O Sporting é o adversário do V. Setúbal na final de sábado da Taça da Liga portuguesa, reeditando o jogo decisivo da edição inaugural da prova, então ganha pelos sadinos. Os “leões” afastaram o FC Porto na meia-final disputada em Braga, mas apenas após a marcação de grandes penalidades, por 4-3, após um nulo no final dos 90 minutos regulamentares – não se disputou prolongamento.

Resumo💻

A Análise do Jogo 📝

  • Arranque de jogo de muita luta, com o Sporting a tentar assumir o domínio de posse de bola e o Porto à espreita das transições rápidas. Porém, os “dragões” sofreram um revés bem cedo, com a lesão de Danilo Pereira a obrigar à entrada de Óliver Torres, aos 11 minutos. Primeiro remate da partida apenas aos 15 minutos, e para o FC Porto, por parte de Sérgio Oliveira. Porém, desenquadrado com a baliza de Rui Patrício.
  • Por volta dos 20 minutos o Sporting registava 54% de posse de bola, numa clara demonstração de querer mandar no jogo, mas a organização defensiva do Porto mostrava-se mais forte. Tal permitia aos portistas terem, à passagem da meia-hora, mais remates que os “leões” (4-0), embora nenhum enquadrado.
  • Aos 36 minutos, Tiquinho Soares introduziu a bola na baliza leonina, mas foi anulado por fora-de-jogo, numa altura em que os “azuis-e-brancos” mostravam-se mais perigosos que os lisboetas. Perto do intervalo foi a vez de Gelson Martins sair lesionado, entrando Battaglia.
  • Intervalo O descanso chegou com um nulo e muita luta, mas pouca inspiração. Os “leões” dominaram em posse de bola na maior parte do tempo, mas nos últimos minutos da etapa inicial os portistas recuperaram e chegaram ao descanso com 51% de posse, para além de quatro remates contra nenhum dos homens de Alvalade – embora zero enquadrados. Destaque para o elevado número de faltas, nada menos que 28 (13 cometidas pelo Sporting, 15 pelo Porto), o reflexo do jogo a que se assistiu.

  • Mais Porto no arranque do segundo tempo, a chegar aos 60% de posse de bola quando estava atingida a hora de jogo. Aos 64 minutos, porém, Sebastián Coates cabeceou forte, mas a bola foi ao poste esquerdo da baliza de Iker Casillas, que acabou por a recolher.

  • Grande oportunidade para Aboubakar, recém-entrado para o lugar de Soares, a tentar surpreender um adiantado Patrício, mas o guardião reagiu bem e defendeu, quando a bola se encaminhava para a baliza. Por esta altura os portistas tinham oito remates, contra apenas dois dos “leões” (3-1 em enquadrados).
  • Por volta dos 80 minutos, o Porto registava ainda maior domínio territorial, com 56% de posse de bola, numa altura em que jogadas de perigo… nem vê-las. Ao invés já se contabilizavam 51 faltas. Nesta altura já as mais recentes contratações das duas equipas, Fredy Montero (Sporting) e Waris (Porto), se encontravam em campo.
  • Sem golos no final dos 90 minutos, o jogo foi para a decisão das grandes penalidades. Herrera, Coates, Aboubakar, William Carvalho e Brahimi falharam, Bryan Ruiz acertou o pontapé decisivo, pelo que o Sporting apurou-se para a final de sábado com o V. Setúbal.

[Nota metodológica: ao contrário do que sucede com a Liga NOS e competições europeias a Opta não cobre as Taças nacionais, razão pela qual não nos é possível apresentar ratings e outros dados habituais na nossa cobertura]

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