalização que antecederam golos.

Feita as explicações as surpresas serão apenas duas e mais “leoninas”: em primeiro lugar a preponderância de Bryan Ruiz – um jogador visto por muitos a “olho” como protagonizando uma época apagada – e a pouca presença “verde-e-branca” neste quadro, mas ambas têm explicação.

No que toca a Bryan Ruiz, a verdade é que, mais ou menos exuberante, o costa-riquenho é o quarto jogador da Liga com mais passes para finalização (47), num ranking liderado por Pizzi (com quase o dobro, 82). Bryan tem mais oito passes para finalização do que, por exemplo, Gelson Martins, apesar de ter jogado quase menos 500 minutos do que o jovem extremo. Os colegas aproveitam? Não tanto como os “leões” desejariam, mas que Bryan as entrega… disso não há dúvidas.

Ainda no que toca aos “leões” há uma razão para a presença de apenas três jogadores neste “top”: se há coisa que caracteriza o Sporting este ano é a eficácia, e não tanto uma produção ofensiva quantitativamente generosa, como por exemplo o foi na época passada. O “leão” pode produzir menos, mas aproveita mais (e sabemos bem por intermédio de quem mas já lá chegaremos).

Os mais perigosos

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Terminamos com o “top” mais “sumarento”: os jogadores que levam menos tempo a influenciar directamente o resultado, através de um golo ou uma assistência. A liderança, essa, não surpreende ninguém, nem mesmo retirando da equação as grandes penalidades, que Bas Dost assumiu nesta fase da época, na sua corrida à Bota de Ouro.

O holandês é o mais rápido a mexer com o marcador, mas logo a seguir surge não só Mitroglou como dois homens da frente que apareceram tarde na época, mas a tempo de mostrar bem ao que vinham: Jonas e Alan Ruiz.

Daí para baixo encontramos menos surpresas, a não ser talvez o lembrete da importância que Grimaldo procura retomar, ele que marcou o arranque da época das “águias” com influência directa nos resultados; e talvez o “tête-a-tête” entre Gelson e Rafa, tendo em conta que um é percebido como uma das figuras da época (embora em quebra de influência evidente na segunda metade) e outro se vem debatendo com a crítica, muito por “culpa” da vistosa transferência que protagonizou. A verdade é que a estatística não quer saber de “percepções”: os números são estes e alguns certamente surpreenderam-no tanto ou mais do que a nós.

Passatempo: adivinhe a estatística do dérbi e ganhe uma camisola! (link)

E chega de conversa.
Esperamos um grande dérbi e ofeceremo-lo a si, no site, no twitter e no Instragram. Porque suposta “conversa de bola” há muita mas é connosco que a vê com outros olhos. Bom jogo!

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