O Sporting voltou a marcar passo na luta pelo apuramento na Liga dos Campeões, ao perder em casa por 1-2 frente ao Borussia Dortmund. A equipa alemã dominou as incidências durante a primeira parte, acabando por passar por alguns calafrios na segunda metade, fruto da pressão dos “leões”, que por várias vezes esteve perto do empate.

Correr atrás do prejuízo

Não poderia ter começado de pior forma a partida para o Sporting, que aos nove minutos já se encontrava em desvantagem, fruto de uma “arrancada” de Aubameyang, que ganhou em velocidade a Ruben Semedo antes de rematar para o fundo das redes.

O golo, apontado na primeira ocasião da partida, viria a acentuar o domínio madrugador dos alemães, que aos 15 minutos levavam clara vantagem nos duelos (70%) e um ligeiro ascendente em termos de posse de bola (52%).

À passagem da meia-hora de jogo, o Sporting ainda não tinha feito nenhum remate enquadrado e tinha uma eficácia de passe de apenas 74%, mas começou aí o melhor período dos “leões” na primeira parte, impulsionados por Gelson Martins, uma verdadeira “flecha” apontada à baliza contrária. Em apenas oito minutos, o Sporting esteve por duas vezes perto de marcar: na primeira, Elias viu o corpo de Burki negar-lhe o golo; na segunda, Coates chegou a introduzir a bola na baliza adversária, mas o árbitrou anulou o golo por falta de Bas Dost sobre o guardião germânico.

Foi então, contra a corrente do jogo, que surgiu o segundo golo do Borussia Dortmund, num remate rasteiro de Weigl, sem hipóteses de defesa para Rui Patrício.

A vantagem por dois golos, apesar de pesada para o Sporting, acabava por premiar a equipa visitante, que marcara em dois dos três remates enquadrados que tinha realizado. Mas seria injusto atribuir o resultado apenas à eficácia dos alemães, que tinham também dominado em outros indicadores, como percentagem de duelos ganhos (58%), eficácia de passe (80%, contra 73% do Sporting) e posse de bola (56%).

Em termos individuais o destaque ia nesta altura para seis jogadores do Dortmund, o primeiro dos quais o autor do segundo golo, Weigl, com um GoalPoint Rating de 7.2. O melhor dos leões era o defesa Sebastián Coates, com um rating de 5.5, seguido de perto por Elias, com 5.4, com o brasileiro a demonstrar uma notável eficácia de passe de 89%, tendo em conta as circunstâncias.

“Leão” reage com garra e fé

Embora com uma tarefa bastante complicada em mãos, o Sporting entrou na segunda parte mais confiante, ainda que tenha demorado a encontrar espaços no meio-campo adversário. Foi só aos 66 minutos que os “leões” chegaram ao golo, por Bruno César, depois de um livre indirecto dentro da grande área por um atraso, tão intencional quão desnecessário, de Bartra. O jogo estava relançado.

Até ao final do desafio, a iniciativa pertenceu claramente ao Sporting, que apostou todas as “fichas” no empate. Bas Dost, André e Schelotto estiveram todos à porta do golo, o que demonstra a superioridade demonstrada pelos “leões” na reta final do desafio, ainda que o Borussia tenha  estado a centímetros do 3-1 aos 78 minutos, quando Pulisic rematou à barra.

O Borussia “deu-se ao luxo” de não ter efectuado nenhum remate enquadrado na segunda parte do desafio, mesmo com 61% de posse de bola, enquanto o Sporting fez um total de seis remates durante este período de jogo, três deles enquadrados com a baliza. Os “leões” acabaram por ser castigados não só pela tradicional eficácia alemã mas também pelo começo desastrado, que em jogos da Liga dos Campeões se paga caro.

Coates contra o mundo

A tradicional rocha na defesa do Sporting voltou a sê-lo. Sebastian Coates foi o terceiro melhor elemento em campo, terminando a partida com o GoalPoint Rating mais alto entre os jogadores do Sporting, 6.4, fruto de oito acções defensivas e uma percentagem de duelos ganhos de 90% (100% se apenas considerarmos duelos aéreos). O já habitual Gelson ficaria pouco atrás, mas já falaremos dele.

O homem da partida foi, no entanto, o médio Weigl, que, ao golo apontado somou ainda o maior número de passes e toques na bola da sua equipa, terminando o desafio com uma pontuação de 7.1, duas décimas acima de Aubameyang.

Outros números:

  • Gelson 6.3 – Foi o mais rematador (3) e o maior criador de ocasiões (2). Até no capítulo de desarmes (4) ninguém no Sporting brilhou mais do que ele
  • Marvin 5.4 – Esteve no melhor e no pior.  Excelente no jogo aéreos (6 em 7 duelos ganhos) e nos cruzamentos (100% eficácia). Falhou, no entanto, 14 passes, 6 no seu próprio meio-campo.
  • William 4.9 – Nem a subtil assistência lhe valeu, num jogo com apenas uma acção defensiva eficaz e duas recuperações de bola.
  • Ruben Semedo 4.7 – Passou por dificuldades como ainda não tinha passado esta época. Perdeu 4 dos seus 5 duelos, todos os que disputou pelo ar.
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