Sporting CP 1 – Arouca 0: Um problema de construção

O Sporting voltou a demonstrar dificuldades que que não são desconhecidas de Marco Silva desde os tempos do Estoril.

O Goalpoint já havia analisado os sintomas que Estoril de Marco Silva tinha revelado sempre que precisava de jogar em ataque planeado, nomeadamente em casa. Nos primeiros dois jogos oficiais ao serviço do Sporting, o treinador continua a evidenciar os mesmos sinais e diante do Arouca, apesar do muito caudal ofensivo (19 remates contra três do adversário), os leões só triunfaram com um golo nos descontos marcado por Carlos Mané, um decisor de circunstância.

Verdade que o Sporting foi melhor em tudo, revelando uma qualidade de passe idêntica nas duas partes (81,7% em 547 passes, mais do dobro dos verificados em Coimbra), simplesmente escolheu mal o caminho para o golo. Isso está bem evidente nas perdas de bola dos homens dos flancos. Ricardo Esgaio e Jefferson, os laterais, mais os extremos titulares, Nani e Carrillo, perderam, no total e por acumulado, 87 vezes a bola. Nenhum jogador do Arouca perdeu tantas como um dos membros deste quarteto. Sabendo que tem um ponta-de-lança a passar por um momento confrangedor, muitas foram as bolas bombeadas para a área. Montero, que não é um ‘9’ como Slimani, não foi além de três remates (todos enquadrados), o que é manifestamente curto para um ponta-de-lança de um grande que joga em casa perante uma equipa que só quer defender e esperar pelo Euromilhões.

Faltaram combinações ofensivas e imprevisibilidade

Nani foi um pequeno “oásis”. Verdade que falhou um penálti, mas tentou jogar muitas vezes com Montero à espera da tal progressão que muitas vezes não redundou em golo porque o Arouca teve na baliza um guarda-redes muito inspirado. O uruguaio Goicoechea fez seis defesas, quase todas de elevado quilate.

Uma última nota para três jogadores do Sporting. Jefferson parece, claramente, estar a subir com a concorrência de Jonathan Silva. Não adianta esconder, é um dos futebolistas leoninos mais importantes no capítulo ofensivo; 92,3% de eficácia de passe para o meio-campo contrário e 14 cruzamentos – o que mais se aproximou foi Nani com oito.

Capel e Tanaka provaram ter sido boas apostas no momento de tudo ou nada. 100% de eficácia de passe o que prova que tomaram boas decisões.

Ressalta, porém, e apesar do penálti falhado e de não ter cumprido 90 minutos, que as estatísticas de Nani não enganam. Foi o mais rematador, dos que mais cruzou e não se acanhou mesmo em duelos aéreos ganhando três em seis. Foi também o que mais faltas conquistou, quatro.

 

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GoalPoint
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3 Comentários

  1. Aproveitando a ideia do Carlos, tenho lido em diversos sites, incluindo no goalpoint, que o Sarr nos primeiros jogos pelo Sporting perdeu muitos dos duelos no jogo aéreo.
    No entanto, ao rever o primeiro jogo e vendo o segundo, tenho dificuldades em encontrar um lance perdido por ele. Desta forma, penso que seria importante uma análise ao jogador, questionando no entanto os dados fornecidos pela base de dados de onde retiram a informação.

    Continuação de bom trabalho,
    Ricardo Dias

  2. Pelo que vi de Sarr acho que também deveria estar neste artigo, visto que fez uma exelente partida. Fez passes muito bons, de grande dificuldade. Embora seja muito novo, mostrou que podemos contar com ele para a posição!

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