O Sporting CP regressou à liderança isolada da Liga NOS, ao bater o Boavista FC no Estádio José Alvalade por 2-0. Um triunfo natural que assenta, sobretudo, na maior qualidade individual dos seus jogadores, perante uns boavisteiros que atacaram, obrigaram Rui Patrício a trabalhar, mas não mostraram muitos mais argumentos. Para a história fica um jogo morno e desinteressante.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 23 - Sporting vs Boavista
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O domínio sportinguista foi total e nem foi preciso carregar muito no acelerador. É verdade que os “axadrezados” começaram afoitos, tinham mais remates que os “leões” (dois contra um) aos dez minutos, mas já nesta altura vislumbrava-se um jogo confuso. O Sporting chegou ao intervalo dono e senhor do encontro (62% de posse de bola, seis remates a três, dois enquadrados contra nenhum e com 13 cruzamentos), e a ganhar por 2-0, tentos de Ewerton (37′) de cabeça após canto, e de Bryan Ruiz (45′) na marcação e um livre que bateu na barreira e enganou Mika.

O segundo tempo teve mais Boavista, que alcançou mesmo os 43% e posse de bola nesta fase, rematou seis vezes, duas delas enquadradas (duas boas defesas de Rui Patrício) e limitou os homens da casa a sete disparos (três à baliza) e somente quatro cruzamentos. Mas uma equipa que acaba o jogo com 57% de passes certos e chegou a ter menos de 50%, dificilmente consegue mais do que isto.

Ruiz assume “patronato”

Adrien Silva tem “carregado” o Sporting nesta Liga mas hoje cedeu o lugar de “patrão” a Ruiz. O costa-riquenho marcou um golo de livre, com um pouco de sorte à mistura, é verdade, no único remate que fez, mas não ficou a colher os louros do 2-0. Bryan Ruiz fez dois passes para ocasião, uma assistência para o golo de Ewerton, ganhou 64,3% dos 14 duelos que disputou e ainda ajudou na defesa, com três desarmes e três alívios, o que lhe valeu 8.3 no GoalPoint Ratings, a sua melhor “nota” na Liga até ao momento. Mas, sobretudo, destacou-se por mostrar ter mais futebol nos pés que todos os outros, pois soube jogar e servir os companheiros. Mas também o autor do 1-0 esteve em bom plano. Ewerton somou 7.2 fruto do seu tento, dos dois remates que realizou, mas sobretudo pela segurança defensiva. O brasileiro fez 12 alívios e ganhou 69,2% dos duelos que disputou, e 87,5% das disputas pelo ar.

Ingrata foi a tarefa de Mika. O guarda-redes boavisteiro foi o melhor da sua equipa, com 6.0 no nosso rating, pelas três defesas que realizou, evitando males maiores para a sua equipa. No final, a consciência de que não teve responsabilidade na derrota da sua equipa.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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