O Sporting CP terá uma montanha para escalar se quiser seguir em frente para os oitavos-de-final da Liga Europa. A formação portuguesa foi uma sombra de si mesma e perdeu por 1-0 em casa com o Bayer Leverkusen (desfalcado de três titulares habituais). A diferença entre as duas equipas em termos ofensivos foi tal que o “leão” não conseguiu fugir à ideia de que esta é uma prova apenas para cumprir calendário. Talvez não o seja na prática, mas parece estar, no subconsciente de jogadores, técnicos e até adeptos, a constatação de que esta é uma competição para abandonar depressa. E se o Sporting repetir a exibição na Alemanha é isso mesmo que irá acontecer.

Liga Europa 2015/16 - Sporting vs Leverkusen
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Ao olhar para o resultado e para os números finais da partida, estes falam por si e não há muito mais a acrescentar. É verdade que o Sporting terminou com 58% de posse de bola mas, tal como na primeira parte, quase tudo o resto pendeu para o lado alemão e ganhou outros contornos na etapa complementar. Jogar fora de casa nos 16 avos-de-final de uma competição europeia, frente a um adversário teoricamente complicado, e arrancar 14 remates e permitir apenas dois é obra, e o Bayer conseguiu-o – pecou na pontaria, pois só enquadrou três e o Sporting um. Também nos passes para ocasião os alemães dominaram, com dez contra dois, de nada valendo, portanto, a posse leonina – e também não melhorou quando Adrien e Slimani foram lançados, na segunda parte. O golo de Bellarabi, aos 26 minutos, foi o corolário de uma superioridade visitante que nunca pareceu em causa.

Ninguém contra Kramer

No filme ainda houve um “Kramer Contra Kramer”, mas em Alvalade nem isso. O médio do Leverkusen, Christoph Kramer (o da “amnésia” na final do Mundial), foi o mais valioso em campo na nossa análise, graças aos 7.1 que somou no GoalPoint Ratings. Não esteve brilhante a atacar ou sequer a construir jogo, mas foi uma autêntica parede no meio-campo. Só à sua conta somou sete desarmes completos (em oito) e cinco intercepções, numa zona do terreno em que o Sporting foi praticamente inoperante (como o demonstra a quase ausência de passes para ocasião).

Do lado do Sporting o melhor elemento foi mesmo João Pereira, com 6.4 no nosso GoalPoint Ratings. Ao longo do jogo o lateral-direito vinha a assumir-se como um dos mais regulares do Sporting em campo, apesar de ofensivamente não apresentar serviço relevante. Porém, teve sucesso em seis dos nove dribles que tentou, ganhou 66,7% dos duelos individuais e ainda somou três alívios e outras tantas intercepções.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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