O Sporting CP bateu o CSKA por 2-1, levando agora o duelo para Moscovo, onde dentro de uma semana (quarta-feira, 26 de Agosto) se decide o acesso dos “leões” à fase de grupos da Liga dos Campeões 2015/16. Mas vamos à análise do jogo (e aos números), como é nosso hábito.

 

Enquanto Jorge Jesus apostava no mesmo “onze” inicial que havia garantido o sucesso frente a Benfica (Supertaça) e Tondela (Liga NOS),Leonid Slutski retirava o israelita Natcho do “onze” base, deslocando Dzagoev para companheiro de miolo de Wernbloom e lançando Musa na ala esquerda, o qual, juntamente com Eremenko e Tosic, teriam por missão oferecer apoio a Doumbia, regressado a Moscovo por empréstimo da Roma, que o havia adquirido há menos de um ano… ao CSKA. As alterações surtiriam efeito relativo, apesar do resultado, ou não tivesse o nigeriano Musa dado constantes “dores de cabeça” a João Pereira, incapaz de lidar com a velocidade do avançado/extremo “supersónico”.

PATRÍCIO, O SALVADOR

Com um Sporting novamente apostado em entrar no jogo de forma vigorosa (como é hábito nas equipas de Jorge Jesus desde que chegou ao futebol dos “grandes”), o golo surgiria aos 12 minutos, ao terceiro remate dos “leões”, concretizado por um Teo Gutiérrez que, apesar do (importante) golo, voltou a não encantar. A assistência viria de outro jogador que, (também) não impressionando, vai tendo alguma influência, directa (desta vez) ou indirecta (em Aveiro) nos golos dos “verde-e-brancos”: Bryan Ruiz.

Após a forte entrada leonina seria a vez dos moscovitas ameaçarem, progressivamente, a baliza sportinguista, sempre com o flanco esquerdo em evidência. Seria nessa fase (aos 27m) que brilharia Rui Patrício, ao defender uma grande penalidade cometida por Jefferson sobre Tosic e desperdiçada por Doumbia, que ficou a coçar a cabeça, incrédulo. O guardião teria poucas intervenções durante a partida (três) mas todas elas decisivas na vitória leonina, e não fosse o jogo sólido (e assistência decisiva) de André Carillo e mereceria ser equacionado como homem do jogo GoalPoint.

> NA PRÓXIMA PÁGINA: A VITÓRIA (MERECIDA) E O HOMEM DO JOGO