O Sporting empatou 0-0 com o Nacional na Choupana, e William Carvalho desperdiçou (novamente, mas já lá iremos) uma grande penalidade, defendida por Rui Silva, o homem do jogo GoalPoint. A questão que colocamos (e provavelmente muitos de vós, caros leitores) é: seria William a escolha certa para bater o penálti? E caso a resposta seja negativa que opções estatisticamente “comprovadas” estariam à disposição de Joge Jesus? Vamos a isso.

O registo (pouco famoso) de William

Facto: William tem um registo de cinco penalidades na sua carreira, no que concerne a jogos oficiais. Nessas ocasiões, converteu com sucesso duas e falhou três. O médio fez golo em 2013/14 ao serviço de Portugal na qualificação para o EURO Sub-21 e em 2015/16 num encontro da Liga ante o Belenenses.

As falhas essas ocorreram na final do Euro Sub-21 de 2015, na derrota em Portimão que afastou os “leões” da Taça da Liga 15/16 e, a mais recente, na deslocação do Sporting à Choupana, na última jornada da Liga NOS. Curiosidade? Sempre que William falhou a equipa perdeu alguma coisa: pontos, finais ou eliminatórias.

Que outras opções tinha Jesus ao seu dispor?

Com uma taxa de concretização de grandes penalidades de 40% (50% antes da última que assumiu) resulta claro algo que muitos adeptos sublinharam de imediato nas redes sociais, mesmo sem recorrer a estes números: William não deveria ter sido o escolhido. Mas teria Jorge Jesus em campo opções estatisticamente validadas para assumir o castigo máximo?

A resposta é… sim. Caso o treinador quisesse optar por um elemento com mais tempo de casa a opção poderia recair em Bryan Ruiz. O costa-riquenho foi chamado a bater 12 grandes penalidades ao longo da sua carreira, convertendo 10 e desperdiçando duas (83% de conversão). Se, por outro lado, JJ quisesse dar a vez a um reforço, e um que pela pesada herança justifica momentos de confirmação rápidos, então Bas Dost seria a opção lógica até porque o holandês foi chamado a marcar sete grandes penalidades nos clubes que representou falhando… zero.