Sporting 🆚 Porto | Jovane baila e bate “dragão” em 5⃣ toques

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N atural de Cabo Verde, a terra da morabeza, da morna e do funaná, Jovane Cabral foi o nome e apelido da primeira meia-final da Taça da Liga que decorreu na noite desta terça-feira em Leiria. Aos 79 minutos, o FC Porto estava com um pé e meio na final do próximo sábado, mas tudo mudou no espaço de oito minutos: aos 84 minutos, Jovane – que tinha sido lançado segundos antes do tento portista – empatou e, já em período de compensação, decretou o resultado final e bailou. Os “azuis-e-brancos” ainda procuram a primeira conquista da prova no seu historial, ao passo que os “verdes” de Alvalade venceram duas edições da prova, em 2018 e em 2019. O adversário do duelo decisivo será desvendado esta quarta-feira no embate entre Braga e Benfica.

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • Gonçalo Inácio, na vaga habitualmente ocupada por Neto (com Covid-19), e Antunes, no lugar de Nuno Mendes (também indisponível devido ao Covid-19), foram as notas de destaque do lado “verde-e-branco”. Já Sérgio Conceição revolucionou e apostou em Diogo Costa, Diogo Leite, Grujic, João Mário e Felipe Anderson na formação inicial. Recorde-se que Otávio, Luis Díaz, Evanilson e Sérgio Oliveira ficaram de fora por terem testado positivo à Covid-19.

  • Aos 16 minutos, Zaidu desperdiçou uma óptima ocasião para inaugurar a contenda, com um remate que saiu ao lado. Foi a quarta tentativa do emblema da Invicta, que já tinha ameaçado através de Grujic (em duas ocasiões) e Uribe. Nesta fase inicial, realce para a novidade táctica do FC Porto, que actuou num 1x3x4x3, com uma linha de três centrais composta por Pepe (líbero), Mbemba (à direita) e Diogo Leite (à esquerda), Zaidu fazia a ala esquerda e João Mário a contrária, Uribe e Grujic formavam a dupla de médios e no ataque Felipe Anderson actuava no lado canhoto, Marega no centro e Corona partia da direita sempre em constantes diagonais.

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  • Num curto espaço de tempo, os “dragões” voltaram a dar sinais de vida, primeiro Adán foi lesto a sair dos postes e tirou a bola dos pés de Uribe; acção, reacção, Marega assistiu e Corona rematou um pouco por cima do alvo. A equipa de Sérgio Conceição era mais acutilante, chegava com relativa facilidade à zona dos últimos 30 metros – seis remates nos primeiros 25 minutos de acção -, ao mesmo tempo que conseguia condicionar a primeira fase de construção dos “leões”, que apenas contabilizavam dois tiros desenquadrados à baliza de Diogo Costa.
  • A mais flagrante ocorreu aos 34, na sequência de num “slalom” de Pedro Gonçalves, que falhou por centímetros o golo inaugural. Pouco depois, o guardião dos campeões nacionais conseguiu segurar uma investida protagonizada por Nuno Santos.

  • Utilizado apenas pela sexta vez esta temporada, Felipe Anderson ia justificando a aposta de Sérgio Conceição e era, neste período, o jogador no encontro com a melhor avaliação, um GoalPoint Rating de 5.8 que premiava as seguintes acções feitas pelo criativo brasileiro: dois passes para finalização, 18 acções com o esférico, duas das quais na área do Sporting e quatro recuperações da posse. 

  • A cinco minutos do descanso, dupla ocasião para os “azuis-e-brancos” abrirem o activo. Primeiro, João Mário obrigou Adán a mostrar reflexos apurados e, na sequência, Marega, na zona da pequena área, atirou ao poste esquerdo. As estatísticas diziam que os lisboetas tinham dois remates, ambos desenquadrados, ao passo que os portistas já amealhavam nove, sendo que apenas uma foi à baliza. Em termos de posse de bola, ligeiro ascendente do Sporting – 52%.

  • Intervalo O “clássico” chegou ao descanso com um empate a zero. Houve muita transpiração, mas pouca inspiração. Face ao encaixe táctico – ambos os conjuntos replicaram o mesmo 1x3x4x3 -, as oportunidades de golo foram surgindo aos soluços e quase sempre nas imediações da baliza à guarda de Adán, as únicas excepções ocorreram por volta da meia-hora, quando “Pote” desatou o nó, pecando apenas no momento da finalização. João Mário e Marega tiveram nos pés as “chances” mais claras por parte dos detentores do título nacional. Felipe Anderson, que gizou dois passes para finalização, um passe valioso (decisão certa feita a menos de 25 metros da baliza), 29 acções com a bola, sete recuperações da posse (máximo nesta fase inicial) e sofreu duas faltas, era o MVP com um GoalPoint Rating de 5.9. Adán – uma intervenção e três bolas recuperadas – era a unidade com nota mais do lado sportinguista e acumulava um rating de 5.8

  • O relógio marcava dois minutos da etapa complementar quando o FC Porto desperdiçou mais uma ocasião clara: Marega assistiu Uribe, que com tudo para marcar fez mira para as bancadas vazias do Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria. O duelo começava como terminou a primeira metade, com os “dragões” a ditarem o ritmo. “Pote” ripostou, mas o remate saiu muito por cima.

  • Muitas paragens no jogo, aos 67 minutos já eram 27 (16 faltas para o “leão” e 11 para o “dragão”). Num suspiro ofensivo, Nuno Santos, à quinta tentativa, foi o autor do primeiro remate enquadrado à baliza portista. E aos 73, Felipe Anderson vestiu a pele de salvador e impediu que Nuno Santos concluísse um contragolpe quase perfeito, numa jogada em que a baliza do FC Porto estava à mercê.

  • Apenas um lance individual e saído da “caixa” poderia dar a volta ao marasmo e foi o que aconteceu à passagem do minuto 79: Marega arrancou, ninguém o travou e o maliano rematou de forma certeira, abrindo a contagem. Adán ficou pregado ao relvado e viu o esférico entrar…

  • E a quatro minutos dos 90 surgiu o empate. Numa das primeiras vezes que tocou na bola após ter substituído Tiago Tomás, Jovane Cabral inventou um golaço: controlou o esférico e com um tiro colocado assinou o 1-1. Foi apenas o sexto remate do Sporting na partida e o segundo enquadrado. O número 77 chegava aos cinco tiros certeiros esta temporada.
  • E já em período de descontos, um “balde de água gelada” para o FC Porto e um bálsamo para o Sporting, que carimbou a “remontada”: Coates recuperou a bola, “Pote” foi o assistente e Jovane Cabral, descaído sobre o lado esquerdo, atirou com o pé direito – “de bico” – e assinou o 2-1. Instantes finais, os “leões” asseguravam presença na edição deste ano da final da Allianz Cup.

  • Rude golpe para a equipa de Sérgio Conceição que viu terminar uma série de 17 partidas sem derrotas, já os homens de Rúben Amorim voltaram a festejar, depois do desaire ante o Marítimo nos oitavos-de-final da Taça de Portugal e do empate na última ronda da Liga frente ao Rio Ave. Esta foi a terceira vez que Sporting e FC Porto se defrontam nas meias-finais da Allianz Cup, com os “leões” a levarem sempre a melhor.

 [ Posicionamento médio reflecte o equilíbrio da partida ]

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O melhor em campo GoalPoint👑

Jovane Cabral ou a arte de como mudar o rumo de um jogo em apenas 16 minutos e abater os “dragões” em poucos toques, mais concretamente cinco acções com o esférico. Foi (quase) literalmente entrar, ver o golo de Marega, empatar e bisar. Foi assim a passagem do camisola 77 no “clássico”. Numa época marcada por algumas lesões, o avançado teve razões para sorrir e foi o herói leonino na cidade do Lis com um GoalPoint Rating de 7.8. Foram estes os seus números: dois remates enquadrados, dois golos marcados, um passe feito (e completo), cinco acções com a bola, uma das quais com a bola dentro da área e uma falta sofrida. Melhor? Diríamos que seria impossível.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Marega 6.6 – Seria o craque do jogo, mas o furacão Jovane tudo mudou. Esforçado, lutou, caiu, levantou-se e foi premiado com um golo que espelha na perfeição a “performance” do maliano que, além do golo, gizou quatro passes para finalização, contabilizou 26 acções com a bola – quatro com a bola na área, um máximo na partida.
  • Uribe 6.2 – Pulmão inesgotável, foi um dos esteios da equipa. Defendeu com critério (seis recuperações, quatro faltas cometidas, dois passes bloqueados e duas intercepções), foi importante a atacar, aparecendo muitas vezes na área adversária, rematou em quatro ocasiões, foi quem assistiu Marega, realizando ainda três passes para finalização.
  • João Mário 6.1 – Uma das novidades promovidas por Sérgio Conceição e justificou a aposta. Sempre acutilante pelo franco direito, fez-se notar à beira do intervalo depois de um remate perigoso, tendo ainda acertado cinco dos oito dribles tentados – máximo nesta partida. 
  • Coates 5.9 – O ponto alto da noite surgiu já em período de descontos, quando roubou uma bola a Toni Martínez e desbravou o caminho que “Pote” e Jovane desenharam até ao fundo das redes defendidas por Diogo Costa. 
  • Pedro Gonçalves 5.8 – Foi uma das unidades mais inconformadas da equipa leonina. Da ficha individual de “Pote” destacam-se dois remates e a assistência que redundou no “tiro” indefensável de Jovane.
  • Feddal 5.8 – Muito concentrado e uma espécie de “pronto socorro”, realizando alguns cortes importantes. No final registava três desarmes e outras tantas intercepções.

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