O Sporting bateu o FC Porto por 2-0 no primeiro “clássico” do ano e recuperou a liderança da Liga NOS, que havia perdido na jornada anterior. Apesar da entrada atrevida dos “dragões” o Sporting rapidamente ganhou o controlo das operações, que apenas viria a ceder (estrategicamente?) no segundo tempo sem no entanto quebrar na eficácia com que atingiu os dois golos de vantagem (e mais poderiam ter surgido, fruto de duas bolas nos ferros de Casillas).

Liga NOS 2015/16 - Jornada 15 - Sporting vs Porto
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O Sporting de Jorge Jesus começa a habituar os seus adeptos ao facto de reservar as suas exibições mais afirmativas precisamente para os jogos teoricamente mais difíceis. E se o Barómetro GoalPoint não vinha favorecendo a produtividade comparada do “leão”, a verdade é que o Sporting além de vencer conseguiu superiorizar-se em todas as variáveis determinantes do jogo, cedendo apenas na posse, fruto de um segundo tempo em que permitiu maior inicativa ao FC Porto, sem no entanto deixar de criar um maior número de oportunidades de ampliar o marcador, selado pelo cada vez mais incontornável Slimani, devidamente secundado por Jefferson (5ª assistência) e Bryan Ruiz (a par de William um dos contemplados pelo tradicional “bluff” de Jesus).

Naldo, porque não sempre assim?

Se Islam Slimani foi sem dúvida o elemento decisivo do encontro a verdade é que não esteve sozinho, ou não fosse este Sporting um eficaz produto do colectivo,. Homens como Rui Patrício (duas intervenções decisivas), Adrien (o habitual motor do meio-campo, a fazer questionar os “algoritmos” de atribuição de valor de mercado quando comparado com o colega William já para não falar… nas convocatórias da Selecção) e Jefferson (mais uma assistência, a quinta) foram determinantes na exibição afirmativa do “leão”.

Mas acima deles surge, no algoritmo GoalPoint Ratings, o até agora muitas vezes penalizado Naldo. O central brasileiro não surgirá certamente nas cogitações de quem, por mera observação, indique os homens do jogo, mas a verdade é que a sua produção defensiva foi essencial (e generosa) na missão (cumprida) de manter as redes leoninas invioladas, atingindo registos absolutamente excepcionais (destaque para o facto de não ter falhado um único passe efectuado para o meio-campo contrário).

Nos dragões o destaque (previsível) vai para Brahimi que procurou carregar, sem sucesso, um onze que nunca soube dominar o jogo de forma que lhe permitisse dar-lhe o rumo ambicionado. O argelino esteve muito sozinho (O influente Layún não apareceu e Aboubakar continua divorciado da eficácia), precisamente o inverso do que sucedeu com o seu conterrâneo adversário.

O “dragão” perde assim a liderança da Liga com a mesma rapidez com que a ganhou, numa prova cada vez mais entusiasmante. Na conferência de imprensa Lopetegui contou com a tão imprevista como misericordiosa defesa de Jorge Jesus mas a verdade é que após três duelos entre ambos o espanhol não só não sabe o que é vencer como nem sequer conhece a sensação de marcar um golo ao seu “nemesis” luso, sofrendo quatro.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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